Marcos Marinho

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Biografia

Marcos Marinho é um ator, palhaço, diretor e professor de teatro brasileiro nascido no dia 08 de fevereiro. Homem de muitas faces, ator múltiplo, dono de muitas vozes, diferentes caras e bocas, Marinho envolveu-se, já no início de sua trajetória, com expressões contemporâneas.

Alucinado, ainda na plateia, com as inovações do diretor Henrique Simões na peça Missa Leiga, integrou o grupo Corpo-en-cena, marco das artes cênicas na cidade. O teatro do Simões, do ‘Grupo Sensorial’, era extremamente corporal, musical e com certo experimentalismo nos cenários e figurinos, além da escolha de temas e textos fortes. Isso foi muito importante para mim, comenta Marinho, que, anos depois, decidiu estudar Commedia dell’arte, na Itália, e afinou-se com a dramaturgia contemporânea latino-americana, em Cuba.

Do teatro de improviso apresentado nas ruas e em praça pública, apreendido na Europa, para a arte do clown como forma de manifesto nas ruas de Juiz de Fora, alguns anos se passaram, repletos de trabalho em diversas companhias. Numa oficina com Marcio Libar, depois de passar por alguns constrangimentos e longas horas de fortes emoções, Marinho viu nascer Zé Boléo, um personagem que se difere dos já interpretados anteriormente, em peças como Quero Comer, Aguirre!, Um jantar para quatro estações, Casa de Orates, Andalheiros, entre outras.

Outro sucesso do ator, o espetáculo Meu dia perfeito já conquistou países como Chile e Equador, além de diversas cidades de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Escrita e dirigida pelo ator Ricardo Martins, a peça relata um dia na vida de Senhor M, um homem comum que fala por meio de gestos e balbucios, numa intenção teatral de universalizar-se. Uma ação que não se diferencia do caráter político que Marcos Marinho faz questão de agregar a sua vida.

Afeito às questões socialistas, ainda jovem, Marinho ingressou no Seminário Santo Antônio e, em seguida, no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. A experiência religiosa, apesar de não ter se tornado vocação, levou-o aos estudos filosóficos. A graduação em Filosofia, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), segundo ele, serviu-lhe para um pensamento crítico, para saber aguçar a curiosidade com tudo, com a vida, além de lhe despertar um maior interesse pelas artes. Presente na cena teatral de Juiz de Fora desde 1983, já trabalhou em diversas áreas de um espetáculo teatral, seja como figurinista, cenógrafo, diretor, iluminador, preparador físico, e por aí vai. Mas é enfático ao defender sua preferência: Sou ator, adoro estar em cena atuando.

Cofundador do Partido dos Trabalhadores (PT) de Juiz de Fora, o artista está sempre em movimento, pensando e repensando tudo, constantemente insatisfeito. Quero uma sociedade mais equilibrada economicamente. As consequências disso seria uma vida mais saudável, em todos os sentidos, para todos, protesta, reivindicando para a vida a leveza e a crítica dos palhaços.

Assim, Marcos Marinho criou o grupo de Produções Mezcla, antes conhecido como Espaço Mezcla, com o qual começou a desenvolver intercâmbio com artistas de outros países da América Latina em 2003. O objetivo de oportunizar a participação na vida cultural de Juiz de Fora, assim como daqueles oriundos de outras cidades brasileiras, possibilitou também a ida de artistas juizforanos para realizar produções nestes outros países, além da formação da Caravana Mezcla de Palhaços.

Neste contexto, o diretor e dramaturgo chileno Alberto Kurapel conheceu os artistas da Caravana Mezcla e imediatamente propôs a montagem da peça PERDIDA! Electra num Mundo de Palhaços, uma adaptação do clássico Electra, do dramaturgo grego Eurípedes.

A pré-produção do espetáculo bi-nacional começou com a hospedagem de Alberto Kurapel em Juiz de Fora dando início aos trabalhos junto à Caravana Mezcla de Palhaços. Além disso, Marcos Marinho e alguns membros da Caravana estiveram com Kurapel em Santiago para discutir o texto e conceitos da montagem. O primeiro desafio de Kurapel para esta parceria foi: realizar uma obra teatral onde pudesse destacar o risco artístico, entrecruzando uma estética com gêneros e estilos aparentemente contraditórios.

Bibliografia

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