Assunção Hernandes

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Biografia

FOTO Assuncao HernandesAssunção Hernandes Moraes de Andrade, em arte mais conhecida como Assunção Hernandes, é uma produtora cinematográfica brasileira nascida em Araraquara (SP) no dia 02 de outubro de 1943. Formada em Ciências Sociais pela USP e em Serviço Social pela PUC-SP.

Atuante no mercado cinematográfico há quase 40 anos, Assunção começou no cinema quase por acaso. Na faculdade, colega de Ruth Cardoso, Francisco Weffort e Luiza Erundina, destacou-se por sua militância política na UEE (União Estadual dos Estudantes de São Paulo). Quando a entidade estudantil quis produzir documentários, Assunção terminou sendo chamada, por sua organização e capacidade.

No período em que trabalhou na UEE, Assunção conheceu o então estudante de engenharia e mais tarde diretor de cinema João Batista de Andrade. Casaram-se em 1964, tiveram dois filhos, realizaram 8 longas de ficção e uma dezena de documentários, a partir da produtora que criaram juntos em 1974, a Raiz Cinematográfica.

Além de produzir os filmes de João Batista, em geral títulos com forte preocupação social e política, Assunção e a Raiz também trabalharam com co-produções internacionais e viabilizaram obras de cineastas estreantes, hoje reconhecidos. Guilherme de Almeida Prado, Suzana Amaral, Djalma Limongi Batista, Alain Fresnot, entre outros, tiveram seus primeiros longas produzidos pela Raiz.

Filmes produzidos por Assunção Hernandes ganharam dezenas de prêmios nacionais e internacionais, destacando-se o de Melhor Filme no Festival de Moscou 1981 para O Homem que Virou Suco; o de Melhor Atriz para Marcélia Cartaxo no Festival de Berlim 1986, por A Hora da Estrela; e o Grande Prêmio Técnico em Cannes 1992 para El Viaje, de Fernando Solanas.

Pessoalmente, Assunção foi premiada com o troféu Humberto Mauro (Destaque de Produção) em 1987 e 1988; recebeu o prêmio Governador do Estado de São Paulo 1988 pelo incentivo à produção do cinema paulista e o prêmio Lumiére (Air France) de melhor produção em 1989.

Possui uma extensa carreira e desde 2001 preside o Congresso Brasileiro de Cinema. Seu nome está por trás da produção de mais de 40 filmes, sendo cerca de 15 longas-metragens, alguns com repercussão internacional. Em 1974, criou, com o cineasta João Batista de Andrade, a Raiz Produções Cinematográficas, companhia que tornou realidade títulos com forte preocupação social e política, como Doramundo (1978), O homem que virou suco (1981), O país dos tenentes (1987), O cego que gritava luz (1997), O tronco (1999), e co-produziu Rua seis sem número (2003), todos de João Batista de Andrade. Produziu também para outros diretores, como Guilherme de Almeida Prado – A dama do cine Shangai (1987), melhor filme e direção do Festival de Gramado, e Perfume de gardênia (1993) – e Suzana Amaral – A hora da estrela (1985), que conquistou o Urso de Prata de melhor atriz (Marcélia Cartaxo) no Festival de Berlim, e Uma vida em segredo (2001). Produziu para Florinda Bolkan o longa-metragem Eu não conhecia Tururu (2002), estréia na direção da atriz cearense radicada na Itália. Em 2003 produziu, em parceria com Van Fresnot, De passagem, longa-metragem de estréia de Ricardo Elias, melhor filme e direção no Festival de Gramado. Em 2007, lançou no Festival do Rio Onde andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado, que chegou aos cinemas no ano seguinte. Produziu também os documentários À margem do lixo, de Evaldo Mocarzel, e Musicagen, de Nereu Cerdeira e Edu Felistoque, ambos lançados nos cinemas em 2008. Atualmente trabalha na produção de quatro longas-metragens de diretores diversos: O grande Kilapy, coprodução Brasil/Portugal com Lázaro Ramos no elenco, Descobrindo o Brasil, novo longa de Ricardo Elias, O Rei do Mundo e Eu vi o samba nascer, baseado na vida do compositor Geraldo Filme.

Assunção Hernandes foi presidente do SICESP (Sindicato da Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo) entre 2000 e 2003 e presidente do Congresso Brasileiro de Cinema de 2001 a 2003. Fez parte da diretoria da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) de 2000 a 2003. Participou como conselheira do Conselho de Comunicação Social, órgão de assessoria do Senado Federal (2001 a 2004) e foi membro do Conselho Paulista de Cinema (2003 a 2005).

Atualmente, faz parte do Conselho Consultivo do Congresso Brasileiro de Cinema, é vice-presidente da FIPCA (Federação Iberoamericano de Produtores de Cinema e Audiovisual) e diretora para assuntos internacionais da ABEPC (Associação Brasileira de Empresas Produtoras de Cinema).

Em 2004, em homenagem aos 30 anos de atuação da Raiz Cinematográfica, foi criado em Diadema (SP) o Cineclube Assunção Hernandes.

Filmografia

2008: “Musicagen”
2007: Onde Andará Dulce Veiga? (co-produção)
2006: “A Ilha do Terrível Rapaterra”
2003: De Passagem
2003: “Rua Seis, Sem Número” (co-produção)
2002: “Eu Não Conhecia Tururu”
2001: Uma Vida em Segredo
1999 :: O tronco
1998: A Hora Mágica
1997: “O Cego que Gritava Luz”
1993: Perfume de Gardênia (co-produção com a Argentina)
1992: “Solo de Violino” (co-produção com Portugal)
1992: El Viaje (co-produção com a Argentina)
1990: “Real Desejo” (co-produção)
1989: “Lua Cheia” (co-produção)
1988: “Presença de Marisa” (co-produção)
1987: Brasa Adormecida (co-produção)
1987: O País dos Tenentes
1987: A Dama do Cine Shanghai (co-produção)
1985: A Hora da Estrela
1985: “Céu Aberto”
1983: A Próxima Vítima
1981 :: O Homem que Virou Suco
1978 :: Doramundo

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