LIVRO – Ary Fernandes: sua fascinante história

Sinopse

Quem não se lembra da pioneira e lendária série de TV O Vigilante Rodoviário, com Carlos Miranda e o cachorro Lobo, apresentada na TV Tupi, na década de 60. Tal série, foi uma criação de Ary Fernandes, que, associado a Alfredo Palácios, produziu e dirigiu os 38 episódios, sendo 23 em 1961 e 15 em 1962. Não satisfeito, Ary retorna em 1967 com outra série de TV, Águias de Fogo (com 26 episódios), ambas depois também adaptadas para filmes de longa-metragem, exibidos no cinema.

Ary Fernandes era locutor e radiador quando foi trabalhar nos estúdios da Maristela Filmes, em 1952, participando de filmes clássicos do estúdio (Mãos Sangrentas, de Carlos Hugo Christensen, Arara Vermelha, de Tom Payne).

Nos anos 70, foi produtor de filmes de Alfredo Sternheim, Egydio Eccio e Fauzi Mansur. Também continuou a dirigir filmes infantis e eróticos.

Essas e outras histórias são contadas com bom-humor e nostalgia neste livro, escrito pelo historiador Antônio Leão da Silva Neto, para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Sumário

Índice:

Apresentação: Hubert Alquéres.
Introdução: Antonio Leão da Silva Neto.
Prefácio: Carlos Miranda

Autor

Formado em Economia pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, com pós-graduação em Administração Financeira e Recursos Humanos, Antônio Leão da Silva Neto sempre atuou na iniciativa privada em cargos executivos. Como grande apaixonado por cinema, principalmente o brasileiro, percebendo uma grande lacuna no nosso mercado editorial nessa área, dedica todo o seu tempo vago a pesquisas direcionadas ao resgate da memória cinematográfica nacional.

Antônio Leão da Silva Neto nasceu em São Paulo, Capital, em 1957. Ainda criança, começa a freqüentar as cabines de cinema do seu bairro, um dos muitos “Totós” espalhados pelo Brasil, maravilhado com aquela enorme máquina que projetava imagens e sonhos. Constrói seus primeiros projetores com caixa de papelão e lentes de óculos velhos. Depois consegue um “Barlanzinho”, sua primeira vitória, e finalmente, aos 12 anos, ganha do pai um projetor alemão 16mm mudo, comprado a peso de ouro, quando começa a colecionar filmes de cinema.

Primeiro pedaços, fotogramas, trechos e depois filmes completos, sendo hoje detentor de um grande acervo nessa bitola. Interessa-se por Cinema Brasileiro também muito jovem, sendo um grande defensor dos nossos cineastas, astros e técnicos, através de artigos publicados nos jornais “O Grito” (bairro do Ipiranga, São Paulo), JOB (bairro Assunção, no ABC paulista) e outros.

Nos anos 70/80, Antônio Leão da Silva Neto passa a freqüentar o Cine Clube Ipiranga. Em 1992 funda, com Archimedes Lombardi, a Associação Brasileira de Colecionadores de Filmes em 16mm, entidade que reúne colecionadores de todo o Brasil, com a finalidade de catalogar, preservar e exibir filmes raros, em sessões gratuitas no auditório da Biblioteca Municipal do Ipiranga, São Paulo, onde, ao longo de dez anos, foram exibidos mais de 500 filmes raros, produções fora de circulação.

Depois de cinco anos de pesquisas, em 1998 lança o livro Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro: dicionário de atrizes e atores, dicionário inédito com 1.400 biografias de artistas brasileiros, hoje utilizado freqüentemente como fonte de referência obrigatória em bibliotecas, escolas, redações de jornais e revistas, emissoras de rádio e televisão, por profissionais da área e pelo público interessado em geral.

Em 2002, Antônio Leão da Silva Neto conclui as pesquisas de seu segundo livro, Dicionário de Filmes Brasileiros, que lista toda a produção nacional de longametragem desde 1908.

No ano de 2006, conclui e lança seu mais ousado projeto, Dicionário de Filmes Brasileiros: Curta e Média-metragens, que lista toda a produção nacional nessas categorias desde o ano de 1897, conseguindo cadastrar mais de 18 mil filmes brasileiros com até 60 minutos de duração, livro produzido com seus próprios recursos.

Pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, lança, em 2006, Ary Fernandes: sua fascinante história e, em 2008, Miguel Borges: um Lobisomem sai da Sombra, livros que contam a vida e obra de dois grandes cineastas brasileiros.

