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Os primeiros registros que dariam início ao conhecemos por cinema, nasceu em 1832, numa produção conhecida por Phénakistiscope do belga Plateu, que consistia, em reproduzir desenhos em fases sucessivas, no que daria uma idéia de movimento, na utilização do fenômeno da persistência da imagem na retina. Mas tarde, em 34, o inglês Horner usou a mesma técnica, para apresentar Zootrope. Nos idos de 1892, o francês Émile Reynaud, projetou os primeiros desenhos animados, usando projeções na película de celulóide, conhecido por Praxinoscópio. Em 1890, o americano Edison, apresentou na Feira Internacional de Chicago, uma caixa com uma abertura por onde o espectador via imagens ampliadas por uma luta. Batizada de Kinescópio, o inventou produziu vários curtas-metragens. Já nos anos de 1895, os irmãos franceses Clóvis e Augusto Lumiére, respectivamente um físico e um químico, uniram as informações constatadas por Isaac Newton sobre a persistência da rotina (que necessita de um tempo mínimo para a fixação de uma nova linguagem), juntamente com estudos e pesquisas de tecnologias com o que tinha de mais avançado no uso das películas, num aparelho, que registrava e depois projetava imagens conhecido por Cinematógrafo. Foi no subsolo do Grand Caffé, em Paris, que os irmãos apresentaram o invento, numa sessão pública de cinema. E válido salientar, que tanto o Cinematógrafo quanto o Kinescópio usavam a mesma largura de filme (35 mm), mas o formato era bem diferente. O projeto de Edson possuía perfurações incompatíveis e foi adotado por padrão. Mas foram os irmãos Lumière o pai do cinema, com uma importância incontestável, inclusive no Brasil.

Sete meses se passaram da primeira projeção de cinema em Paris, para que o cinematógrafo dos irmãos Lumière atravessasse o Atlântico e desembarcasse na capital brasileira, Rio de Janeiro. Em 8 de julho de 1896 foi exibida a primeira sessão pública cinematográfica utilizando um aparelho chamado Omniographo (projetor de imagens animadas através de uma série de fotografias). Com o sucesso do evento, o empresário do entretenimento Pascoal Segreto inaugura a primeira sala fixa de exibições em 1897. Em junho de 1898, Afonso Segreto (irmão de Pascoal) em sua chegada da Europa, registra com uma câmera Lumièr algumas imagens da Baía de Guanabara. Nasce assim o cinema brasileiro. A partir daí os irmãos Segreto passam a filmar imagens dos acontecimentos cívicos, e os personagens no poder, como por exemplo, o então presidente Prudente de Morais. Cerimônias, festas públicas, acontecimentos importantes e aspectos da cidade são filmados pelos irmãos num momento crucial de transformações, tornando-os praticamente os únicos produtores de cinema do país até 1903. Quase dois anos depois, em 13 de fevereiro de 1898, José Roberto de Cunha Sales (Médico e ex. sócio de Pascoal Segreto) realiza uma das primeiras exibições do cinematógrafo em São Paulo. A primeira filmagem em terras paulistas, entretanto, foi feita por Afonso Segreto em 20 de setembro de 1899 em uma celebração da colônia de imigrantes italianos. Depois destas filmagens, têm-se notícias de novas tomadas em São Paulo somente em 14 de janeiro de 1904, com vistas de fazendas de café, terreiros, gado e outros aspectos do interior do Estado. O cinema se espalha por outras partes do Brasil, além do eixo Rio-São Paulo. A futura “sétima arte” começa a dar seus primeiros passos em Aracaju em 1899, no Belém do Pará em 1909, com o espanhol Ramón de Baños dedicando-se à produção de documentários; em Manaus por volta de 1912, Porto Alegre com o alemão Eduardo Hirtz, pioneiro do cinema gaúcho que produziu uma série de documentários entre 1907 e 1915. No estado do Paraná, ainda no final de 1907, Ammibal Rocha Requião realiza seu primeiro filme, registrando imagens de um desfile militar. A Bahia, entre os anos de 1909 e 1912, também contribuiu para o nascimento do cinema brasileiro.

Além dos Segretos, outros nomes merecem destaque na história do cinema brasileiro. São eles: os irmãos Labanca, Francisco Serrador; além dos primeiros operadores profissionais Júlio Ferrez, os irmãos Botelho e Paulo Benedetti.

