Irmãos de Fé (2004)

Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Trailer

Assista acima o trailer oficial do filme disponibilizado no Youtube:

Sinopse

História do nascimento da Igreja Cristã e outra do renascimento de um menino. Uma das histórias do filme acontece há dois mil anos e mostra a trajetória de um homem – Paulo – que foi um perseguidor de cristãos e acabou se tornando um dos seus maiores santos, ao mesmo tempo em que apresenta a sabedoria de um outro – Pedro – que soube aprender e mudar, que soube reconhecer o novo e fazer a ponte entre o passado e o futuro.

A outra história se passa na São Paulo de hoje e mostra o encontro entre um homem de Fé, o Padre Marcelo, e um menino das ruas, o adolescente Paulo. Um encontro que começa marcado pela violência de um seqüestro relâmpago e se torna um caminho em direção à liberdade e à esperança.

São Paulo, 2004. Dois rapazes seqüestram um casal de idosos para sacar seu dinheiro num caixa eletrônico. Há um enfrentamento com a polícia. O mais velho é baleado, o mais jovem – Paulo, menor de idade – vai para a Febem. A irmã de Paulo, Mariana, busca ajuda do Padre Marcelo. Eles vão juntos à unidade da Febem onde Paulo está recolhido. O garoto os recebe com hostilidade. É especialmente violento com a irmã, por quem – ele imagina – teria sido delatado. Quando fica a sós com Paulo, o Padre oferece a ele um exemplar da Bíblia Sagrada, marcada num ponto especial, “Atos dos Apóstolos”, que conta especialmente a história do apóstolo Paulo. O jovem recusa o livro, joga-o contra a parede. Mas o livro cai aberto exatamente na página marcada pelo padre. De madrugada, insone e sozinho na cela, acaba entregando-se à leitura.

A história que ele lê começa então a se desenrolar. E é uma história de ações e emoções fortes.

Estamos, então, na Jerusalém do século I D.C. e, diante dos nossos olhos, ocorre a execução por apedrejamento de Estevão, o primeiro mártir Cristão. Estevão morre afirmando Jesus como o Messias. Quem assiste a sua execução é o jovem Saulo, um sacerdote conhecedor das leis judaicas que se sente ofendido em sua tradição e sua fé pelas palavras e atitudes de Estevão e outros seguidores de Jesus.

A partir daí, Saulo se torna o líder de uma violenta repressão a essas pessoas, consideradas hereges, entre elas a própria irmã de Estevão cujo ódio por Saulo é visceral. Há prisões e torturas.

As ações repressivas lideradas por Saulo são vistas com bons olhos pela maioria dos sacerdotes, que não hesitam em atender seu pedido de uma autorização para ir a Damasco continuar as prisões entre os hereges. Saulo parte para o deserto, a cavalo e acompanhado de um grupo de companheiros.

De volta ao século XXI, encontramos o garoto Paulo envolvendo-se numa briga no refeitório da Febem e sendo reconduzido à cela. Lá encontra o Padre Marcelo, que se decepciona com a atitude do menino e insiste para que ele leia o livro – sem saber que Paulo já está acompanhando a narrativa dos apóstolos.

De volta à Palestina de dois mil anos atrás, vemos Saulo e seus companheiros serem surpreendidos no deserto por uma luz de incrível intensidade, que ofusca a todos. Os soldados escutam vozes, a voz de Saulo e a de um outro. Mas apenas Saulo “vê” que é de Jesus a voz que pergunta “Saulo, por que me persegues?”. A luz se vai, mas Saulo está cego. Ele é levado para Damasco, onde recupera a visão e se torna o mais apaixonado seguidor das idéias que combatia. Saulo é batizado, torna-se Paulo, passa a pregar a Palavra de Jesus com o fervor de um autêntico apóstolo, com uma missão que o próprio Jesus lhe deu.

Mas não é fácil para os apóstolos Pedro, Tiago e João acreditar que aquele que os perseguia como Saulo, agora, como Paulo, era um irmão de fato, e a primeira luta de Paulo é para ser aceito por aqueles que conheceram Jesus, que receberam sua visita quando da Ressurreição.

Sua fé afinal é reconhecida, mas lutas maiores virão. Por um lado, ele sofre agora perseguições semelhantes às que ele mesmo promoveu. É agredido e quase morto mais de uma vez. Por outro lado, mesmo entre os que crêem em Jesus há diferenças. Quando Herodes manda prender e torturar Pedro, o mais velho dos apóstolos e aquele que comanda a Igreja de Jerusalém, Tiago atribui a violência à pregação radical de Paulo entre os gentios. Assumindo o posto de Pedro, ele envia cartas aos cristãos em diversas cidades desautorizando as idéias de Paulo.

E que idéias são essas?

