Paschoal Segreto (1868-1920)

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Biografia

Paschoal Segreto

Paschoal Segreto, nascido no dia 22 de março de 1868, em Salerno (Itália), foi um empresário pioneiro do cinema no Brasil. Como empreendedor, começou como vendedor de jornais.

Na juventude, foi preso várias vezes, envolvido em brigas e desordens. Registrou várias invenções ligadas ao mundo do entretenimento, que explorou como ninguém entre o final do século XIX e início do século XX. Abriu em 1897, a primeira sala de cinema do Brasil, o Salão Novidades de Paris, localizado na rua do Ouvidor, no centro do Rio.

Paschoal Segreto investiu em teatro de revista, casas de espetáculos e jogos em várias cidades brasileiras. Ficou conhecido como o Ministro das diversões do Rio de Janeiro.

Paschoal nasceu, em 22 de março de 1868, na cidade de San Martin di Cileno, na província italiana de Salerno, filho de Domenico e Concetta Segreto. Aos 15 anos, em 1883, decidiu imigrar para o Brasil, junto ao seu irmão Gaetano Segreto (dois anos mais velho), embarcando na 3ª classe do navio a vapor “Savoie” para o Rio de Janeiro. Lá, trabalharam vendendo bilhetes de loteria e jornais. Logo, por terem grande facilidade para os negócios, passaram a explorar as primeiras formas de divertimento na cidade, como jogos, apostas e loterias (consideradas contravenção), levando eles a algumas passagens pela Casa de Detenção. Quando estavam bem estabelecidos, trouxeram em 1896, o outro irmão Afonso Segreto para ajudar nos negócios.

Paschoal observou, no Rio de Janeiro, o surgimento de cabarés, cafés-concerto e salões, onde se ofereciam vários tipos de espetáculos de variedades e com diversos artistas. Junto, haviam sempre algumas novidades mecânicas, como o Fonógrafo e o Cinematógrafo. Com imensa vontade e criatividade em trabalhar no ramo das diversões, Paschoal fundou a primeira empresa de porte e de nome nacional do setor, a Empresa Paschoal Segreto.

Primeira sala a manter uma programação contínua de exibição cinematográfica no país. Observando o sucesso das exibições irregulares do Cinematógrafo na cidade, em 31 de julho de 1897, Paschoal Segreto e José Roberto Cunha Salles realizaram a inauguração solene da primeira sala a manter uma programação contínua de exibição cinematográfica, o Salão de Novidades Paris no Rio (rua do Ouvidor, nº 141), com a impressionante presença de 1.572 pessoas. Ao lado de bonecos automáticos, caça-níqueis, bibelôs excêntricos, números de variedades e aparelhos de entretenimento científico, o Salão Paris no Rio exibia também o Cinematógrapho Lumière.

Paris no Rio – Salão de Novidades – De Salles e Segreto – 141 Rua do Ouvidor – No dia primeiro foi inaugurado ao público esse luxuoso salão com a exibição de maravilhosos quadros de fotografias animadas, reproduzidas pela importante máquina Vitoscópio – Super – Lumière, a primeira até hoje vinda à América do Sul. Sessão todos os dias e todas as noites. Entrada 1$000. – Cidade do Rio, 04 de agosto de 1897.

Com a repercussão da inauguração do “Salão”, que rendeu várias notas nos jornais e levou a formação de enormes filas nos dias de exibição, o então Presidente da República, Prudente de Moraes fez questão de comparecer com a família para conhecer a nova atração do italiano, em 17 de junho de 1898.

O sucesso do “Salão” se firma de tal modo que, para atender à crescente demanda de novos filmes, partiram emissários para os Estados Unidos e Europa a fim de adquirir novas ‘vistas’. Afonso Segreto, afirmou-se na função, além disso, aprendeu a usar novos equipamentos cinematográficos. A 19 de junho de 1898, Afonso regressou de uma de suas viagens co­merciais e trouxe consigo uma câmara de filmar. Ainda a bordo do paquete francês Brèsil, ele produziu algumas vistas da baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, sendo esta, uma das primeiras filmagens produzidas no Brasil.

