LIVRO – Quatro baianos porretas: Castro Alves, Milton Santos, Glauber Rocha e Carlos Marighella

Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Sinopse

Castro Alves, Milton Santos, Glauber Rocha e Carlos Marighella. Um poeta, um cientista, um cineasta e um guerrilheiro. Existe conexão entre esses importantes nomes da história brasileira, além de terem a Bahia como estado natal? Silvio Tendler, um dos grandes documentaristas do país que lançou recentemente Utopia e Barbárie (2010) acredita que sim. Conhecido como o cineasta dos sonhos interrompidos, dentre a sua extensa produção cinematográfica de cerca de 40 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, Tendler dirigiu em diferentes momentos documentários que retratam a vida desses quatro baianos ilustres, ou porretas, como os caracteriza o próprio cineasta: Castro Alves: retrato falado do Poeta (1999), Marighella: retrato falado do guerrilheiro (2000), Glauber, O Filme – Labirinto do Brasil (2003), Encontro com Milton Santos: o mundo global visto do lado de cá (2007).

Não por acaso, agora o diretor está lançando um livro reunindo os roteiros integrais desses quatro filmes: A matriz é Castro Alves. Glauber, Milton e Marighella eram castroalvistas. Todos admiradores do poeta, seus versos românticos e a verve revolucionária. Cada um deles foi Castro Alves, seja no cinema, na política ou na geografia, todos geniais”, explica Tendler. O livro, “Quatro baianos porretas, está sendo lançado pela Editora Garamond e Editora PUC-RIO, junto com os quatro DVDs.

Castro Alves salta do século XIX em reconstrução documental. Pela ausência de imagens, Tendler lhe deu vida em um manifesto. Em “Marighella”, é a força libertária resistindo aos anos de chumbo que nos chama a refletir. Entre a realidade e o universo onírico, Glauber Rocha impôs aos brasileiros que era a hora e a vez do Terceiro Mundo. Este é o mesmo pensar de “Encontro com Milton Santos”. No momento em que o mundo aclamava a globalização neoliberal, Santos não se opôs pela negação, mas pela elaboração crítica sob os olhos de um mundo de exclusão.

O cineasta revela que na publicação do roteiro desses filmes vai um bom pedaço de sua vida, seus sonhos. “Eles representam o que sinto de uma vida revolucionária no mais amplo sentido do termo, seja no território de ação como a arte, a política ou a ciência e também nas atitudes de vida que os quatro sempre tiveram”, relata.

Ao final do livro, em uma longa entrevista que Tendler concede a Miguel Pereira, quando questionado a respeito do compromisso político do documentarista, diz que não é algo que ele obrigatoriamente tem que ter, mas que no seu trabalho não consegue ver a arte dissociada da política. “Gosto de interferir no mundo em que vivo. Contando histórias, formo consciências e como cineasta exerço minha cidadania. Meus modelos são artistas militantes, Boal e Thiago de Mello, por exemplo. Meu cinema é assim”, salienta para a Caros Amigos. Lembra também do conceito de “câmera militante” do documentarista Carlos Pronzato, “viajante solitário munido de uma pequena câmera, viaja buscando histórias como um navegador que vai desbravando territórios até então desconhecidos. Revelador no mais amplo sentido do termo, Pronzato é um companheiro da utopia”, conta.

No prefácio do livro, Orlando Senna brinca que muitas das ideias audiovisuais de Tendler ficam um tempo em maturação e quando menos se espera são lançadas, como julga ter acontecido com Utopia e Barbárie. Cita que um dos projetos que está em planejamento é o “Santiago de las Américas”, a respeito do cineasta cubano Santiago Álvarez. Se será seu próximo filme, no entanto, permaneceremos na curiosidade apesar de Silvio Tendler ter afirmado que pretende terminar o filme logo, “sem dúvidas”, mas faz uma confissão ao não elencar quais serão os próximos projetos: Atualmente são tantos que me recuso a nomear todos para não correr o risco de ser chamado de mentiroso. Sonhador, sim.

Autor

Com vasta experiência em documentar nossa história e nossos personagens, Silvio Tendler já realizou cerca de 40 filmes entre curtas, médias e longas-metragens. Em 1981, criou a Caliban Produções Cinematográficas, direcionada para biografias históricas de cunho social, onde permanece como diretor e roteirista.

Silvio Tendler possui graduação em História pela Universidade de Paris VII (1975), mestrado em Cinema e História pela École des Hautes-Études – Sorbonne (1976), e especialização em Cinema Documental Aplicado às Ciências Sociais pelo Musée Guimet – Sorbonne (1973).

Silvio Tendler também é Membro Fundador do Comitê de Cineastas da América Latina e da Fundação Novo Cine Latino-Americano. Foi presidente, em 1968, da Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro. Desde 1979 é professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.

Em 1988, foi Diretor de Arte e Cultura da Fundação Rio (RIO ARTE), e em 1993, dirigiu o Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo), instituições vinculadas à Secretaria Municipal de Cultura e à Prefeitura da Cidade do Rio.

Em 1994, foi presidente da Associação Brasileira de Cineastas. Sílvio Tendler dirigiu a TV Brasília, do Grupo Correio Brasiliense, em 1995, e no ano seguinte, em 1996, foi Secretário de Cultura e Esporte do governo Cristóvão Buarque, no Distrito Federal. Em 1997 assumiu a Coordenação de Audiovisual para o Brasil e o Mercosul da Unesco, organismo vinculado às Nações Unidas voltado para a Educação e Cultura, onde permaneceu como consultor nesta área até o ano de 2000.

Seus documentários conquistaram inúmeras premiações e fizeram de Silvio Tendler uma referência nacional no gênero. Recebeu prêmios em festivais brasileiros como o de Brasília, Gramado, Rio, e prêmios de instituições como o troféu Margarida de Prata, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Entrou na Seleção Oficial do Festival de Cannes com o filme Glauber, O Filme – Labirinto do Brasil e participou de diversas mostras e festivais internacionais (Europa, América Latina, Estados Unidos e Canadá) mostrando nosso cinema e nossa cultura no Brasil e no mundo.

Em 2005, recebeu o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, Itália, pelo conjunto da obra. Em 2008, foi homenageado no X Festival de Cinema Brasileiro em Paris, com uma retrospectiva de seus filmes. Ainda neste ano, foi condecorado com a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, por relevantes serviços prestados à causa pública do Estado.

Até hoje, três dos seus filmes lideram os primeiros lugares de bilheteria de documentário do Brasil: fez um milhão e oitocentos mil espectadores com O Mundo Mágico dos Trapalhões, um milhão com Jango e oitocentos mil com Os Anos JK.

Parte das pesquisas de seus filmes tem origem no volumoso acervo particular de imagens, com mais de dez mil títulos sobre a História do Brasil e do mundo dos últimos 50 anos.

Dados Técnicos


Título: Quatro baianos porretas: Castro Alves, Milton Santos, Glauber Rocha e Carlos Marighella
Autor: Silvio Tendler
Editora: Editora Garamond e Editora PUC-RIO
Idioma: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura FORMATO: 13 X 19 PÁGINAS: 285
Ano da Edição: 2011
ISBN: 9788576172055

Print Friendly, PDF & Email
Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Sobre História do Cinema Brasileiro

Site do História do Cinema Brasileiro.