Cine-Theatro Popular – Juiz de Fora – MG

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Histórico

Cine-Teatro Popular foi um cine-teatro em Juiz de Fora (MG). Inaugurado à Avenida 15 de novembro, hoje à Avenida Getúlio Vargas, nº 890, no centro, no dia 14 de agosto de 1927, era de propriedade de João Gonçalves Carriço.

O cinema tinha capacidade de 500 espectadores. O cinema era dotado de todos os requisitos, bem dispostos, oferecendo comodidade ao público em geral. Carriço prometia manter preços populares para todas as sessões. O programa da sessão inaugural foi organizado com muito capricho destacando-se os seguintes filmes “A inspiração perdida”, grandiosa película em sete actos, “Os homens da noite”, interessante filme de seis actos e a impecável comédia em dois actos, “Entra e sai”. João Gonçalves Carriço (27/07/1886 – 26/06/1959), juizforano, filho do português Manoel Gonçalves Carriço e da suíça Maria Gonçalves Shelghorn. Sua rapidez dos pincéis era tanta que ganhou o pseudônimo de faísca, apelido e rapidez que o acompanharam por toda sua fértil vida. Luiza dos Santos Carriço, a dona “Santinha”, sua esposa e companheira de vida inteira, segundo ele afirmava, a musa inspiradora de seus ideais populares e artísticos.

Talentoso, com inteligência invulgar, Carriço estudou no Colégio Andrés e recebeu aulas de desenho do Padre Matias Tulkens, primeiro o padre Redentorista chegado no Brasil. Terminado o curso de primeiro grau, obteve permissão do pai no sentido de buscar o aprimoramento de seus pendores artísticos no Rio de Janeiro, mas terminou ficando em Petrópolis, empregado de uma cervejaria como pintor de letreiros, além de ter decorado o Hotel Europa e tomado parte na Exposição de Petrópolis. Regressando à cidade natal, traz consigo o “Cine Gás Radium”, o cinema ambulante que alcançou grande êxito na exibição que fez quando das comemorações do cinquentenário da vinda dos colonos alemães para Juiz de Fora. Para isso o realizou seu grande sonho, inaugurava e um da duas de largura divididos 7, com um filme a inspiração perdida os seis teatro popular oferecer preços populares e uma programação atualizado sempre complementada por atrações de qual, espetáculos teatrais, truques e número sensacionais.

Em 1929, no dia 27 de julho, o motivo de seu aniversário, foi alvo de manifestação popular com o fim de demonstrar e o agradecimento os manifestantes pela manhã manutenção e daquela casa de diversão cobrando sempre preços mórdicos. os manifestantes partiram da praça João Penido diz de Luci seguidos da banda de música a resistência de ir para riso, onde a rainha dos empregados do comércio seda meses demora mar cuisine, faria a entrega do Rio presente ao aniversariante. No dia seguinte, como a greve cimento, Carriço promoveu duas sessões gratuitas e as 19h e as 21h tendo popular ficado repleto. Mas foi na avenida 15 de novembro, a atual Getúlio Vargas que depois de experiências com cinema ambulante em interior e projeções de rua o cinema serenata, Carriço montou o cine teatro popular. Carriço manteve, durante muitos anos desde menores e 22, seu famoso presépio, na entrada do cinema, visitada por milhares de pessoas. Em suas seções, Carriço distribuía bombons e “folhinhas-calendários” às crianças; baixar o preço de suas entradas na última semana de dezembro; acendia gratuitamente sua casa para eventos culturais; realizar uma semana da caridade, destinando 20% da renda da exceções à casas de de M benemerência, previamente escolhidas; muitas vezes, em sessões duplas, no intervalo da tela para palco, se vier café para todos freqüenta do. Dois anos depois de inaugurada a casa, a 28 de setembro, para espanto geral, o popular instalava pela primeira vez em MG o cinema falado. Em dezembro de verão 73, chamado de Carriço, encontrava-se na cidade o sr e Eduardo para eles, o cinegrafista experiente, com e importantes trabalhos realizados no Rio Grande São e no Paraná, incumbido dia estudar a instalação da Carriço filme. Foram rápidos trabalho e já no dia 24 de fevereiro de melhor se 34 no sábado, o primeiro Carriço filme em sessão especial, era a apresentação da em toda a imprensa juiz fora na a todos impressionando pela qualidade da filmagem. O cinema funcionava gente da empresa funerária e de carruagens de aluguel do pai de Carriço, negócios que ele assumiu após a morte do português mundo ao Carriço. A cachoeira foi transpor transformada em salas de projeção. Nos tempos do cinema mudo, ou orquestra musicada apresentação dos filmes. Na época das tanto semana Santa o cinema era enfeitado e o público e assistir à fita sobre a vida de Cristo desde 1929 o filme, colonizado a mão, era exibido incansavelmente todos os anos. Enquanto a sociedade ia ao excedentes sem nem o teatro central, os operários e comerciantes que tentavam popular que tinha um slogan que o tema da revolução francesa do povo para o povo e pelo povo. Crack cria, calça cinza e estradas, chapéu coco ou em as grandes. Elegante, vaidoso e boêmio era pioneiro do cinema em Juiz de Fora e um dos primeiros em MG João Gonçalves Carriço, que frequentam os meios artísticos do Rio de Janeiro início do século introduzir em Juiz de Fora o cinematógrafo. Era o ano de 1000 906,001ª fita foi apresentada no salão da barbearia do morro da gratidão, hoje morro da glória. A atividade de produtor cinematográfico não dava nem o lucro da Carriço: o dinheiro da empresa funerária é que sustentava a produção dos e dos jornais, Keating distribuição nacional. O estúdio funcionava no próprio cinema popular, onde se fizeram revelados, copiados e sono lesados. João Gonçalves Carriço faleceu em junho 1959. O Cine-Teatro Popular sobreviveu sob direção de seu filho Manoel Carriço até 1966. quando fechou suas portas.

