Reginaldo Faria

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Biografia

Reginaldo Figueira de Faria, em arte mais conhecido como Reginaldo Faria, é um ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro, nascido na cidade de Nova Friburgo, no dia 11 de junho de 1937.

Ele participou da produção de 40 filmes e atuou em dez produções de outros autores. A sua primeira participação no cinema foi com o filme Rico Ri à Toa, de 1957, como assistente do câmera e produtor. No ano seguinte produziu e atuou em No Mundo da lua. O ator tem no currículo mais 12 novelas, entre elas Dancing Days. Também participou de quatro mini-séries: A Máfia no Brasil, Boca do Lixo, Contos de Verão e Vestido de Noiva.

Participou de vários filmes brasileiros, em especial nos dirigidos por seu irmão Roberto Farias, obtendo grande sucesso em O Assalto ao Trem Pagador (1962) e Pra frente, Brasil (1982). Dirigiu o premiado Barra Pesada (1977), policial com Stepan Nercessian.

Começou a protagonizar telenovelas na Rede Globo depois do êxito obtido com a interpretação do bandido carioca Lúcio Flávio Vilar Lírio, no filme de Hector Babenco de 1977, Lucio Flávio, O Passageiro da Agonia.

Criou polêmica ao protagonizar o filme A Menina do Lado onde é um escritor que tem um envolvimento com uma adolescente, interpretada por Flávia Monteiro.

Na família Faria, irmão de peixe, peixinho é. Reginaldo Figueira de Faria nasceu em 11 de junho de 1937 em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Filho de açougueiro, desde pequeno ajudava o pai no trabalho e estudava violão clássico, enquanto sonhava ser ator – influenciado por astros da época, como Anselmo Duarte, Cyll Farney e Ilka Soares, que eram levados à cidade pelo diretor de chanchadas Watson Macedo.

O irmão Roberto Farias (que tem um “s” no sobrenome devido a um erro do cartório) acabou indo trabalhar na Atlântida como cineasta, e quando teve a oportunidade de dirigir o seu primeiro filme, Rico Ri à Toa (1957), convidou Reginaldo para ser assistente de câmera. No segundo filme, No Mundo da Lua (1958), ele já aparecia nos créditos como ator.

Depois disso, Reginaldo Faria atuou em mais sete filmes do irmão, de clássicos como O Assalto ao Trem Pagador (1962) a sucessos como Roberto Carlos em ritmo de aventura (1968). Também trabalhou para diretores como Sylvio Back (em Lance Maior, de 1968), Hector Babenco (Lucio Flávio, O Passageiro da Agonia, 1977) e Sandra Werneck e Walter Carvalho (Cazuza – O Tempo Não Pára, 2004). O próprio ator também dirigiu nove longas-metragens, entre eles Os Paqueras (1969), Barra Pesada (1977), Aguenta, Coração (1984) e O Carteiro, lançado no Festival de Gramado de 2011.

Sua estreia na televisão foi em 1965, na Globo, em Ilusões Perdidas, primeira novela da emissora, escrita por Enia Petri. Em seguida, ainda em 1965, fez também Paixão de Outono, de Glória Magadan, e Um Rosto de Mulher, de Daniel Más. Só voltaria à emissora em 1978, interpretando o Hélio de Dancin’ Days, de Gilberto Braga. Também participou de Pai Herói (1979), de Janete Clair. Um dos seus primeiros personagens de grande sucesso na TV foi o Nélson Fragonard, em Água Viva (1980), também de Gilberto Braga. Playboy arruinado, ele disputava o amor de Lígia (Betty Faria) com seu irmão milionário, o cirurgião plástico Miguel Fragonard (Raul Cortez).

Daí em diante, não parou mais. Fez Baila Comigo (1981), de Manoel Carlos; Elas por Elas (1982), de Cassiano Gabus Mendes; Louco Amor (1983), de Gilberto Braga; Transas e Caretas (1984), de Lauro César Muniz, e a primeira versão de Ti-Ti-Ti (1985). Nesta última, também de Gabus Mendes, interpretou o estilista André Spina/Jacques Léclair, formando com Luis Gustavo (seu rival Ariclenes Martins/Víctor Valentin) uma dupla memorável.

Nessa época, fez também a minissérie A Máfia no Brasil, de Leopoldo Serran (1984), na qual foi dirigido pelo irmão Roberto e o sobrinho Maurício Farias. Depois de uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, onde foi o protagonista de Corpo Santo (1987), de José Louzeiro, Cláudio MacDowell e Wilson Aguiar Filho, voltou à Globo em grande estilo, interpretando o Marco Aurélio de Vale Tudo (1988), sucesso de Gilberto Braga.

