Barravento (1962)

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Sinopse

Numa aldeia de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local, polarizando tensões. Firmino tem uma atração por Cota, mas não consegue esquecer Naína que, por sua vez, gosta de Aruã. Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido, ao contrário da aldeia que vê a rede arrebentada, impedindo o trabalho da pesca. Firmino incita os pescadores à revolta contra o dono da rede, chegando a destrui-la. Policiais chegam à aldeia para controlar o equipamento. Na sua luta contra a exploração, Firmino se indispõe contra o Mestre, intermediário dos pescadores e do dono da rede. Um pescador convence Aruã de pescar sem a rede, já que a sua castidade o faria um protegido de Iemanjá. Os pescadores são bem sucedido na empreitada, destacando-se a liderança de Aruã. Naína revela para uma preta velha o seu amor impossível por Aruã. Diante da sua derrota contra o misticismo, Firmino convence Cota a tirar a virgindade de Aruã, quebrando assim o encantamento religioso de que ele estaria investido por Iemanjá. Aruã sucumbe à tentação. Uma tempestade anuncia o “barravento”, o momento de violência. Os pescadores saem para o mar, com a morte de dois deles, Vicente e Chico. Firmino denuncia a perda de castidade de Aruã. O Mestre o renega. Os mortos são velados, e Naína aceita fazer o santo, para que possa casar com Aruã. Ele promete casamento, mas antes decide partir para a cidade de forma a trabalhar e conseguir dinheiro para a compra de uma rede nova. No mesmo lugar em que Firmino chegou à aldeia, Aruã parte em direção à cidade.

Filme Barravento, de Glauber Rocha lançado no ano de 1962.

Samba de roda cantado e tocado por ninguém menos que o Mestre Canjiquinha.

O mestre acompanha o samba tocando uma caixa de madeira. Na seqüência, joga capoeira com Antônio Pitanga (creditado ainda com o nome de Antonio Sampaio).

Elenco

Antônio Pitanga …. Firmino
Aldo Teixeira …. Aruã
Luiza Maranhão …. Cota
Lucy Carvalho …. Naína
Lidio Silva …. Mestre
Alair Liguori …. Clara
João Gama …. Vicente
Flora Vasconcelos Rosa
Jota Luna …. Homem moreno
Élio Moreno Lima …. Homem loiro
Francisco dos Santos Brito
Antonio Carlos dos Santos
Rosalvo Plínio
D. Zezé

Participação especial:
Hilda
Adinorá
Arnon
Sabú

Washington Bruno
Mestre Canjiquinha

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Barravento (1962) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Glauber Rocha
Argumento: Luiz Paulino dos Santos
Roteiro: Glauber Rocha e José Telles de Magalhães
Diálogos: Glauber Rocha e Luiz Paulino dos Santos
Assistência de direção: Waldemar Lima
Produção: Rex Schindler e Braga Neto
Direção de produção: José Telles de Magalhães
Produção executiva: Roberto Pires
Produtor associado: David Singer
Continuidade: Marina Magalhães
Direção especializada: Helio Oliveira
Direção de fotografia: Tony Rabatony
Câmera: Tony Rabatony
Assistente de Fotografia: Waldemar de Lima
Fotografia de cena: Elio Moreno Lima
Iluminação: Tony Rabatony
Maquinista: Miltinho Plinio
Direção de som: Hélio Barrozo Netto
Ruídos de sala: Geraldo José
Montagem: Nelson Pereira dos Santos
Letreiros: Calazans Neto
Companhia Produtora: Iglu Filmes
Companhia Distribuidora: Horus Filmes Ltda.

Dados adicionais de música
Título da música: Trechos do candomblé baiano

Canção
Autor da canção: Batatinha e de Bruno, Washington

Locação: Praia do Buraquinho; Itapoã; Vila Flamengo, Salvador – BA

Prêmios

Prêmio Ópera Prima no Festival de Karlovy-Vary , 13, 1962 – CH.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Doc
CB/Em Memória
CB/Ficha Filmográfica
Certificado de Censura
Folha de S. Paulo, 29.09.1967 e 26.07.1968
CENS/I

Fontes consultadas:
ACPJ/I
ALSN/DFB-LM
CMV/GOE
CA/AF

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Barravento. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/barravento/

Observações:
Embora o filme tenha partido de uma idéia original de José Paulino dos Santos, até então o diretor, sua estrutura foi radicalmente alterada com a entrada de Glauber Rocha ao assumir a direção, antes trabalhando como produtor executivo. Após o desentendimento dos dois, Glauber pagou os direitos do roteiro e realizou mudanças na decupagem e nos diálogos originais.
CB/Ficha Filmográfica informa que as sequências de candomblé foram orientadas por Helio Oliveira.
Os letreiros do filme datam o filme para 1962, quando foi apresentado no Festival de Karlovy-Vary, porém FR-LFM/ECB informa que o filme foi realizado em 1960-1961 e outras fontes a partir de 1959.
FR-LFM/ECB afirma que inicialmente, Sônia Pereira participava como atriz principal, porém, com a compra dos direitos do roteiro por Glauber Rocha, a atriz também saiu da produção, sendo substituída por Lucy Carvalho. Outro que abandonou o filme antes de seu término foi Tony Rabatony.
CENS/I indica como data de censura 12.06.1964 para o trailer e 16.06.1964 para o longa-metragem.
Distribuido pela PNF – Produção Nacional de Filmes Ltda., segundo o certificado de censura de 1963.
O nome do ator Lídio Silva também aparece como Lídio Cirillo dos Santos.
CA/AF informa que o crítico Flávio Pinto Vieira havia sido escalado para ser o assistente de direção.

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