Antes disso, funcionou também como cenário de convenções e encontros políticos do PTB na cidade. Foi palco, por exemplo, do agitado comício do governor Miguel Arraes, quando em visita à Juiz de Fora, em março de 1964. Um tenso clima político às vésperas da revolução, um pouco lá lotado de vermelhos em feiras ou muita gente, que saiu às ruas com Cruz fixos a mão e armazém cunhadas por fazendeiros temerosos de perder suas terras. Houve confusão, protestos, brigas, ameaças de linchamento e de se atear fogo no ao popular.

João Carriço destaca-se não apenas a porque apenas seus cinejornais foram produzidos fora do eixo de São Paulo. Sua principal singularidade é o fato de terem sido realizados ao longo de um grande perigo, do início da greve de 30 a 1956, abrangendo um alerta é significativa da história do país, do estado Novo de Getúlio Vargas aos anos de otimismo de Juscelino Kubitschek. Mais singular ainda é o olhar regional sobre os acontecimentos no período: há um ar de familiaridade nessas imagens de Getúlio Vargas passeando pela fazenda São Mateus, de Manoel Carriço (filho do pioneiro) pintando o retrato de Adhemar de Barros, de Arthur Bernardes de outros homens públicos de passagem pela estação de trem de Juiz de Fora, de flagrantes filmados na rua Halfeld, no Colégio Grambery, dos inúmeros carnavais e de imagens de matinês mundanas ou sacras do Cine Popular.

João Gonçalves Carriço foi um dos pioneiros exibidores de Minas Gerais. Fez sua primeira exibição em uma barbearia no Morro da Glória em 1966, depois de experiências com cinema ambulante e projeções de rua.

Após a sua morte em 1959, o acervo de Carriço foi doado pela família prefeitura de Juiz de Fora. Por tudo isso e por sua simpatia, era chamado de ver O amigo do povo. E nunca filmou um enterro. Amava a vida e o viver. (FRMG)

Bibliografia

Livros:

ALMEIDA, Adriano. Cinejornalismo brasileiro: uma Visão Através das Lentes da Carriço Film. Juiz de Fora: Edições Funalfa, 2008.

Jornais:

Artigos Científicos:

MARQUES, Valéria Fabri Carneiro; MUSSE, Christina Ferraz. Além do cinema: a construção da identidade urbana por meio das narrativas construídas pelos espectadores do Cine Popular. In: Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação. Avanca, Portugal. 2017.

Internet:

G1 – ZONA DA MATA – MG. http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/03/juiz-de-fora-ja-foi-palco-para-o-funcionamento-de-25-cinemas.html. Acesso em: 02 de março de 2015.

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