Cláudia Abreu

Biografia

Cláudia Abreu Fonseca, em arte mais conhecida como Cláudia Abreu, é uma atriz e roteirista brasileira nascida no Rio de Janeiro (RJ) no dia 12 de outubro de 1970. É formada em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), porém nunca chegou a exercer a profissão.

Como deus pais se separaram quando tinha quatro meses, Cláudia foi criada pela mãe, a advogada Regina Abreu. Aos dez anos de idade, Cacau, como é chamada carinhosamente pelos amigos, iniciou sua carreira no teatro do Tablado, tendo como professor seu tio, Ovídeo Abreu.

Começou sua carreira profissional com quatorze anos fazendo teatro em peças como O Despertar da Primavera, do alemão Frank Wedekind (1864-1918). Em 1984, fez um comercial de um condomínio na Tijuca, no Rio de Janeiro. Por sua atuação no teatro, chama a atenção de Wolf Maya, que a chama para fazer testes.

Em 1986, fez sua estreia na Rede Globo, ao participar de um episódio da série Tele Tema. Em seguida, foi escalada para a novela Hipertensão, interpretando Luzia, personagem que morria por volta do capítulo 100. Logo depois, integrou o elenco da novela O Outro (1987). Cláudia Abreu ficou popular por uma série de papéis marcantes em novelas, minisséries, seriados e especiais da TV Globo. Depois entrou no elenco da novela Fera Radical (1988). Em 1988, apresentou o musical Globo de Ouro, substituindo a atriz Isabela Garcia, que acabara de dar à luz. Sua carreira na TV é entremeada por breves interrupções ou participações esporádicas em séries e especiais, períodos em que se dedicou ao teatro, ao cinema e à maternidade.

Em 1989, coprotagonizou o grande sucesso Que Rei Sou Eu?, em que incorporou a princesa Juliette, que dançava lambada e até aparecia de minissaia em pleno século XVIII, mostrando ao público seu lado cômico. Em 1990, viveu uma das personagens mais marcantes de sua carreira, a dançaria Clara, da novela Barriga de Aluguel. Na trama, Clara aceitava alugar o útero para gerar o filho de outra mulher, levantando a discussão sobre quem deveria ficar com a criança, a mãe biológica ou a mãe de aluguel.

Em 1992, integrou o elenco da minissérie Anos Rebeldes, como a jovem militante Heloísa, que de mocinha mimada e rica, entra para a luta armada e combate o golpe militar de 1964. Sua atuação na minissérie lhe rendeu o prêmio de melhor atriz pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Em seguida, protagonizou a novela Pátria Minha e, posterior a esse trabalho, a procura de diversificar sua carreira, após oito anos participando de novelas quase que anualmente, iniciou seu primeiro período sabático, a partir de 1995, limitando-se a participações pontuais e bissextas nas séries A Vida Como Ela É (1996) (10 episódios) e A Comédia da Vida Privada (1995/96) (em 3 episódios), e nas minisséries Guerra dos Canudos e Labirinto. Durante esse intervalo, pôde se dedicar ao cinema.

No cinema, estreou em 1992, no curta-metragem Absintho, mas brilhou mesmo em 1996 no filme Tieta do Agreste (1996). Ao lado de Sônia Braga e Marília Pêra, interpretou Leonora. Já com filmes importantes no curriculo, destaca-se Guerra de Canudos (1997).

Em 1997, casou-se com o cineasta José Henrique Fonseca (1965), com quem tem duas filhas, Maria Maud (2001) e Felipa (2007).

No ano seguinte, mais alguns trabalhos seus chegam aos cinemas: O Que é isso, Companheiro?, onde faz o papel da guerrilheira Renée, ao lado do americano Alan Arkin, e Ed Mort, como Cibele, que lhe rendeu o Prêmio Lente de Cristal, no Festival de Cinema de Miami. Nessa época, e paralelamente ao cinema, voltou aos palcos, atuando em Noite de Reis e As Três Irmãs.

Em 1999, seu retorno às grandes produções da televisão vem no papel da escrava branca Olívia Xavier, em Força de um Desejo.

Em 2001, apareceu no cinema como a baronesa Maria Luísa, no filme O Xangô de Baker Street. Esse ano, em especial, se destacou em sua vida mais pelo nascimento de Maria Maud, sua primeira filha. Devido a esse fato, reduziu seus compromissos profissionais e iniciou outro período sabático.

