Bonequinha de seda (1936)

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Sinopse

Trata-se da estréia da heroína na alta sociedade carioca. Gilda de Abreu passa no filme por ser uma pequena francesa educada em Paris e chegada a pouco da Europa. É a estréia da jovem parisiense, bela e dona de ótima educação, reveste-se de estrondoso sucesso. Agita-se a elite, cortejam-na os homens, bajulam-na todos, e surgem os comentários: cada qual acha que tal distinção e educação, tais lindíssimos vestidos savoir-dire somente em Paris se poderiam adquirir que aqui terra de botocudos nada de bom se faz. E afinal a jovem era brasileira tinha se educado no Brasil e suas lindas vestimentas nunca tinham visto uma agulha parisiense.

Elenco

Gilda de Abreu …. Marilda
Caminha, Delorges (João Siqueira)
Moraes, Conchita (Avó Valle)
Selva, Déa (Neta)
Cazarré, Darcy (Alfaiate Pechincha)
Rocha, Manoel (Mordomo de Mme. Valle)
Barboza, Carlos (Surdo comilão e o Dr. Leitão)
Henriques, Augusto
Magrassi, Nilza (Convidada, modista de Paris)
Vatnic, Luba (Segurando Oduvaldo Viana Filho no colo)
Corrêa, Apollo (Moleque Mosquito)
Ramalho, Marilu (Mme. Gouveia, que pede cheque a João)
Delor, Lucia (Secretária de João)
Sergio, Erico
Almeida, Julieta de
Corrêa, Alexandre
Araujo, Manoel F. de (Convidado grisalho)
Figueiredo, M.
Porto, Wilson (Irmão de Marilda)
Amaro, Maria (Convidada, modista de Paris)
Magrassi, Mira (Mme. Pechincha)
Maria (Empregada de Mme. Valle)
Leitão, Elza (Manicure de Pedrinho)
Santana, Dedé (Dublê de Gilda nas acrobacias)
Andréa, Zenaide (Convidada, modista de Paris)
Collomb, Julieta (Convidada, modista de Paris)
Cabral, Sadi
Lino, Maria
Olga, Antonieta (Convidada grisalha)
Carvalho, Castelar (Convidado no detalhe do beliscão)
Gonzaga, Alice (Menininha que chora)
Vianna, Didi (Mãe da menininha)
Monteiro Filho (Artista)
Ribeiro, Joaquim (Artista)
Morano, Paulo
Gonzaga, Adhemar
Corseuil Filho, Inácio
Maciel, Dustan
Balsemão, Mendonça
Silva, Francisco (Carpinteiro)
Lopes, Murilo (Contínuo do escritório)
Mariuza, ndréa
Amaral, Armando
Pimentel, Joaquim (Português cantor de fados)
Identidades/elenco:
Muniz, Maria
Mafra Filho
Rabelo, Francisco (Motorista de Delorges)
Silva, Nicia
Monteiro, A. Soares
Nicolas
Vidal, Barros
Brasil, Isnard
Barros, G. Monteiro de (No escritório de João Siqueira)
Grupo de cadetes da Escola Militar de Realengo, com autorização do Ministro da Guerra (No escritório de João Siqueira)
Oiser, Valery
Lindemberg, Yuco (Durante o bailado lê a história)
Rosay, Madeleine (Solista)
Amaral, Odete
Moema, Tamar
Pera, Manoel
Durães, Manuel
Salaberry, Mario
Alves, Miran D’ (Imitadora de papagaios)
Mignone, Francisco (Regendo a orquestra)
Mignone, Francisco (Regendo a orquestra)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.
Veja logo abaixo a equipe técnica de Bonequinha de seda (1936) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Oduvaldo Vianna
Direção: Oduvaldo Vianna
Argumento: Oduvaldo Vianna
Roteiro: Oduvaldo Vianna
Diálogos: Oduvaldo Vianna
Produção: Oduvaldo Vianna, Oscar Jordão e Adhemar Gonzaga
Produtor associado: Jordão, Oscar
Assistência de produção: Monteiro, Nerval; Rocha, Manoel
Coreografia: Oeser, Valery
Direção especializada: Abreu, Gilda de
Direção de fotografia: Brasil, Edgar
Sonografia: Castro, Afrodísio Pereira de
Montagem: Trigo, Luciano
Direção de arte: Lopes, Murilo; Rocha, Manoel
Figurinos: Pontes, Armando; Monteiro, Alcebíades; Monteiro Filho
Cenografia: Collomb, Hipolito
Assistencia de cenografia: Monteiro Filho, Alcebíades
Maquiagem: Assis, A.
Penteados: Lino, José
Companhia Produtora: Cinédia S.A.
Companhia(s) distribuidora(s): D.B.F. – Distribuidora de Filmes Brasileiros; Raul Lopes Freire – Portugal

Dados adicionais de música
Título da música: Ária de Lucia de Lammermoor;

Título da música: Bonequinha de seda;
Música de: Fontes, Nerbal;
Intérprete(s): Abreu, Gilda de;

Título da música: Serenata
Música de: Mignone, Francisco
Intérprete(s): Henriques, Augusto e Conjunto PRD-2
Instrumentista: Mariuza, Andrea (harpista);