A missão que Paulo recebeu de Jesus foi a de levar a Palavra a todos os povos. Até então, a pregação se dava apenas entre os judeus e aqueles que não pertenciam à raça de Abraão e se convertiam, deveriam afirmar e viver dentro dos preceitos judeus. Paulo vai levar o Evangelho aos não circuncidados, aos que comem carne impura, aos que não honram os sábados. Vai querer levar a palavra aos gentios, a todos os cantos da Terra. Tiago não aceita isso. E Paulo não aceita ser silenciado, pois foi Jesus quem lhe ordenou que seguisse esse caminho.

Pedro é libertado da prisão de Herodes por um anjo e vai se reunir aos apóstolos de novo. Um concílio então é convocado, o primeiro da fé Cristã. Há o confronto entre Tiago e Paulo, entre dois homens de vontade forte. Pedro acaba sendo o fiel da balança. Paulo afinal poderá prosseguir na sua missão, à qual Pedro irá também se unir, mas deverá também respeitar a tradição. A estrada é o caminho dos apóstolos. Antes de seguir, no entanto, Paulo receberá a visita da irmã de Estevão, a irmã do primeiro mártir da sua intolerância. Ela beija a sua mão, num momento de emoção intensa. E, pela primeira e única vez, Paulo chora.

Na Febem, onde um outro Paulo está recluso, um pequeno milagre se opera. Lendo o livro, conhecendo a vida dos apóstolos, Paulo se reconhece e se transforma. Pede ao Padre que chame sua irmã. O reencontro é forte, eles se abraçam, e o próprio Padre mal contém as lágrimas.

Finalmente libertado, o menino Paulo precisa proteger-se dos traficantes aos quais era ligado e, no programa de proteção à testemunha, escolhe seguir para a Terra Santa de Jerusalém, acompanhado da irmã e do Padre. Lá ele causa espanto ao declarar que irá voltar para a Febem. E de fato volta. Mas, desta vez, como um evangelizador, empenhado em mudar o destino de meninos transgressores como ele, no passado.

Elenco

Padre Marcelo Rossi (Padre)
Thiago Lacerda (Saulo / Paulo)
Othon Bastos (Pedro)
José Dumont (Tiago)
Gustavo Ottoni (Barnabé)
Rodrigo Hilbert (Tito)
Leon Góes (João)
Flávia Guimarães (Macária)
Francisca Queiroz (Teodora)
Malu Valle (Ester)
Felipe Kannenberg (Estevão)
Marília Passos (Sarah)
Cláudio Corrêa e Castro (Gamaliel)
Elias Andreato (Ananias)
Antônia Frering (Rachel)
Shimon Nahmias (Judas Damasceno)
Antônio Ysmael (Aarão)
Sabrina Rosa (Mariana)
Micael Borges (Paulo – menino)
Martha Overbeck (Senhora do sequestro)
Fábio Sabag (Judeu)
Bemvindo Siqueira (Judeu)
Phelippe Haagensen (Assaltante)
Guti Fraga (Monitor da FEBEM)
Paulo Vespúcio (Companheiro)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Irmãos de Fé (2004) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Moacyr Góes
Argumento: Moacyr Góes
Roteiro: David França Mendes
Colaboração no roteiro: André Chevitarese e Marcos Ribas De Faria
Produção: Diler Trindade
Produtor associado: Luiz Cláudio Moreira
Produtor executivo: Telmo Maia
Produtor delegado: Geraldo Silva De Carvalho
Direção de arte: Paulo Flaksman
Direção de fotografia: José Guerra, abc
Música: Ary Sperling
Cenografia: Ana Schlee
Figurino: Maria Diaz
Montagem: João Paulo Carvalho, Aruanã Cavalleiro, Rodrigo Lima e Léli Figeuiredo
Supervisão de pós produção digital: Marcelo Siqueira, abc
Supervisão de efeitos especiais: Marcelo Siqueira, abc
Som direto: José Moreau Louzeiro e Alaerson Nonô Coelho
Mixagem: José Luiz Sasso
Edição de som: José Moreau Louzeiro, Simone Petrillo, Maria Muricy, Cláudio Valdetaro e Ney Fernandes
Produção de elenco: Cibele Santa Cruz
Direção de produção: Edu Ramos
Consultor teológico: Dom Fernando Figueiredo
Distribuição: Columbia Pictures do Brasil

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

BALADI, Mauro. Dicionário de Cinema Brasileiro: filmes de longa-metragem produzidos entre 1909 e 2012. São Paulo: Martins Fortes, 2013.

Internet:

CINEMATECA BRASILEIRA. Disponível no endereço: http://www.cinemateca.org.br/
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Irmãos de Fé. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/irmaos-de-fe/

Print Friendly, PDF & Email
Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Sobre História do Cinema Brasileiro

Site do História do Cinema Brasileiro.