Também foi o Ascânio de Tieta (1989), o industrial Henrique Ribeiro da minissérie Boca do Lixo (1990), de Silvio de Abreu, e o Jonas de Vamp (1991), de Antonio Calmon, além de ter feito as minisséries As Noivas de Copacabana (1992), de Miguel Falabella, Contos de Verão (1993), de Domingos Oliveira, e Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados (1995), de Leopoldo Serran. Em 2002, brilhou em O Clone, de Gloria Perez, interpretando Leônidas Ferraz, ou Leãozinho, como era chamado pela sua amada Ivete (Vera Fischer).

Na novela Força de um Desejo (1999), trama de época assinada por Gilberto Braga e Alcides Nogueira e um sucesso do horário das 18h, Reginaldo Faria interpretava o Barão Henrique Sobral, contracenando com Sônia Braga, Malu Mader, entre outros. Nos anos 2000, também integrou o elenco de grandes sucessos no horário das 20h, como O Clone e América, de Gloria Perez, Celebridade e Paraíso Tropical, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

De 1990 a 2003, participou de seis peças teatrais.

Em 2009, participou da segunda versão de Paraíso, exibida originalmente em 1982. Coube ao ator o papel de Eleutério, mais conhecido como Seu Lotério, um homem bem-sucedido e exímio contador de causos, dono de um amuleto com um diabo preso numa garrafa. Nas cenas de flashback exibidas ao longo da novela, o jovem Eleutério foi interpretado por Marcelo Faria, filho do ator e da psicanalista Katia Achcar.
Em 2011, atuou na novela Cordel do Fogo Encantado, de Thelma Guedes e Duca Rachid, no papel de Januário Cabral. Voltou a trabalhar com a dupla de autoras em Joia Rara (2013), quando encarnou Venceslau Lopez. Em 2012, viveu o Augusto, pai amoroso de Rodrigo (Gabriel Braga Nunes), em Amor Eterno Amor, de Elizabeth Jhin.

Em 2014, Reginaldo Faria fez uma rápida participação na novela Império, escrita por Aguinaldo Silva e dirigida por Rogério Gomes. Ele interpretou Sebastião, responsável pelo enriquecimento do jovem José Alfredo (Chay Suede) no ramo dos diamantes.

Reginaldo Faria é pai dos também atores Marcelo Faria e Carlos André Faria e do diretor Régis Faria, e irmão de Roberto Farias, Riva Farias e Rogério Farias.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

2010 :: O Carteiro
2004 :: Cazuza – O Tempo Não Pára
2001 :: Memórias Póstumas de Bráz Cubas
2001 :: Um Crime Nobre
1987 :: Lili – A Estrela do Crime
1987 :: A Menina do Lado
1984 :: Aguenta, Coração
1982 :: Pra frente, Brasil
1980 :: Parceiros da Aventura
1977 :: Barra Pesada
1977 :: Lucio Flávio, O Passageiro da Agonia
1976 :: O Flagrante de Adultério
1975 :: Quem Tem Medo de Lobisomem?
1972 :: Os Machões
1971 :: Pra quem fica… Tchau!
1971 :: Roberto Carlos a 300 Km por hora
1969 :: Os Paqueras
1968 :: Lance Maior
1968 :: Roberto Carlos em ritmo de aventura
1967 :: O ABC do Amor
1966 :: Toda Donzela tem um pai que é uma fera
1965 :: O Beijo
1964 :: Un Sueño y nada más (Morte Para Um Covarde)
1964 :: Selva Trágica
1962 :: O Assalto ao Trem Pagador
1962 :: Porto das Caixas
1960 :: Cidade Ameaçada
1958 :: Aguenta o Rojão
1958 :: No Mundo da Lua
1957 :: Rico Ri à Toa
1952 :: Um Marido Solteiro

:: Filmografia como Diretor ::

2010 :: O Carteiro
1984 :: Aguenta, Coração
1977 :: Barra Pesada
1976 :: O Flagrante de Adultério
1975 :: Quem Tem Medo de Lobisomem?
1972 :: Os Machões
1971 :: Pra quem fica… Tchau!

:: Filmografia como Roteirista ::

2010 :: O Carteiro
1971 :: Pra quem fica… Tchau!

:: Filmografia como Produtor ::

1971 :: Pra quem fica… Tchau!
1969 :: A penúltima Donzela

Prêmios

:: Troféu Oscarito, no 37º Festival de Cinema de Gramado, pelo conjunto de sua obra.

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