David Nasser (1917-1980)

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Biografia

David Nasser foi um compositor e jornalista brasileiro nascido em Jaú no dia 01 de janeiro de 1917. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 10 de dezembro de 1980.

Era filho de imigrantes libaneses. Logo criança mudou-se para Caxambu em Minas Gerais, onde fazia carretos com charrete, onde conheceu sem saber Francisco Alves. Um dia mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou como mascate e depois vendedor de loja.

Na Cidade Maravilhosa, encontrou muitas dificuldades e sofreu bastante e acabou se reencontrando com Francisco Alves, daí em diante sua carreira foi decolando, pois Francisco Alves, se interessou pelos seus versos e acabou os musicando.

Como teve meningite quando criança, dedicou-se a ler e escrever histórias. Começou a trabalhar aos 14 anos, em 1934 como contínuo das empresas Diários Associados de Assis Chateaubriand. O conglomerado jornalístico reunia no mesmo prédio a redação dos jornais Diário da Noite e O Jornal, e a revista O Cruzeiro.

Aos poucos, tornou-se jornalista das empresas dos Diários Associados. Iniciou-se profissionalmente depois do golpe do Estado Novo de Getúlio Vargas em 1937.

Nos Diários Associados, criou Giselle – A Espiã Nua Que Abalou Paris, espiã fictícia Giselle Monfort tratada como real pelo jornal Diário do Norte, a personagem teve uma série bastante popular de livros de bolso pulp.

Foi contratado, em 1936, pelo jornal O Globo dirigido por Roberto Marinho. Saiu em 1943 insatisfeito por não poder realizar ou assinar reportagens importantes.

Em 1940, ele estoura com um sucesso incrível da música Nêga do Cabelo Duro (em parceria com Rubens Soares), e se torna compositor de vários sambas, e sambas canção.

Foi trabalhar, em 1943, na revista O Cruzeiro que se tornava, então, a revista brasileira mais popular dos anos 1940 e 1950. As reportagens que fez em parceria com o fotógrafo Jean Manzon de 1943 a 1951 foram fundamentais para o sucesso de vendas da revista cuja tiragem atingiu níveis inesperados para a época. David Nasser e Jean Manzon tornaram-se então a mais famosa dupla de repórter-fotógrafo do Brasil.

As versões de David Nasser sobre pequenos e grandes fatos nem sempre refletiam a realidade. Aumentavam e criavam fatos apenas para aumentar a venda de O Cruzeiro. Foi assim, por exemplo, que David Nasser e o fotógrafo Jean Manzon forjaram uma reportagem sobre a morte do próprio Jean Manzon. Foi apenas uma brincadeira de mau gosto que ajudou bastante as vendas da revista semanal.

Ganhou notoriedade por realizar vários trabalhos conhecidos como grande reportagem, forma de reportagem que misturava de pesquisa de campo, opinião do jornalista, pedaços de entrevistas e muitas fotografias de alta qualidade técnica. Ocorria assim uma valorização do repórter que conhecia as pessoas e os locas de onde vinha a notícia como a principal figura da redação, em detrimento dos editorialistas e articulistas. A “grande reportagem” tornou-se bastante popular no Brasil dos anos 40 quando foi usada pelos jornais para driblar a censura da ditadura de Getúlio Vargas.

Em 1963, David Nasser foi agredido pelo então Deputado Federal Leonel Brizola no Aeroporto do Galeão. O que motivou a agressão foi um artigo escrito por Nasser na revista O Cruzeiro com pesadas ofensas ao ex-governador gaúcho e fluminense. Apoiou a ditadura militar no Brasil (1964-1985) e teve amigos influentes nos seus diversos governos.

Deixou a revista O Cruzeiro em 1975, quando esta já estava em decadência. Dizia que sofria pressões para seguir pautas dadas pela direção da revista. Seu pedido de demissão foi notícia de repercussão nacional. Escreveu uma carta aberta intitulada Por que deixei o velho barco na qual atacava João Calmon, o diretor dos Diários Associados.

Em fevereiro de 1976 foi trabalhar na revista Manchete, que tinha o mesmo estilo da “O Cruzeiro”, seguindo um convite de Arnaldo Niskier. Lá continuou a escrever artigos atacando João Calmon, seu antigo chefe. Recorria aos amigos influentes no governo da Ditadura Militar pedindo para acelerar os processos judiciários civis que abriu contra seus antigos empregadores.

Em Pentagna, distrito do município de Valença (RJ) o grande jornalista David Nasser possuía uma residência, que ainda existe, junto a colônia de férias dos servidores do estado do Rio de Janeiro, bem como uma outra junto a cachoeira, que ainda hoje pertence a seus familiares.

Morou no bairro da Aldeia Campista no Rio de Janeiro e fez parceria com inúmeros compositores de música popular da região.

Morreu doente de diabetes e câncer no pâncreas.

Bibliografia

Livros:

CARVALHO, Luís Maklouf. Cobras Criadas. São Paulo: Editora Senac, 2010.

Internet:

COELHO, João Marcos. Livro traz as mentiras que viraram verdades de David Nasser. Disponível no endereço: http://www.dgabc.com.br/Noticia/129107/livro-traz-as-mentiras-que-viraram-verdades-de-david-nasser. Acesso em: 02 de março de 2017.

HISTÓRIA DE ALAGOAS. http://www.historiadealagoas.com.br/silvestre-pericles-o-governador-rapido-no-gatilho.html

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