Em 2009, lança a edição atualizada, ampliada e revisada do já consagrado Dicionário de Filmes Brasileiros: longa-metragem, de 2002; e, em 2010, finalmente atualiza seu primeiro livro, Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro, muito aguardado por leitores e fãs dos astros brasileiros, além de preparar o inédito dicionário de fotógrafos do cinema brasileiro. Seus livros hoje são fonte de referência obrigatória para bibliotecas, escolas, redações de jornais e revistas, emissoras de rádio e televisão. Frequentemente, seus livros são utilizados por profissionais da área e o público interessado em geral.

Dados Técnicos


Título: Ary Fernandes: sua fascinante história
Coleção: Coleção Aplauso – Cinema Brasil
Autor: Antônio Leão da Silva Neto
Editora: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
Especificações: Brochura | Dimensões 12 cm x 18 cm | 486 páginas
Ano da Edição: 2006
ISBN: 85-7060-502-1

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Coleção Aplauso

A Coleção Aplauso, concebida pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, visa resgatar a memória da cultura nacional, biografando atores, atrizes e diretores que compõem a cena brasileira nas áreas de cinema, teatro e televisão. Foram selecionados escritores com largo currículo em jornalismo cultural para esse trabalho em que a história cênica e audiovisual brasileiras vem sendo reconstituída de maneira singular. Em entrevistas e encontros sucessivos estreita-se o contato entre biógrafos e biografados. Arquivos de documentos e imagens são pesquisados, e o universo que se reconstitui a partir do cotidiano e do fazer dessas personalidades permite reconstruir sua trajetória.

A decisão sobre o depoimento de cada um na primeira pessoa mantém o aspecto de tradição oral dos relatos, tornando o texto coloquial, como seo biografado falasse diretamente ao leitor.
Um aspecto importante da Coleção é que os resultados obtidos ultrapassam simples registros biográficos, revelando ao leitor facetas que também caracterizam o artista e seu ofício. Biógrafo e biografado se colocaram em reflexões que se estenderam sobre a formação intelectual e ideológica do artista, contextualizada na história brasileira.

São inúmeros os artistas a apontar o importante papel que tiveram os livros e a leitura em sua vida, deixando transparecer a firmeza do pensamento crítico ou denunciando preconceitos seculares que atrasaram e continuam atrasando nosso país. Muitos mostraram a importância para a sua formação terem atuado tanto no teatro quanto no cinema e na televisão, adquirindo, linguagens diferenciadas – analisando-as com suas particularidades.

Muitos títulos exploram o universo íntimo e psicológico do artista, revelando as circunstâncias que o conduziram à arte, como se abrigasse em si mesmo desde sempre, a complexidade dos personagens.

São livros que, além de atrair o grande público, interessarão igualmente aos estudiosos das artes cênicas, pois na Coleção Aplauso foi discutido
o processo de criação que concerne ao teatro, ao cinema e à televisão. Foram abordadas a construção dos personagens, a análise, a história, a importância e a atualidade de alguns deles. Também foram examinados o relacionamento dos artistas com seus pares e diretores, os processos e as possibilidades de correção de erros no exercício do teatro e do cinema, a diferença entre esses veículos e a expressão de suas linguagens.

Se algum fator específico conduziu ao sucesso da Coleção Aplauso – e merece ser destacado –, é o interesse do leitor brasileiro em conhecer o percurso cultural de seu país.

À Imprensa Oficial e sua equipe coube reunir um bom time de jornalistas, organizar com eficácia a pesquisa documental e iconográfica e contar com a disposição e o empenho dos artistas, diretores, dramaturgos e roteiristas. Com a Coleção em curso, configurada e com identidade consolidada, constatamos que os sortilégios que envolvem palco, cenas, coxias, sets de filmagem, textos, imagens e palavras conjugados, e todos esses seres especiais – que neste universo transitam, transmutam e vivem – também nos tomaram e sensibilizaram.

É esse material cultural e de reflexão que pode ser agora compartilhado com os leitores de todo o Brasil.

