O Homem Roxo (2010)

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Trailer

Sinopse

POSTER O Homem roxoTrata-se de um documentário sobre um grande amigo e artista, Fernando Fiúza. Nando faleceu aos 56 anos de idade, no ano de 2009, numa sexta-feira, exatamente um dia após o filme ficar pronto. Deixou além da saudade tamanha e uma vasta produção artística, uma lição de vida. O filme retrata a trajetória do artista plástico mineiro e sua batalha contra a moléstia azul, sério e raro problema cardíaco que o acometeu desde a infância até os 56 anos de idade, quando faleceu.

Dirigido por Carlos Canela e Duke e produzido pela Carabina Filmes, o longa metragem O Homem Roxo busca encontrar respostas para algumas questões básicas que nos atormentam a vida: o que faríamos se alguém nos dissesse que nós só temos mais um dia de vida? Procuraríamos desfrutar de todos os prazeres da vida dos quais nos privamos tantas vezes, tentaríamos descobrir as verdades do mundo ou tentaríamos construir algo grande, uma obra para as pessoas se lembrarem pra sempre do que somos?

A idéia de fazer um filme sobre a incrível história de Fernando Fiuza partiu do ilustrador Duke. Ambos trabalharam juntos no jornal O Tempo. Assim, Duke passou a ter um ponto de partida excelente: um cara que nasce com os dias contados e, por conta disso, resolve fazer de tudo, acalentando o sonho durante anos até que, em 2007, chamou para a empreitada a jornalista e editora do Caderno Magazine, também de O Tempo, Silvana Mascagna, e o videomaker Leonardo Coelho, para realizar as primeiras entrevistas e imagens. Feito isso, foi uma questão de tempo para que o diretor Carlos Canela e a produtora Suzana Markus, ambos da Carabina Filmes, encampassem o projeto.

Fernando Fiuza foi um artista plástico mineiro, desenhista, pintor, escritor, fotógrafo e ilustrador que, portador da doença popularmente conhecida como Moléstia Azul, está desde os 10 anos de idade sujeito a morrer a qualquer momento, segundo diagnósticos dos mais famosos médicos.

Vivendo como se caminhasse sobre um tênue fio de náilon pronto para se romper, ele, diferentemente do que se poderia esperar, abraçou sua vida com uma voracidade invulgar. Ao invés de se fechar em sua fragilidade, reação habitual de quem se vê ameaçado na vida, ele optou por encará-la de frente, extraindo compulsivamente tudo o que ela poderia lhe proporcionar.

Fernando Fiúza optou por fazer as três coisas ao mesmo tempo e transformou sua vida em um processo constante de busca onde escolheu a arte como uma forma definitiva de se expressar e de sugar a essência de sua própria vida.

Fez de tudo em sua vida: começou a desenhar quando criança, foi militante de movimento de ultra direita, militante de esquerda, foi hippie, DJ, produtor, fotógrafo, professor, foi internado várias vezes, foi rebelde sem causa e encontrou na arte a sua principal maneira de ser e seu principal lugar para estar.

Homem de amizade fácil, que mantém suas relações em um cantinho muito próximo ao de seu processo criativo, Fernando acumulou durante a sua vida grandes amigos que, cumulativamente, foram ficando para sempre. E alguns desses amigos, como Toninho Horta, Nelson Ayres, Juarez Moreira, Malluh Praxedes, Paulinho Pedra Azul, Thiago de Mello e outros estão presentes no documentário, contando histórias de uma forma extremamente afetiva desse artista que acumula dentre suas habilidades a arte de fazer amigos, completam o perfil desse artista único.

Tendo como eixo principal várias entrevistas feitas com o próprio artista contando a sua história e suas aventuras em sua luta diária pela vida, o documentário se revela sutilmente na sua própria maneira de contar as histórias, na precisão de detalhes, na sensibilidade e no bom humor com que ele lida com suas loucuras, sua doença e seu gigantesco trabalho artístico.

Foram seis meses de filmagens, em que Fernando Fiuza se mostra inteiro. Fala das traquinagens de menino que, embora não pudesse participar das mesmas brincadeiras dos garotos de sua idade, inventava das suas; revela sua facilidade, já na adolescência, por atrair e ser atraído por mulheres bonitas; mostra como foi fácil para ele fazer e manter amizades; declara seu amor pela música, pela literatura, pelo cinema, pela vida. Também descreve os pormenores da doença, fala sobre o medo quando há poucos anos teve que ser operado e das limitações que esta última cirurgia o condenou. Demonstra como sua arte, iniciada ainda menino, o salvou. Tudo isso ao estilo de Nando, como era conhecido: regado a risadas e lágrimas.

Elenco

Fernando Fiúza
Toninho Horta
Nelson Ayres
Juarez Moreira
Malluh Praxedes
Paulinho Pedra Azul
Thiago de Mello
Mauro Rodrigues
Roberto Fernandes
Nivaldo Ornelas
Alda Stutz
Márcia Montezuma
Tommaso Raso
Gisela Herrmann
Luzia Gontijo
Tarcísio Queiroz
Mário Zavagli
Paulo Vilara
Sandra Bianchi

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de O Homem Roxo (2010) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Carlos Canela e Duke
Roteiro: Carlos Canela
Assistente de Direção: Silvana Mascagna
Produção Executiva: Suzana Markus
Produção: Suzana Markus
Assistente de Produção: Daniel Roscoe (MG) e Afra Regina Sana (RJ)
Direção de Fotografia:
Operador de Câmera: Suzana Markus e Leonardo Coelho
Assistente de Câmera:
Diretor de Arte:
Direção de Animações: Duke
Animação (colagem): Suzana Markus
Animação (desenhos): Duke
Montador: Carlos Canela
Som:
Edição de Som:
Composição musical: Mauro Rodrigues
Produção musical: Mauro Rodrigues
Técnico de gravação: Thiago Melo
Estúdio de Som: Acústico
Empresa Produtora: Carabina Filmes
Empresa Coprodutora:
Empresa Distribuidora:

Músicos:
Mauro Rodrigues – flautas
Rafael Martini – piano
Leonora Weissmann – voz

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