José Louzeiro (1932-2017)

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Biografia

José de Jesus Louzeiro, em arte conhecido como José Louzeiro, foi um jornalista, escritor e roteirista de cinema e televisão brasileiro nascido na cidade de São Luís, Maranhão, em 19 de setembro de 1932. Autor de mais de 50 livros foi pioneiro do romance-reportagem no Brasil.

Aos 16 anos já se iniciava no jornalismo (O Imparcial), na condição de aprendiz (não era conhecido o termo estagiário) de revisor gráfico.

Em janeiro de 1954, transferiu-se para o Rio. Trabalhou, inicialmente, na Revista da Semana e como foca em O Jornal, da Cadeia dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Posteriormente, passou pelas redações da Revista da Semana, Manchete, Diário Carioca, Última Hora, Correio da Manhã (no Rio) e, em São Paulo, pela Folha e o Diário do Grande ABC. Foi repórter de polícia durante mais de 20 anos.

Em 1958, fez sua estréia na literatura com o volume de contos intitulado Depois da Luta.

Seu primeiro trabalho no cinema aconteceu em 1976, como co-roteirista do filme Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, romance homônimo de JL, lançado em 1975, pela editora Civilização Brasileira de Ênio Silveira.

Os livros mais conhecidos de José Louzeiro, são: Infância dos Mortos, argumento do filme Pixote – A Lei do mais fraco; Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (título homônimo no cinema); Aracelli, Meu Amor; Em Carne Viva, lembrando o drama de Zuzu Angel e de seu filho Stuart Angel, morto na tortura, na década de 60. Entre os infanto-juvenis: A Gang do Beijo, Praça das Dores (um remember dos meninos assassinados na Candelária, em 1993), A Hora do Morcego (Ritinha Temporal) e Gugu Mania. Seus livros são, na maioria, contos biográficos, narrados como romance-reportagem, chegando perto de quarenta publicações. A ele se atribui a introdução no Brasil do gênero literário romance-reportagem, que no exterior tivera como representante Truman Capote, que escreveu A Sangue Frio.

Em outubro de 97, em São Paulo, lançou a biografia de Elza Soares – Cantanto Para Não Enlouquecer – a “intérprete guerreira” da música popular brasileira. Antes do livro de Elza havia escrito sobre outro negro genial: André Rebouças. Logo depois escreveu O Anjo da Fidelidade, um estudo da trajetória do negro Gregório Fortunato, o guarda-costas de Getúlio Vargas.

José Louzeiro é autor de 40 livros e criador, no Brasil, do gênero intitulado romance-reportagem. No cinema, já assinou, como roteirista, dez longas-metragens, dos quais pelo menos quatro se tornaram populares: Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, Pixote – A Lei do mais fraco, O Caso Cláudia e O Homem da Capa Preta. Lançou pela Editora Francisco Alves o estudo biográfico intitulado O Anjo da Fidelidade. Trata-se da história de Gregório Fortunato, o Anjo Negro de Getúlio Vargas. Em 2001, pela Editora do Brasil: Isto não deu no jornal (memórias de sua passagem por cinco jornais cariocas). E em 2002, Ana Neri, a brasileira que venceu a guerra (pela Editora Mondrian): biografia da heroína baiana, patrona dos enfermeiros brasileiros.

Atualmente, coordena a coleção de romances policiais para a Editora Nova Fronteira (Primeira Página) já com cinco livros impressos e três lançados: No fio da noite, de Ana Teresa Jardim; Juízo final, de Nani; e A fina Flor da Sedução, de José Louzeiro.

Escreveu telenovelas como Corpo Santo e Guerra sem Fim. Mas sua telenovela O Marajá, uma comédia baseada no governo de Fernando Collor de Melo, foi proibida de ir ao ar, numa época em que não havia mais censura no Brasil. Depois desse episódio, o autor conta que começou a enfrentar dificuldades para realizar novos projetos na televisão.

José Louzeiro faleceu, aos 85 anos, no dia 29 de dezembro de 2017, de causas não reveladas, mas consequentes de doenças que se agravaram em função de diabetes.

Dirigido por Maria Thereza Soares e com pesquisa de Bruna Castelo Branco, José Louzeiro: Depois da Luta, um curta-metragem documentário sobre a trajetória do jornalista e escritor, deve estrear nos cinemas em fevereiro de 2018.

Filmografia

:: Filmografia como Roteirista ::

1986 :: O Homem da Capa Preta
1981 :: Pixote – A Lei do mais fraco
1979 :: O Caso Cláudia
1978 :: O Escolhido de Iemanjá
1977 :: Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia

:: Filmografia como Ele Mesmo ::

2018 :: José Louzeiro: Depois da Luta (Em Finalização)

Publicações

LOUZEIRO, José. A fina Flor da Sedução. : , .
______. O Anjo da Fidelidade: a história sincera de Gregório Fortunato. : Francisco Alves, 2000.
______. Isto não deu no jornal. : Editora do Brasil, 2001.
______. Ana Neri, a brasileira que venceu a guerra. : Mondrian, 2002.
______. Elza Soares – Cantanto Para Não Enlouquecer. : , 1997.
______. Infância dos Mortos. : , .
______. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia. : , .
______. Aracelli, Meu Amor. : , .
______. Em Carne Viva. : , .
______. Urca. : Relume Dumara, 2000.
______. A Gang do Beijo. : , .
______. Praça das Dores. : , .
______. A hora do morcego (Ritinha Temporal). Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.
______. Gugu Mania. : , .
______. JK – O Otimismo em Pessoa. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.
______. O Bezerro de Ouro. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997.
______. Mito em chamas. : Moderna, 1997.
______. Diabetes: Inimigo Oculto. : MemVavMem, 2007.
______. Devotos do Ódio: uma Profecia Camponesa. : Global, .
______. Villa-Lobos: O Aprendiz de Feiticeiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 1998.

Bibliografia

Internet:

JOSÉ LOUZEIRO. Disponível no endereço: http://www.louzeiro.com.br/. Acesso em: 17 de dez. de 2010.
OGLOBO. Morre no Rio o jornalista e escritor José Louzeiro, aos 85 anos. Acesso em: 29 de dezembro de 2017.
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. José Louzeiro. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/jose-louzeiro/

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