J.B. Tanko (1906-1993)

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Biografia

Josip Bogoslaw Tanko, em arte mais conhecido como J.B. Tanko, foi um cineasta, roteirista e produtor cinematográfico nascido na cidade croata de Sisak no dia 21 de Abril de 1906.

Desde a infância, foi apaixonado pelo cinema. Começou a trabalhar na Áustria, criando versões iugoslavas de filmes alemães e austríacos. Na década de 1930, trabalhou no Sascha-Filmindustrie AG e no Wlen-Film GMBH, em Viena, e no Tobis Filmkunst, Terra Filmkunst e UFA, em Berlim, chegando a função de assistente de direção.

A partir de 1937, em Viena, participou das equipes da Wien-Film, criada por Goebbels. No início da Segunda Guerra Mundial, assumiu o Departamento de Cinema Documental do Exército, em Belgrado. Quando a Iugoslávia foi invadida pela Alemanha, filmou O bombardeio de Belgrado. Fugiu para Berlim com o filme, e em 1942 retornou para Viena. Com o fim da Segunda Guerra, na qual perdeu toda a família, decidiu emigrar.

Em 1948, fixou residência no Rio de Janeiro, contribuindo muito para a profissionalização do cinema brasileiro com sua diversificada experiência. Seu primeiro trabalho foi na Cinelândia Filmes, como assistente de direção e roteirista de Escrava Isaura, adaptação do romance de Bernardo Guimarães.

Sem abandonar a Cinelândia Filmes, começou a trabalhar também na Atlântida, onde desempenhou vários papéis, chegando a diretor. Realizou alguns dramas, que não tiveram sucesso de público, levando-o às comédias.

Em 1955, passou a trabalhar para Herbert Richers, para o qual dirigiu 18 filmes, dentre os quais uma série de comédias, estreladas por atores como Ankito, Grande Otelo, Zé Trindade e Ronald Golias. Contudo, continou com os dramas, filmes policiais e infantis.

Em 1967, dirigiu Adorável Trapalhão, no qual conheceu Renato Aragão, com o qual estabeleceria sólida parceria. Assim, J.B. Tanko viria a dirigir 11 filmes de Os Trapalhões. Em 1969, fundou a JBTV – J. B. Tanko Filmes Ltda (1969) e dirigiu diversas comédias para adolescentes. Trabalhando com Os Trapalhões, realizou O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão, uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro em todos os tempos (cerca de 6 milhões de espectadores), e Os Saltimbancos Trapalhões, considerado o melhor filme do grupo.

Produziu e dirigiu filmes diversificados, como o drama erótico As Borboletas também amam, com a atriz Angelina Muniz, e o musical Vamos Cantar Disco, Baby, com o conjunto As Melindrosas, à época popular. Em 1983, produziu o filme Perdoa-me por me Traíres, dirigido por Braz Chediak, baseado na obra de Nélson Rodrigues.

Quando Dedé Santana, Zacarias e Mussum separaram-se de Renato Aragão, criando a DEMUZA, J. B. Tanko produziu a comédia Atrapalhando a Suate. Aos 81 anos, dirigiu seu último filme: Os Fantasmas Trapalhões.

Faleceu no dia 05 de Outubro de 1993, aos 87 anos, de enfarto, deixando enorme contribuição para o cinema brasileiro. Teve um filho, Alexander Tanko, que também atuou na produção cinematográfica e na produção de diversos comerciais e vinhetas de clips musicais para divulgação em televisão.

Bibliografia

Livros:

RAMOS, Fernão; MIRANDA, Luiz Felipe. Enciclopédia do Cinema Brasileiro. São Paulo: Editora Senac-SP, 1997. 532 p.

Internet:

WIKIPEDIA. https://pt.wikipedia.org/wiki/J._B._Tanko

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