Instrumentista: Lindberg, Yuco (solista) e Rosay, Madeleine (solista)

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CB/Ficha Filmográfica
AG/50 CIN
JCB/Chan
JIMS/OESP
CENS/DOU
EOQ/ASM
Cinearte
SVC/FBP

Fontes consultadas:
CS/FCB
AV/ICB
ACPJ/I
HH/FEB
ACPJ/75
JN/Imigrantes – Portugueses II
JFA/NCNM

Observações:
AG/50 CIN informa que o filme possui 3.140m e (…) em BONEQUINHA DE SEDA, o mesmo técnico – – havia feito as miniaturas superpostas no ângulo da câmara. Informa que houve uma exibição especial para o presidente da República, Getúlio Vargas, no Palácio da Guanabara, Rio de Janeiro, embora sem especificação de data. Tão entusiasmado ficou que enviou a Adhemar Gonzaga, por intermédio de Epitássio Pessoa Filho, a seguinte mensagem: ‘Assistindo à BONEQUINHA DE SEDA sinto-me compensado pelo esforço que fiz amparando o cinema nacional’. A fonte apresenta inúmeras críticas ao filme; além disso há uma crítica negativa de Altamir Cunha, do Diário da Tarde de Recife; mas em Cinearte de 15.07.1937 e A Scena Muda de 03.11.1936, apresentam-se comentários positivos ao filme. Informa ainda que o filme foi “sucesso de bilheteria e artístico” ficando assim “(…) cinco semanas em cartaz, atrasando todo o lançamento estrangeiro, batendo o recorde de bilheteria que naquela época pertencia ao filme português A SEVERA.” Dedé Santana, indicada no elenco pela fonte, trata-se da irmã de Colé e Maria Muniz é indicada como Miss Cinédia. “O filme estreou no Cinema Palácio (…) tendo como complemento o curta-metragem da Cinédia SEMANA DA ASA.” BONEQUINHA DE SEDA correspondeu a um considerável avanço técnico para o cinema brasileiro. Duas conquistas a registrar: o uso da grua, quando Gilda de Abreu sobe a escada cantando acompanhada pela câmera, e o uso da chamada ‘projeção por transparência’, quando Conchita de Moraes e Déa Selva dialogam no interior de um automóvel. Na verdade as cenas de rua vistas através do vidro traseiro, haviam sido filmadas anteriormente e projetadas por trás do carro. Informa ainda que A melhor marcação de luz, de cena para cena, foi obtida nos laboratórios da , que passou a contar com copiadoras mais sofisticadas que as então existentes no país, com variação automática, e não mais manual. O diretor durante a filmagem ouvia o som que estava sendo gravado. (…) Pela primeira vez usa-se a ‘maquete’. Segundo a fonte, o (…) papel principal do filme era originalmente destinado a Carmen Miranda que não pôde aceitar em virtude de outros compromissos. Gilda de Abreu foi convidada, e o roteiro totalmente reescrito, para adaptar-se à personalidade de Gilda, que teve de fazer uma plástica nas maçãs do rosto, com um cirurgião sueco em São Paulo, pois nos testes do filme a artista aparecia com as maçãs fundas. Maria Mattos grande comediante portuguesa, ia fazer o papel de Mme. Valle, porém Adhemar Gonzaga sugeriu a sua substituição por Conchita de Moraes que dá um show de interpretação no filme. A fonte afirma ainda que em (…) 1975, foi feita a recuperação do filme sob supervisão geral, pesquisa e planejamento de Alice Gonzaga. Por fim, informa que o filme (…) inaugurou a primeira semana do cinema brasileiro em Portugal, sendo exibido no Coliseu dos Recreios.
SVC/FBP informa que o filme possui 3.217m.
Fotografia: Cinearte, 15.06.1936; 01.07; 15.07; 15.08; 01.09; 15.09; 01.10; 15.10; 15.11 e 01.12.1936.
CS/FCB inclui Sérgio Erico e José Amaro ao elenco e ACPJ/I acrescenta Clea Suzana; Atila Moraes; Manuel Monteiro e o montador Luciano Trigo.
HH/FEB indica a participação de Edgar Brasil como figurante.
CEPA/CBCP citando Gazeta do Povo de 21.03.1937 informa que o filme foi exibido em programa duplo no Palácio com o filme norte-americano SANGUE CIGANO (a maior criação de Katherine Hepburn, a excelsa estrela da R.K.O., com John Beal, um novo astro que surge). Informa, que os dados do filme são de registro de versão em espanhol e que houve reexibição em 1938.
Cinearte de 15.10.1936 informa que o tango Bonequinha de seda foi interpretado por Arnaldo Amaral e Gilda de Abreu.
Os letreiros do filme ao indicarem o nome de Wilson Porto no elenco especificam: da Escola Dramática. Para Oscar Jordão, grafam como ‘sócio-produtor’ e assistentes: M. Neiva Moreira e Murilo Lopes. Para Monteiro Filho especificam figurinos de fantasia.
Gilda Abreu auxiliou na direção do bailado final.
Rogério Guimarães e Helio Rosa são os componentes do Conjunto PRD-2.

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