Cláudio Mamberti (1940-2001)

Biografia

FOTO Claudio MambertiCláudio Mamberti foi um ator brasileiro de cinema, teatro e televisão nascido na cidade de Santos (SP) no dia 29 de outubro de 1940.

Foi diretor do Sindicato dos Artistas e Técnicos de São Paulo, junto com Lélia Abramo, Renato Consorte, Dulce Muniz e Robson Camargo. Ao longo de 40 anos de carreira, comemorados em 2000 com a peça O Homem do Caminho, de Plínio Marcos, Cláudio Mamberti trabalhou em teatro e televisão, mas foi sobretudo no cinema que deixou registrado seu grande talento.

Ele estreou profissionalmente em Santos, na década de 50, depois de um breve contato com Patrícia Galvão, a Pagu, que dirigia um grupo de teatro. Sua estréia profissional foi em São Paulo, na peça Antígone América, de Carlos Henrique Escobar, dirigida por Antonio Abujamra, onde contracenou pela primeira vez com o irmão, Sérgio Mamberti.

Com dezoito anos conhece Patrícia Galvão, a Pagu, em um teatro de São Paulo. Uma semana depois integra o elenco da peça A Filha de Rapaccini, de Octávio Paz, com a direção de Pagu, que apresentou o jovem ator a autores importantes. No início dos anos 1960, torna-se o primeiro DJ brasileiro a misturar twist, cantiga de roda e cantatas de Bach em casas noturnas de São Paulo. Em 1961, estreia no teatro profissional, na peça Anti gone América, de Carlos Henrique Escobar.

Em 1965, ingressou na Companhia de Cacilda Becker, atuando em peças como A Farsa do Santo Milagreiro. Membro do Partido Comunista, esteve a um passo de participar da luta armada com Carlos Marighela na ALN. Vira hippie e casa-se com Walquiria, sua primeira mulher, mãe de seu filho Caio, nascido em 1966.

Estreia no cinema em 1970 no filme República da Traição e faz desse, seu principal veículo, acumulando inúmeras películas como Dona Flor e seus dois Maridos (1976) e Baile Perfumado (1997). Algumas de suas atuações mais elogiadas estão em Barrela, o filme de Marco Antonio Cury, baseado na peça de Plínio Marcos, e em Kuarup, de Ruy Guerra, adaptado do romance de Antonio Callado. Mamberti trabalhou também em Cidade Oculta, de Chico Botelho, em O Quatrilho, de Fábio Barreto e em O Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, entre outras produções.

No teatro, Claudio participou de grandes encenações nos anos 60, como O Balcão, de Jean Genet, e Cemitério de Automóveis, ambas dirigidas por Victor Garcia. Nos anos 70, esteve nos elencos de Gota d’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e Ópera do Malandro, de Chico Buarque, dirigida por Luiz Antonio Martinez Correa. Atuou sob a direção de outros nomes consagrados nos anos 80, como Moacyr Góes (Romeu e Julieta) e Ulisses Cruz (Encontrar-se, de Pirandello).

Na televisão, Mamberti participou das produções A Viagem, O Tempo e O Vento e O Primo Basílio, da Globo; e das novelas Helena e Tocaia Grande, da rede Manchete, entre outros trabalhos.

Trabalha muito em televisão também, com destaque para As Pupilas do Senhor Reitor (1970), sua estreia, Sinhá Moça (1986), Helena (1987) e diversas minisséries como Parabéns Pra Você (1983), A Máfia no Brasil (1984), O Tempo e o Vento (1985), Tenda dos Milagres (1985), O Primo Basílio (1988), A.E.I.O… Urca (1990), O Sorriso do Lagarto (1991), Sex-Appeal (1993) e Dona Flor e seus dois Maridos (1998). Sua última aparição na telinha foi no programa Você Decide, em 2000. No mesmo ano encenou O Homem do Caminho, com direção de seu irmão, o também ator Sérgio Mamberti, até então inédito e um dos últimos escritos pelo também santista Plínio Marcos. A última cena era justamente um diálogo com a morte.

Morreu em 19 de setembro de 2001, em São Paulo, aos 60 anos de idade, vítima de insuficiência pulmonar e falência múltipla dos órgãos. Cláudio deixa dois filhos, Caio e Tomaz.

Filmografia

1989 – Kuarup
1990 – Barrela (Escola de Crimes); Lua de Cristal; Beijo 2348-72; 1991 – Inspetor Faustão e o Mallandro; Vai Trabalhar Vagabundo II – a Volta (Amor Vagabundo); Sua Excelência, o Candidato; Assim na Tela como no Céu; 1992 – Floresta da Tijuca (CM); 1994 – Mil e Uma; 1995 – Sábado (voz)
1996 – Tudo Cheira Gasolina (CM); O Guarani; 1997 – O Cangaceiro; Baile Perfumado; For All, o Trampolim da Vitória; Miramar
1998 – Amor & Cia.
1999 – Promessas – História de uma Conversão (CM)

2001 :: Sonhos Tropicais
2000 :: Minha Vida em suas Mãos
1999 :: Tiradentes
1998 :: Policarpo Quaresma – Herói do Brasil
1997 :: O Baile Perfumado
1995 :: O Quatrilho
1994 :: Barrela
1991 :: Assim na tela como no céu
1989 :: Kuarup
1988 :: O Escorpião Escarlate
1987 :: Fronteira das Almas
1987 :: Romance
1987 :: Anjos da Noite
1986 :: Anjos da Noite
1986 :: Cidade Oculta
1985 :: Real Desejo
1985 :: Avaeté, Semente da Violência
1983 :: Janete
1982 :: Carícias eróticas: um casal de três
1982 :: Noites Paraguaias
1982 :: As Safadas (Episódio: Uma Aula de Sanfona)
1976 :: Luz, Cama e Ação
1976 :: Dona Flor e seus Dois Maridos
1972 :: Vozes do Medo
1970 :: República da Traição
1970 :: Orgia
1970 :: Os Discos Voadores Estão entre Nós
1968 :: Cândido Portinari, o Pintor de Brodósqui …. Locução

2002 – O Poeta das sete Faces (como ele mesmo)

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Cláudio Mamberti. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/claudio-mamberti/

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