Chuva é cantoria na aldeia dos mortos (2018)

Sinopse

É noite e a calma reina na floresta que circunda a cidade. Quando os vivos dormem, a floresta acorda. Ihjãc, um jovem indígena Krahô que mora no norte do Brasil, tem pesadelos desde que perdeu o pai. Ele anda no escuro, seu corpo suado se move com cautela. Quando uma canção distante é ouvida através das palmeiras, é a voz de seu pai desaparecido que chama seu filho da cachoeira, porque chegou a hora de organizar a cerimônia fúnebre que conclui o duelo e permite que seu espírito alcance a cidade. dos mortos. Ihjãc decide fugir para a cidade para escapar de seu dever e não se tornar um xamã. Longe de seu povo e sua cultura, ele enfrenta a dura realidade que é sua, sendo um aborígene no Brasil hoje.

Rodado ao longo de nove meses na aldeia Pedra Branca (Terra Indígena Krahô, no Tocantins), sem equipe técnica e em negativo 16mm, o filme acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu falecido pai, se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.

As filmagens foram precedidas por uma longa relação de Renée Nader Messora com o povo Krahô, que se iniciou em 2009. Desde então, a diretora trabalha com a comunidade, participando na mobilização do coletivo de cinegrafistas e fotógrafos indígenas Mentuwajê Guardiões da Cultura.

O trabalho do grupo é focado numa utilização do audiovisual como instrumento para a autodeterminação e o fortalecimento da identidade cultural. Em 2014, João Salaviza conheceu os Krahô e, juntos durante longas estadias na aldeia, começaram a imaginar o que viria a ser o filme.

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos é produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da Entre Filmes (responsável pela produção do longa Elon não Acredita na Morte), em coprodução com a portuguesa Karõ Filmes e a Material Bruto, de São Paulo.

O longa foi selecionado na Seleção Oficial do Festival de Cannes 2018, para a mostra Un Certain Regard, que há sete anos não contava com uma produção brasileira, e que tem o ator Benício del Toro como Presidente do Júri.

Elenco

Henrique Ihjãc KRAHÔ – Ihjãc
Raene Kôtô KRAHÔ …. Kôtô

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Chuva é cantoria na aldeia dos mortos (2018) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: João Salaviza e Renée Nader Messora
Roteiro: João Salaviza e Renée Nader Messora
Produção: João Salaviza, Renée Nader MessoraRicardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia
Direção de Produção: Isabella Nader
Direção de fotografia: Renée Nader Messora
Montagem: João Salaviza, Renée Nader Messora e Edgar FELDMAN
Som Direto: Vitor Aratanha
Sound design: Pablo Lamar
Mixagem de Som: Ariel Henrique
Empresa Produtora: Entre Filmes
Empresas Coprodutoras: Karõ Filmes | Material Bruto
International Sales: Luxbox

Bibliografia

Internet:

CULTURA ALTERNATIVA. Chuva é cantoria na aldeia dos mortos – Filme. Disponível no endereço: http://culturaalternativa.com.br/filme-chuva-e-cantoria-na-aldeia-dos-mortos/. Acesso em: 29 de abril de 2018.
FESTIVAL DE CANNES 2018. Chuva é cantoria na aldeia dos mortos. Disponível no endereço: https://www.festival-cannes.com/es/peliculas/chuva-e-cantoria-na-aldeia-dos-mortos
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Chuva é cantoria na aldeia dos mortos. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/chuva-e-cantoria-na-aldeia-dos-mortos/

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