Importantes, nessa fase, são as filmagens do longa O Homem do Ano. O filme, emblemático para o casal, já que foi dirigido por seu marido, teve roteiro premiado de Rubem Fonseca, sogro de Cláudia Abreu.

Atuou em muitas peças teatrais, entre elas Orlando, Hamlet e Viagem ao Centro da Terra.

Em 2002, fez uma participação na minissérie O Quinto dos Infernos, como a imperatriz Amélia de Leuchtenberg, segunda esposa do imperador brasileiro, Dom Pedro I. Também filmou O Caminho das nuvens, um road movie brasileiro sobre uma família de nordestinos que, de bicicleta, atravessa toda a distância até o Rio de Janeiro, em busca de uma vida melhor.

No ano seguinte, retornou à televisão em Celebridade, na pele da pérfida Laura Prudente da Costa, arqui-inimiga da mocinha Maria Clara Diniz (Malu Mader). Primeira vilã na carreira da atriz, que lhe valeu o Prêmio Contigo! de melhor atriz. Laura, a despeito de suas vilanias, foi um sucesso de público; o humor ácido, pontuado pelo tempo seguro de Cláudia, tornaram a personagem popular e querida. Também nesse ano, como homenagem ao seu início no Tablado, produziu e estrelou a peça clássica de Maria Clara Machado, Pluft, o Fantasminha. Com um ritmo mais suave, o cinema voltou a ser opção na sua vida. Cláudia aceitou o convite para substituir a atriz francesa Clara Bellar na produção de Os Desafinados, e começou a filmar, no Rio e em Nova Iorque, ao lado de Rodrigo Santoro, Ângelo Paes Leme e outros. A história marca a trajetória de um grupo de cinco músicos nos tumultuados anos sessenta e setenta, sua luta pelo sucesso e seus dramas pessoais. Retornou à televisão em outra grande produção da Rede Globo, Belíssima, como a protagonista Vitória, ex-menina de rua, que se casa com o milionário Pedro Assumpção e com quem vai viver na Grécia, enfrentando grande oposição por parte da avó megera do rapaz, Bia Falcão.

Em 2006, interpretou Glória em Os Desafinados, filme só lançado em 2008, que lhe rendeu o Prêmio QUEM de melhor atriz. Em 2007, pela primeira vez desde que iniciou sua parceria com o autor Gilberto Braga, em 1992, atuando na minissérie Anos Rebeldes. Seu trabalho seguinte foi Três Irmãs, onde interpretava Dora, uma perua fútil, mas de bem com a vida. Em 2012, viveu um dos grandes momentos de sua carreira ao interpretar a cantora tecnobrega Chayene, uma vilã cômica, na novela Cheias de Charme. A atriz fez aulas de canto para dispensar dublagem, além de se organizar para cuidar dos filhos, pois interrompeu a licença-maternidade. E em 2013, fez uma participação em O Dentista Mascarado, interpretando Leona, uma famosa atriz de TV.

Em 2014, interpretou a atriz americana Pamela, protagonista da história, casada com Jonas (Murilo Benício), filha de Jack (Miele) e mãe de Megan (Isabelle Drummond), além de contracenar com Titina Medeiros, em Geração Brasil, repetindo novamente a parceria com os autores, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.

Em 2016, foi a protagonista Helô na novela A Lei do Amor, que fazia par romântico com Pedro (Reynaldo Gianecchini).

Filmografia

:: Filmografia como Atriz ::

2017 :: Berenice Procura
2016 :: O Rastro
2008 :: Os Desafinados
2008 :: Todo mundo tem problemas sexuais
2006 :: Não Por Acaso
2003 :: O Caminho das nuvens
2003 :: O Homem do Ano
2001 :: O Xangô de Baker Street …. Baronesa Maria Luiza
1999 :: Traição (Epsódio: Cachorro) …. voz de ouvinte
1997 :: Ed Mort
1997 :: Guerra de Canudos
1996 :: O Que é isso, Companheiro?
1996 :: Tieta do Agreste
1992 :: Absintho (CM)

:: Filmografia como Ela Mesma ::

2007 :: O Tablado e Maria Clara Machado

Bibliografia

Livros:

BALADI, Mauro. Dicionário de Cinema Brasileiro: filmes de longa-metragem produzidos entre 1909 e 2012. São Paulo: Martins Fortes, 2013.
SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Cláudia Abreu. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/claudia-abreu/

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