Bonitinha, mas Ordinária (2009)

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Trailer

Sinopse

“O mineiro só é solidário no câncer”. Munido dessa frase atribuída ao escritor Otto Lara Resende, Nelson Rodrigues escreve uma de suas peças mais antológicas. Nelson trabalha mais uma vez com a idéia da tentação que sempre perseguiu o homem. Uma espécie de marca constitutiva da humanidade. Edgard tenta se virar trabalhando como subalterno na empresa do milionário Werneck. É apaixonado por Ritinha, mas recebe um cheque milionário do patrão para casar-se com sua filha, que foi currada e precisa de um noivo, mesmo que comprado. Edgard hesita, mas acaba pegando o cheque. A partir dessa cena, a história vai girar em torno da tentação que aprisionará Edgard. Abrir mão do amor por Ritinha, que ele saberá mais tarde ser uma prostituta disfarçada de professora, ou sacar o cheque e casar com Bonitinha, que ele saberá mais tarde possuir um desejo louco por ser currada. É uma comédia dramática, ou se quisermos, um drama cômico, tão ao gosto de seu autor, para quem a vida é trágica, mas cheia de graça.

Bonitinha é a história de um jovem chamado Edgard, namorado de Ritinha, uma mulher bonita e simples, que trabalha como professora para sustentar suas três irmãs e a mãe louca. Ele também sofre com as dificuldades financeiras para sustentar sua mãe, viúva de um marido que não teve dinheiro nem para o enterro. Edgard tenta se virar trabalhando como subalterno na empresa do milionário Dr. Werneck.

A história começa quando Peixoto, genro e empregado do Dr. Werneck, faz a proposta indecente para Edgard casar-se com Maria Cecília, filha de seu patrão. No bar, embalado pela bebida e pelo trauma da pobreza do pai, Edgard aceita. Assume que pode ser um mau caráter.

Na casa do Dr. Werneck, ouve dele que a filha foi currada e precisa de um noivo, mesmo comprado. Edgard fica chocado com a proposta e abandona a casa do patrão. No dia seguinte, recebe a visita de Peixoto acompanhado de Maria Cecília que lhe pede carinhosamente para reconsiderar sua decisão. Ele, então, volta à casa do Dr. Werneck que lhe entrega um cheque milionário, ao portador. Edgard tenta não receber. Diz que não é como Peixoto.

Mas o velho insiste. Quer provar que Edgard é também um Peixoto; diz que No Brasil todo mundo é Peixoto!, ou seja um tema atualíssimo.

A partir desta cena a história gira em torno da tentação que aprisionará Edgard. Abrir mão do seu amor puro por Ritinha, que ele saberá mais tarde tratar-se de uma prostituta disfarçada de professora, ou sacar o cheque e casar com Bonitinha, de quem ele também saberá ter pedido para ser currada, numa de suas fantasias.

E no cotidiano é um salve-se quem puder, uma luta selvagem para escapar da desgraça. É uma frase que nos remete a Dostoievisk quando escreveu: Se Deus não existe, tudo é permitido.

Terceira versão para o cinema da obra de Nelson Rodrigues. A primeira, em 1964, de J.P. Carvalho, com Jece Valadão e Odete Lara. A segunda versão em 1981, Bonitinha, mas Ordinária Ou Otto Lara Rezende, de Braz Chediak, com Lucélia Santos, José Wilker e Vera Fischer no elenco.

Esta nova adaptação para o cinema, foi produzido recentemente pela Diler & Associados, dirigido por Moacyr Góes protagonizado por João Miguel e Leandra Leal.

Elenco

João Miguel (Edgard)
Leandra Leal (Ritinha)
Letícia Colin (Maria Cecilia)
Gracindo Junior (Werneck)
Ângela Leal (Dona Berta)
André Valli (Porteiro Osíris)
Leon Góes (Peixoto)
Ligia Cortez (Dona Lígia)
Giselle Lima (Tereza)
Alcemar Vieira (Alfredinho)
Alexandre Zachia (Coveiro)
Augusto Nascente (Amigo 02)
Beatriz Bertu (Dinorá)
Daniel Villas (Alírio)
Daniela Galli (Ana Isabel)
Edmilson Santini (Mendigo)
Gillray Coutinho (Presidente da Comissão)
Guilherme Linhares (Personal Trainer)
Iano Salomão (Amigo 01)
Lisa Fávero (Aurora)
Maria do Carmo Soares (Dona Ivete)
Mauro Salvatore (Arturzinho)
Patrícia Elizardo (Nadir)
Paulo Giardini (Fontainha)
Robson Santos (Negro 04)
Rodrigo dos Santos (Negro 02)
Rodrigo Nogueira (Bingo)
Val Perré (Negro 01)
Wanderson Brasil (Negro 03)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Bonitinha, mas Ordinária (2009) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Moacyr Góes
Roteiro: Moacyr Góes
Produção: Diler Trindade
Produtor executivo: Telmo Maia
Produtor delegado: Geraldo Silva de Carvalho
Direção de produção: Mariangela Furtado
Fotografia: Jacques Cheuiche
Som: José Moreau Louzeiro
Desenho de produção: Ana Schlee
Direção de Arte: Paulo Flaksman
Figurino: Bettine Silveira
Produção de elenco: Cibele Santa Cruz
Música: Ary Sperling
Co-produção: Diler & Associados
Distribuição: California Filmes

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

BALADI, Mauro. Dicionário de Cinema Brasileiro: filmes de longa-metragem produzidos entre 1909 e 2012. São Paulo: Martins Fortes, 2013.

Internet:

CINEMATECA BRASILEIRA. Disponível no endereço: http://www.cinemateca.org.br/
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. . Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/bonitinha-mas-ordinaria-2009/

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