Em 09 de setembro de 1897, foi desfeita a sociedade Segreto & Salles. Paschoal continuou com o “Salão”, tendo como novo sócio o irmão Gaetano Segreto. Um incêndio destruiu por completo o “Salão”, em agosto de 1898, assim como o resto, os dois outros andares onde os Segreto guardavam equipamentos e moravam. No entanto, o prédio estava no seguro e Paschoal logo reabriu o “Salão” no mesmo local, em 05 de janeiro de 1899.

No dia 23 de dezembro do mesmo ano, inaugurou o Parque Fluminense, com um cinematógrafo ao ar livre e uma pista de patinação no gelo. Depois, abriu o Coliseu Boliche, o Maison Moderne, o Moulin Rouge (que reformou em 1904) e o High Life Club (na rua Santo Amaro, no bairro da Glória). Arrendou teatros, como o São José, o São Pedro e o Carlos Gomes. Em todas as casas da empresa, o cinema era a atração central, mas não exclusiva. Em outras cidades, como Niterói, São Paulo e Santos, também controlou várias casas de espetáculos e jogos.

Paschoal, também, foi o primeiro exibidor de fitas nacionais. Em relação às outras exibições cinematográficas que ocorriam irregularmente no Rio de Janeiro, por outros empresários, Paschoal passou a ter um diferencial em suas casas de espetáculos e variedades, onde o cinema era a principal atração, os “filmes locais” produzidos por seu irmão Afonso, ajudando a se consolidar como o primeiro grande empresário de entretenimento e responsável pela introdução do cinema no país, sendo cognominado pela imprensa como o Ministro das Diversões.

Em 1900, os irmãos Paschoal e Afonso, montaram um estúdio para a produção de filmagens de acontecimentos bem recentes e um laboratório próprio. Qualquer acontecimento (paradas militares, incêndios, manifestações, etc.) era projetado, dias depois, no “Salão Paris no Rio”. Até 1907, a Empresa se manteve como única exibidora e produtora de cinema no país.

A partir de 1908, com o surgimento e o aumento da concorrência, Paschoal passou a importar e produzir “filmes alegres”. Inaugurou o Pavilhão Internacional, na Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, trazendo para junto do Cinematógrafo, a apresentação de artistas internacionais.

Com o surgimento da gigante Companhia Cinematográfica Brasileira, de Francisco Serrador, que foi se apossando do mercado cinematográfico paulista e depois do carioca, Paschoal se manteve no setor apenas como um pequeno exibidor, enquanto continuou empresariando entretenimentos variados.

Enriqueceu, trazendo para o teatro seus conceitos de entretenimento a preços populares. Sua contribuição para a formação de um teatro musical e cômico nacional, o Teatro de Revista, foi muito importante, tanto que Procópio Ferreira lhe chamou de o Papa do teatro brasileiro.

Em 1919, trouxe para o centenário da cidade de Niterói, uma novidade do exterior: o Carrossel. Morou com sua esposa Carmela no bairro carioca de Santa Teresa, com quem não teve filhos. Faleceu em 27 de fevereiro de 1920, devido agravamento de gangrena, decorrente da diabetes. Encontra-se sepultado no Cemitério São João Batista.

Bibliografia

Livros:

ARAÚJO, Vicente de Paula. Salões, Circos e Cinemas de São Paulo. São Paulo: Perspectiva, 1981.

RAMOS, Fernão Pessoa; MIRANDA, Luiz Felipe A. de (Org.). Enciclopédia do cinema brasileiro. São Paulo: Senac-SP, 2004.

SIMÕES, Inimá. Salas de Cinema em São Paulo. São Paulo: PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura, 1990.

SOUZA, José Inácio de Melo. Imagens do passado: São Paulo e Rio de Janeiro nos primórdios do cinema. São Paulo: Editora Senac, 2003.

Periódicos:

Revista “Nossa História – Ano 2 – nº 13 – Novembro/2004” – Artigo “O ministro das Diversões”, de William Martins.

Internet:

CINEMATECA BRASILEIRA. Disponível no endereço: http://www.cinemateca.gov.br/

RECINE 2011. Disponível no endereço: http://www.recine.com.br/2011/homenagens.php. Acesso em: 11 de novembro de 2011.

SALAS DE CINEMA DE SÃO PAULO. Disponível no endereço: http://salasdecinemadesp.blogspot.com.br/2011/08/imigrantes-italianos-pioneiros-na.html/. Acesso em: 22 de março de 2015.

WIKIPEDIA. Disponível no endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pascoal_Segreto. Acesso em: 11 de novembro de 2011.

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