Outros Títulos da Coleção

Coleção Aplauso

:: Série Cinema Brasil ::

Alain Fresnot: um cineasta sem alma
Alfredo Sternheim: um insólito destino
Agostinho Martins Pereira: o idealista
O ano em que meus pais saíram de férias
Ana Carolina: cineasta brasileira
Anselmo Duarte: o homem da Palma de Ouro
Antonio Carlos da Fontoura: espelho da alma
Ary Fernandes: sua fascinante história
O Bandido da Luz Vermelha
Batismo de Sangue
Bens Confiscados
Braz Chediak: fragmentos de uma vida
Cabra-Cega: um roteiro de Di Moretti
O Caçador de Diamantes
Carlos Coimbra: um homem raro
Carlos Reichenbach: o cinema como razão de viver
A Cartomante
Casa de meninas: romance original e roteiro inédito
O Caso dos Irmãos Naves
O Céu de Suely
Chega de Saudade
Cidade dos Homens
Como Fazer um Filme de Amor
Críticas de B.J. Duarte: paixão, polêmica e generosidade
Críticas de Edmar Pereira: razão e sensibilidade
Críticas de Jairo Ferreira: Críticas de invenção: os anos do São Paulo Shimbun
Críticas de Luiz Geraldo de Miranda Leão: analisando cinema: críticas de LG
Críticas de Ruben Biáfora: A Coragem de Ser
De Passagem
Desmundo
Djalma Limongi Batista: livre pensador
Dogma Feijoada: o Cinema Negro Brasileiro
Dois Córregos
A Dona da História
Os 12 Trabalhos
Estômago
Fernando Meirelles: biografia prematura
Fim da Linha
Fome de Bola: cinema e futebol no Brasil
Francisco Ramalho jr.: éramos apenas paulistas
Geraldo Moraes: o cineasta do interior
Guilherme de Almeida Prado: um cineasta cinéfilo
Helvécio Ratton: o cinema além das montanhas
O Homem que Virou Suco
Ivan Cardoso: o mestre do terrir
João Batista de Andrade: alguma solidão e muitas histórias
Jorge Bodanzky: o homem com a câmera
José Antonio Garcia: em busca da alma feminina
José Carlos Burle: drama na chanchada
Leila Diniz
O cinema de intervenção: Liberdade de Imprensa – 40 anos do documentário inaugural da obra de João Batista de Andrade
Luiz Carlos Lacerda: prazer & cinema
Maurice Capovilla: a imagem crítica
Mauro Alice: um operário do filme
Miguel Borges: um lobisomem sai da sombra
Não por Acaso
Narradores de Javé
Onde Andará Dulce Veiga?
Orlando Senna: O Homem da Montanha
Pedro Jorge de Castro: o calor da Tela
Quanto vale ou é por Quilo
Ricardo Pinto e Silva: rir ou chorar
Rodolfo Nanni: um realizador persistente
Salve Geral
O Signo da Cidade
Ugo Giorgetti: o sonho intacto
Vladimir Carvalho: pedras na lua e pelejas no planalto
Vlado 30 anos depois
Viva-Voz
Zuzu Angel

:: Série Cinema ::

B.J. Duarte: críticas – paixão, polêmica e generosidade
Bastidores: um outro lado do cinema

:: Série Ciência & Tecnologia ::

Cinema Digital: um novo cinema?

:: Série Crônicas ::

Crônicas de Maria Lúcia Dahl: O Quebracabeças

:: Série Dança ::

Rodrigo Pederneiras e o Grupo Corpo: Dança Universal

:: Série Teatro Brasil ::

Alcides Nogueira: Alma de Cetim
Antenor Pimenta: Circo e Poesia
Cia de Teatro Os Satyros: Um Palco Visceral
Críticas de Clóvis Garcia: A Crítica Como Oficio
Críticas de Maria Lucia Candeias: Duas Tábuas e Uma Paixão
João Bethencourt: O Locatário da Comédia
Leilah Assumpção: A Consciência da Mulher
Luís Alberto de Abreu: Até a Última Sílaba
Maurice Vaneau: Artista Múltiplo
Renata Palottini: Cumprimenta e Pede Passagem
Teatro Brasileiro de Comédia: Eu Vivi o TBC
O Teatro de Alcides Nogueira: Trilogia: Ópera Joyce – Gertrude Stein, Alice Toklas & Pablo Picasso – Pólvora e Poesia
O Teatro de Ivam Cabral: Quatro textos para um teatro veloz: Faz de Conta que tem Sol lá Fora – Os Cantos de Maldoror – De Profundis – A Herança do Teatro
O Teatro de Noemi Marinho: Fulaninha e Dona Coisa, Homeless, Cor de Chá, Plantonista Vilma
Teatro de Revista em São Paulo: De Pernas para o Ar
O Teatro de Samir Yazbek: A Entrevista: O Fingidor – A Terra Prometida
Teresa Aguiar e o Grupo Rotunda: Quatro Décadas em Cena

:: Série Perfil ::

