Alô, Alô, Terezinha! (2009)

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Trailer

Sinopse

Alô, Alô, Terezinha! é um documentário de longa-metragem sobre o maior fenômeno de comunicação do país. Politicamente incorreto, radical, renovador, Chacrinha mudou para sempre a televisão brasileira e expressou um Brasil que estava em torno dela, mas não era percebido. O filme conta a grande aventura de Abelardo Barbosa através da ótica do apresentador. Reúne os núcleos de sua constelação – chacretes, calouros e artistas que passaram por seus programas – para identificar suas individualidades e suas emoções.

Abelardo Barbosa, popularmente conhecido como Chacrinha, foi o maior fenômeno da comunicação televisiva brasileira. Sua irreverente e extravagante personalidade associada a uma visão inovadora foi crucial para a consolidação do atual formato dos programas televisivos de auditório, lançando bordões e artistas que conquistaram o imaginário brasileiro.

O documentário Alô, Alô Terezinha! aborda a trajetória de Abelardo Barbosa sem ser biográfico, mantendo seu foco no programa que veio para confundir e não para explicar. Através da maior pesquisa já feita sobre este grande comunicador e da recuperação digital de seu legado, o longa-metragem aborda desde a influência da tradição nordestina do Pastoril no programas do Chacrinha ao anárquico apresentador jogando bacalhau no auditório, buzinando para os calouros ou premiando-os com o Troféu Abacaxi.

Repleto de imagens de arquivo, o filme alterna trechos dos programas do Chacrinha com depoimentos atuais, fazendo um paralelo entre essas épocas e mostrando o rumo que tomaram os diferentes integrantes de seus programas, desde as antigas chacretes até artistas como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Wanderléia, Ney Matogrosso, Fábio Jr. e tantos outros descobertos e revelados pelo apresentador. Seguindo o estilo dinâmico e imprevisível dos programas de Abelardo Barbosa, o filme é uma merecida homenagem ao nosso Velho Guerreiro, um homem à frente de seu tempo.

Chacrinha é o mais célebre apresentador de programas de auditório do Brasil. Irreverente comunicador do rádio e da televisão, grande sucesso que atravessou quatro décadas entre os anos 50 e 80 e que acabou por transformá-lo num personagem do nosso imaginário. Como uma antena que respondia a seu público, seus programas foram recordistas de audiência e responsáveis por abrir a televisão para o gosto popular, lançando artistas que, anos depois, seriam legitimados culturalmente. Criou para si um estilo próprio: roupas extravagantes, uma buzina para desclassificar os calouros e um abacaxi como troféu. Inventou e incorporou na linguagem popular bordões como Terezinha, uh, uh, quem não se comunica, se trumbica, vocês querem bacalhau? e eu vim para confundir e não para explicar. Ainda nos anos 70 lançou as chacretes, nome que imortalizou suas dançarinas e consagrou a terminação que designaria adiante esse tipo de ajudante de palco. Sua obra foi resgatada pelo Tropicalismo, que percebeu o potencial de desconstrução anárquica de seus programas e via nele uma das mais perfeitas traduções da brasilidade. Caetano Veloso afirma: “Fiquei maravilhado com a riqueza do material que Chacrinha produzia. Ele era um grande criador dentro do panorama da cultura de massas. Uma figura extraordinariamente anti-convencional”. Para Nelson Rodrigues, Chacrinha “é a gigantesca vitória do pé-rapado nacional”. Para o antropólogo Gilberto Freyre: “Chacrinha democratizou, abrasileirou, miscigenou como ninguém o poderoso meio de comunicação que é a televisão”. O Velho Guerreiro balançando a pança e comandando a massa, foi homenageado por Gilberto Gil na música “Aquele Abraço”. Seu programa era um caldeirão de culturas, sua estética incorporava tudo e promovia a conciliação dos contrários. Para mostrar isso, o filme tem farto uso de material de arquivo, reproduzindo no cinema, com imagem e som de alta qualidade, o espetáculo musical que Chacrinha fazia na televisão.

O filme Alô, Alô, Terezinha! documenta essa importante parte da memória cultural do país e ajuda a entender as origens e a lógica da comunicação na televisão brasileira. Além de ser um importante mecanismo de reflexão, o próprio filme se vale como meio de preservação histórica da mais alta qualidade e ferramenta de pesquisa do nosso legado audiovisual.

Elenco

Chacrinha
Roberto Carlos
Gilberto Gil
Wanderléia
Ney Matogrosso
Fábio Jr.
Dercy Gonçalves
Biafra

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Alô, Alô, Terezinha! (2009) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção e Roteiro: Nelson Hoineff

Bibliografia

Livros:

BALADI, Mauro. Dicionário de Cinema Brasileiro: filmes de longa-metragem produzidos entre 1909 e 2012. São Paulo: Martins Fortes, 2013.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Alô, Alô, Terezinha!. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/alo-alo-terezinha/

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