Moacyr Góes

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Biografia

Moacyr de Góes Filho, em arte mais conhecido como Moacyr Góes, é um Diretor de teatro, cinema e tv, nascido na cidade de Natal (RN) no ano de 1959.

Fundador da Companhia de Encenação Teatral que, nos anos 80, se dedica à pesquisa teórica e ao treinamento corporal. Elabora sua linguagem com inventividade plástica e construção preciosista.

Em 1982, forma-se em direção teatral na Universidade do Rio de Janeiro, Uni-Rio. Seus primeiros trabalhos como diretor são duas montagens para o público infantil – Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Olho de Gato, de Cora Ronai, ambos em 1985. Os dois espetáculos lhe valem o Troféu Mambembe de direção. No ano seguinte, o espetáculo Nosferatu busca a desconstrução da narrativa e da interpretação, em texto cujos diálogos são escritos por Janice Theodoro da Silva para um roteiro de ações que ela ignora, elaborado pelos idealizadores do projeto, Beti Rabetti e Moacyr Góes. Dentro dessa proposta de experimentação, os atores trabalham também sem conhecer o texto nem as teorias de onde vêm as propostas para a interpretação. Em 1987, Góes encena Woyzeck, de Georg Büchner, utilizando-se de microfones e uniformizando uma coxia onde os atores atuam como um coro neutro.

Em 1988, funda a Companhia de Encenação Teatral, CET, que, funcionando em uma sala inaugurada nos fundos do Teatro Villa-Lobos, permite atividades intensivas de pesquisa e ensaios. O Espaço III é inaugurado com Baal, de Bertolt Brecht, em uma encenação que, com ênfase na utilização plástica dos grupos e na expressão física dos atores, se distribui, com ação simultânea e ininterrupta, por quatro palcos que circundam a platéia. A direção recebe os prêmios Molière e Shell. O diretor passa a integrar o seleto rol de iniciativas patrocinadas pela Shell, que financia seus projetos durante vários anos seguidos. Em 1989, Góes dirige dois espetáculos: A Trágica História do Dr. Fausto, de Christopher Marlowe, e Os Cegos, de Michel de Ghelderode.

Em 1990, a encenação de A Escola de Bufões, também de Michel de Ghelderode, eleva ao ponto máximo o resultado do trabalho corporal da companhia. Em 1991, encena Os Gigantes da Montanha, de Luigi Pirandello, numa cenografia que, mais uma vez, envolve a platéia por todos os lados. A montagem de Antígone, de Sófocles, traz o ator Ítalo Rossi no papel de Creonte e Marieta Severo no papel título. A crítica Barbara Heliodora enaltece na montagem o extremo despojamento e a consciência da proposta transmitida ao elenco, razão do seu equilíbrio e o diretor recebe o Prêmio Shell de melhor direção de 1992. A partir dessa montagem, o diretor começa a buscar a comunicabilidade da cena. Em 1993, realiza três direções. Adapta a peça O Sonho, de August Strindberg, dando ao espetáculo o título de Epifanias.

A companhia se dissolve e o diretor passa a realizar uma carreira autônoma. Reúne Leon Góes e Floriano Peixoto, ex-atores da companhia em O Livro de Jó, espetáculo que inaugura sua gestão à frente do Teatro Glória. O texto de Clara Góes propõe uma disputa entre Deus e o Diabo, decidida por uma aposta que consiste na prova impingida a Jó. Dirige novamente o ator Ítalo Rossi em Comunicação a uma Academia, de Franz Kafka, 1993, considerado pela crítica um espetáculo divertido e comunicativo. Depois de encenar Henrik Ibsen e Christopher Marlowe, em 1994, e Sófocles, em 1995, Góes volta à dramaturgia de Clara Góes em Abelardo e Heloísa, 1995, que conta com a atriz Letícia Spiller como destaque do elenco. Seguem-se O Doente Imaginário, de Molière, 1996, Cartas Portuguesas, de Mariana Alcoforado, e Divinas Palavras, de Ramón Del Valle-Inclán, todos em 1997.

Em 1998, Góes, transfere-se para o Teatro Carlos Gomes como diretor artístico, encenando dois textos de Nelson Rodrigues: Toda Nudez Será Castigada e Os Sete Gatinhos. Segundo o crítico Macksen Luiz, a direção desta última sublinha o aspecto melodramático da peça aproximando as personagens de tipos e substituindo dimensão trágica “por imagens que caricaturam uma estética barata”. Toda Nudez, apesar de protagonizado por Marília Pêra, tem seu conflito principal esvaziado pela direção, com conseqüente perda de carga dramática. Em 1999, o diretor se dedica à figura de Arthur Bispo do Rosário, falecido artista interno da Colônia Juliano Moreira, na criação de A Via Sacra dos Contrários – Bispo Jesus do Rosário, de Clara Góes. Em 2001 adapta Pinóquio, de Carlo Collodi, para o público adulto, e em 2002 dirige Tônia Carrero em A Visita da Velha Senhora, de Dürrenmatt, em comemoração aos seus 80 anos de vida.

Em 2000, Moacyr Góes passa a dirigir novelas para a TV Globo e em 2003 inicia a carreira de diretor de cinema com os filmes Dom (2003), Maria – A mãe do filho de Deus (2003), Xuxa Abracadabra (2003), Irmãos de fé (2004), Um show de verão (2004), e Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida (2004), Trair e coçar é só começar (2006).

Moacyr Góes, diretor que inicia sua carreira na linha do teatro de imagens que marca os anos 80, incorpora o trabalho formal à fase posterior, quando, por meio da encenação, imprime uma mesma linha de atuação a elencos que reúnem atores de diversas escolas.

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Moacyr Góes. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/moacyr-goes/

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