Aracy Balabanian: Nunca Fui Anjo
Arllete Montenegro: Fé, Amor e Emoção
Ary Fontoura: Entre Rios e Janeiros
Bete Mendes: O Cão e a Rosa
Betty Faria: Rebelde por Natureza
Carla Camurati: Luz Natural
Cecil Thiré: Mestre do seu Ofício
Celso Nunes: sem amarras
Cleyde Yaconis: Dama Discreta
David Cardoso: Persistência e Paixão
Denise Del Vecchio: Memórias da Lua
Dionísio Azevedo e Flora Geni: uma vida na arte
Elisabeth Hartmann: A Sarah dos Pampas
Emiliano Queiroz: na sobremesa da vida
Etty Fraser: Virada Pra Lua
Ewerton de Castro: Minha Vida na Arte: Memória e Poética
Geórgia Gomide: a vida de uma estrela
Gianfrancesco Guarnieri: Um Grito Solto no Ar
Glauco Mirko Laurelli: um artesão do cinema
Ilka Soares: a bela da tela
Irene Ravache: Caçadora de Emoções
Irene Stefania: Arte e Psicoterapia
Isabel Ribeiro: Iluminada
Jece Valadão: também somos irmãos
Joana Fomm: Momento de Decisão
John Herbert: um gentleman no palco e na vida
Jonas Bloch: o ofício de uma paixão
José Dumont: do cordel às telas
Laura C ardoso: contadora de histórias
Leonardo Villar: Garra e Paixão
Lília Cabral: Descobrindo Lília Cabral
Lolita Rodrigues: De Carne e Osso
Louise Cardoso: A Mulher do Barbosa
Marcos Caruso: por ele mesmo
Maria Adelaide Amaral: A Emoção Libertária
Marisa Prado: a estrela, o mistério
Mauro Mendonça: Em Busca da Perfeição
Miriam Mehler: Sensibilidade e Paixão
Nicette Bruno e Paulo Goulart: Tudo em Família
Nívea Maria: uma atriz real
Niza de Castro Tank: Niza, Apesar das Outras
Paulo Betti: Na Carreira de um Sonhador
Paulo José: Memórias Substantivas
Pedro Paulo Rangel: O Samba e o Fado
Regina Braga: talento é um aprendizado
Reginaldo Faria: o solo de um inquieto
Renata Fronzi: chorar de rir
Renato Borghi: Borghi em Revista
Renato Consorte: Contestador por Índole
Rolando Boldrin: Palco Brasil
Rosamaria Murtinho: Simples Magia
Rubens de Falco: Um Internacional Ator Brasileiro
Ruth de Souza: Estrela Negra
Sérgio Hingst: Um Ator de Cinema
Sérgio Viotti: o cavalheiro das artes
Silvio de Abreu: Um Homem de Sorte
Sônia Guedes: Chá das Cinco
Sonia Maria Dorce: A Queridinha do meu Bairro
Sonia Oiticica: Uma Atriz Rodrigueana?
Stênio Garcia: força da natureza
Suely Franco: A Alegria de Representar
Tatiana Belinky: … E Quem Quiser Que Conte Outra
Tonico Pereira: um ator improvável, uma Autobiografia não autorizada
Tony Ramos: No Tempo da Delicadeza
Vera Holtz: o gosto da vera
Vera Nunes: raro talento
Walderez de Barros: voz e silêncios
Zezé Motta: muito prazer

:: Coleção Aplauso – Especial ::

As Grandes Vedetes do Brasil
Agildo Ribeiro: o capitão do riso
Beatriz Segall: além das aparências
Carlos Zara: paixão em quatro atos
Célia Helena: uma atriz visceral
Cinema da Boca: dicionário de diretores
Dina Sfat: retratos de uma guerreira
Eva Todor: o teatro de minha vida
Eva Wilma: arte e vida
Gloria in Excelsior: ascensão, apogeu e queda do maior sucesso da televisão brasileira
Ítalo Rossi: isso é tudo
Lembranças de Hollywood
Lilian Lemmertz: sem rede de proteção
Marcos Flaksman: universos paralelos
Maria Della Costa: seu teatro, sua vida
Mazzaropi: uma antologia de risos
Ney Latorraca: uma celebração
Raul Cortez: sem medo de se expor
Rede Manchete: aconteceu, virou história
Sérgio Cardoso: imagens de sua arte
Tônia Carrero: movida pela paixão
TV Tupi: uma linda história de amor
Victor Berbara: o homem das mil faces
Walmor Chagas: ensaio aberto para um homem indignado

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