Os Labanca abrem uma sala fixa, o cinema Palace, para qual fazem filmagens em sociedade com o fotógrafo português Antônio Leal.

Francisco Serrador começou como exibidor ambulante em 1904, em Curitiba, e criou um circuito de salas que existem até hoje. Serrador começou a rodar “os cantantes”, filmes contados através da tela – pelos atores da película. Como por exemplo, Paz e amor (1910), o mais importante desse gênero que prenunciava os carnavalescos da década de 20. Os operadores profissionais Júlio Ferraz, os irmãos Botelho e Paulo Benedetti realizaram reportagens importantes como: A revolta dos marinheiros (1910), Dois anos antes (1908) o cinema brasileiro começa a produzir ficções: Nerô a comédia Anastácio chegou de viagem e os estranguladores, que foi o primeiro sucesso cinematográfico do Brasil, com mais de 800 exibições no Rio de Janeiro. “Os Estranguladores” foi baseado num crime que abalou a sociedade carioca e inaugurou a chamada “reportagem policial” – que tomaria forma em 1962 com “Porto das Caixas” de Paulo Cesar Saraceni, e “O assalto ao trem pagador”, de Roberto Farias.

Outro grande sucesso de exibições é o filme “cantante” Paz e amor (1910), feito por William Awer, que alcançou quase 1000 apresentações, retratando a vida política da república com ares de ridicularização e paródia.

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O cinema brasileiro já caminha com passos mais seguros em 1910. Novos cinemas foram inaugurados no Rio de Janeiro: O Ideal na Rua da Carioca, O Soberano no largo do carioca, o São Cristóvão e o Odeon. Nos primeiros filmes de ficção, os atores vêm do teatro, como por exemplo: João Barbosa, Adelaide Coutinho, Leopoldo Fróis, Abigail Maia, Antônio Serra, entre outros. Os estúdios cariocas já produzem em poucos anos mais de 100 filmes, e o produto brasileiro tem a preferência do público em detrimento dos similares estrangeiros.

Mas em 1911 chega ao Brasil uma embaixada de capitalistas americanos interessados no mercado promissor brasileiro tanto para produção quanto para a exibição de filmes dos EUA.

Em 29 de janeiro do mesmo ano é fundada a Companhia Cinematográfica Brasileira, com a gerência de Francisco Serrador, industriais e banqueiros ligados ao capital estrangeiro, o que resulta na compra de salas de cinema em todo o país, maior organização do mercado exibindo principalmente no que se refere às películas estrangeiras. A Cia. Decide praticamente só exibir filmes estrangeiros. O resultado é desastroso: a produção brasileira de filmes sofre uma grande queda. Atores, Atrizes, cinegrafistas, técnicos e fotógrafos perdem seus empregos. O cinema americano pouco a pouco assume a hegemonia, unindo a seus títulos, anúncios na imprensa, matérias pagas e publicações específicas, sistema extremamente eficiente na disputa do mercado de entretenimento urbano. A burguesia do Rio de Janeiro, compreendendo-se como classe transformadora dentro dos padrões sociais da época, se aproxima atenta e divertida dos enredos e personagens norte-americanos que passam a ter papel civilizatório e ideológico considerável. As grandes produtoras estrangeiras montaram suas distribuidoras no país. Em 1924, mais de 80% dos filmes exibidos vinham dos EUA e a produção nacional não atingia os 2%. Acaba aqui a chamada “bela época”, fechando um ciclo completo com os inícios, dúvidas, fortalecimento, ápice e queda, e por um bom tempo, o cinema brasileiro vai ficar escondido na sombra da produção cinematográfica dos EUA.

Em 1941, surgiu a Atlântida, famosa produtora das chanchadas que marcaram época, revelando cineastas como Carlos Manga. No fim da década de 40, foi à vez do estúdio Vera Cruz, que começou a produzir filmes no estilo de Hollywood. Em 1952, o filme “O Cangaceiro”, rodado por Lima Barreto, conseguiu entrar no circuito internacional e foi premiado no Festival de Cannes em 1953.

Com o renascimento do Cinema Nacional e a retomada de produções de qualidade, foi instituído o dia 19 de junho como: “O Dia Nacional do Cinema”.

Nosso website pretende promover e difundir permanentemente esta incrível e pouco conhecida História do Cinema Brasileiro.

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Site do História do Cinema Brasileiro.