Helena Ignez

Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Biografia

FOTO Helena IgnezHelena Ignez é uma atriz, diretora, roteirista e produtora brasileira nascida na cidade de Salvador (BA) no dia 23 de maio de 1942.

Helena nem imaginava ser atriz, quando, já em seu segundo ano do curso de Direito, assistiu a uma peça teatral e encantou-se com a atuação de um grupo de jovens atores. Vislumbrou, então, a possibilidade de dar novos rumos à sua vida. Para desespero de sua família, abandonou a faculdade e matriculou-se no curso de Arte Dramática da Universidade Federal da Bahia.

Surgiu no teatro baiano em um momento extremamente vanguardista, de rompimento total com a parte mais provinciana do teatro brasileiro. Trabalhou com diversos mestres das artes cênicas, até mesmo com diretores da Broadway. Tudo isso representava uma grande inovação para a época e, logo em sua primeira aparição no cinema, ela foi dirigida por Glauber Rocha – que dispensa observações a respeito do quesito “vanguarda”.

Falar do Cinema Marginal sem falar de Helena Ignez seria o mesmo que ignorar a importância de Rogério Sganzerla ou Júlio Bressane no movimento. Helena Ignez é um ícone do Cinema Marginal tão importante quanto os demais pioneiros do movimento. Como atriz, Helena Ignez criou um novo estilo de atuar: debochado, extravagante, a violência feminina. Antes de A Mulher de Todos, possivelmente, não havia um outro filme que apresentasse com uma força tão grande a presença da mulher.

Helena conheceu Glauber na UFBA, onde ele cursava Direito. Viram-se pela primeira vez quando ele debochava da atuação de um ator que interpretava Castro Alves. Conheceram-se pessoalmente quando Helena foi buscar um par de brincos de jade que ganhara de um banqueiro, como prêmio por vencer o concurso de Glamour Girl. Nesse primeiro contato, acabou encontrando o jovem que queria fazer cinema. O tal banqueiro prometeu patrocinar o filme e entrou com a quantia de dez mil dólares. Foi a estréia tanto de Glauber quanto de Helena no cinema, com o curta-metragem O Pátio, de 1959.

Helena Ignez e Glauber Rocha se casaram e tiverem uma filha, a atriz Paloma Rocha, mas se separaram poucos anos depois.

Depois de participar de filmes de sucesso como A Grande Feira (1961), Assalto ao Trem Pagador (1962) e O Padre e a Moça (1966), foi a São Paulo interpretar Janete Jane, em O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla. A partir de então, Helena Ignez passa a ser uma personalidade essencial para o Cinema Marginal – tanto na frente quanto por trás das câmeras – tendo contribuído financeiramente com as produções da Belair, produtora fundada em parceria com Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, que concebeu importantes filmes do udigrudi.

Helena e Rogério se casaram e tiveram dois filhos, a compositora Sinai Sganzerla e a atriz Djin Sganzerla. Talvez, essa união seja uma das mais importantes para o cinema nacional. Como afirma o crítico de cinema Ruy Gardnier, tudo o que o corpo-de-atriz Helena Ignez esperava para se tornar deparou-se com tudo que o gesto-de-diretor de Sganzerla gostaria de exprimir, e nasceu daí uma parceria artística e existencial decisiva. A partir de então, praticamente todos os filmes dirigidos por Rogério Sganzerla contaram com a participação de sua esposa.

De 1968 a 1970, chegou a fazer de dez a doze filmes. Em 1972, ocorreu uma guinada na sua vida e ela foi filmar na Europa, Estados Unidos e África, onde fez um super-8 sem título. Nesse período, Helena viajou muito e chegou a morar em um templo, mas não se afastou do teatro. Dava aula, dirigia e se apresentava tanto fora quanto dentro do Brasil.

Da atuação de gestos simples, contidos de O Padre e a Moça à anarquia corporal de A Mulher de Todos, considerado pelo crítico Jean-Claude Bernadet o melhor filme brasileiro, Helena Ignez sempre estudou e coreografou suas atuações. “Ângela Carne e Osso” – seu personagem mais parecido com Helena segundo ela mesma – chuta, dança, pragueja contra seus homens à medida que os ama, nunca se limitando apenas a uma presença sedutora. Helena Ignez inaugurou um novo estilo de interpretação feminina, seguida por atrizes como Adriana Prieto e Anecy Rocha.

Com a morte do marido Rogério Sganzerla, há sete anos, vítima de um tumor cerebral, assumiu o texto, a produção de Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010), retomando a continuação que Sganzerla havia escrito para O Bandido da Luz Vermelha, clássico de 1968. Dividiu a direção com o diretor Ícaro Martins, e colocou no mundo o filho do bandido de 1968, com Djin Sganzerla (filha de Helena e Rogério), André Guerreiro Lopes e o cantor Ney Matogrosso no elenco.

Filmografia

:: Filmografia como Atriz ::

2014 :: O Fim de uma Era
2013 :: Feio, Eu?
2013 :: Terno
2012 :: A balada do provisório
2011 :: Belair – O Filme
2009 :: Hotel Atlântico
2008 :: Amarar
2005 :: O Signo do Caos
1999 :: São Jerônimo
1993 :: Perigo Negro (curta metragem)
1992 :: Perfume de Gardênia
1992 :: Oswaldianas (episódio: “Perigo Negro”)
1985 :: Nem Tudo É Verdade
1973 :: Um Intruso no Paraíso
1970 :: Os Monstros de Babaloo
1970 :: Sem Essa, Aranha
1970 :: Cuidado, Madame
1970 :: Copacabana mon amour
1970 :: Carnaval de Lama
1970 :: Barão Olavo, o Horrível
1970 :: A Família do Barulho
1969 :: Um Homem e Sua Jaula
1969 :: A Mulher de Todos
1968 :: Os Marginais (episódio: “Guilherme”)
1968 :: O Engano
1968 :: O Bandido da Luz Vermelha
1967 :: Cara a Cara
1965 :: O Padre e a Moça
1964 :: Grito da Terra
1962 :: O Assalto ao Trem Pagador
1961 :: A Grande Feira
1959 :: O Pátio

:: Filmografia como Diretora ::

2017 :: A Moça do calendário (Em Produção)
2013 :: Poder dos afetos
2013 :: Feio, Eu?
2009 :: Canção de Baal

:: Filmografia como Roteirista ::

2013 :: Poder dos afetos
2013 :: Feio, Eu?
2010 :: Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha

:: Filmografia como Produtora ::

2013 :: Poder dos afetos
2010 :: Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha

Bibliografia

Livros:

PUPPO, E.; HADDAD, V. Cinema Marginal e Suas Fronteiras: Filmes Produzidos nas Décadas de 60 e 70. Centro Cultural Banco do Brasil, 2004. 160p.
RAMOS, F. P.; MIRANDA L. F. Enciclopédia do Cinema Brasileiro. 2. ed. São Paulo: SENAC, 2000. 664 p.
STERNHEIM, A. Abrindo a Boca. Revista SET. Dez 2005.
GARDNIER, R. Helena Ignez. In: Femina, 2., 2005, Rio de Janeiro.
MOTTIN, M. La Femme du bandit: Hommage à Helena Ignez. In: Festival International de films de Fribourg, 20., 2006, Fribourg. p. 87-101

Print Friendly, PDF & Email
Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Sobre História do Cinema Brasileiro

Site do História do Cinema Brasileiro.