Teixeirinha (1927-1985)

Biografia

FOTO TeixeirinhaVictor Mateus Teixeira, em arte conhecido como Teixeirinha, foi um artista brasileiro que ao longo de sua carreira trabalhou como cantor, ator, roteirista e produtor de cinema. Nasceu na cidade de Rolante (RS), no dia 03 de março no ano de 1927; e faleceu no dia 04 de dezembro do ano de 1985.

Teixeirinha teve uma infância difícil, especialmente por ter perdido aos sete anos o pai, um carreteiro, e aos nove anos a mãe, em um incêndio.

Em 1959, como antor de músicas folclóricas gaúchas, Teixeirinha estoura nas paradas de sucesso com a música Coração de Luto, que descreve sua triste infância e principalmente a morte trágica de sua mãe. O lançamento da canção Coração de Luto tornou-se sucesso nacional, pois vendeu milhões de cópias e se tornou um dos singles mais vendidos da história da música mundial. Coração de Luto chegou a ser regravada por diversos intérpretes, entre eles, a dupla sertaneja Milionário & José Rico, com uma roupagem sertaneja.

Como cantor, foi um típico músico da linha mais popular da música gaúcha, tendo-se tornado, em seu tempo, um ícone do estilo. Uma de suas canções mais famosas é Querência Amada, que em sua introdução possui uma dedicatória ao pai e acabou se tornando um hino informal ao Rio Grande do Sul.

No ano de 1961, conheceu em Bagé (RS) a sanfoneira, cantora e a grande paixão da sua vida, Mary Terezinha, que se tornou sua efetiva companheira. Embora seja casado, não assumindo o romance publicamente. Tem nove filhos, com três mulheres, sendo dois com Mary, que, em 1983, separou-se dele definitivamente para investir na sua carreira solo. Em 1989, Mary casou-se com Ivan Trilha, ator de Motorista Sem Limites (1970). Atribui-se a separação de Mary à decadência física de Teixeirinha.

A partir de seus primeiros sucessos comerciais, com Coração de Luto e Gaúcho de Passo Fundo, um LP de 78 rpm que estoura em todo o Brasil. A boa performance nos discos é responsável pela sua estreia no cinema como ator, no filme Coração de Luto (1967), mesmo nome do seu primeiro disco. O filme era sua autobiografia. As filas atravessam quarteirões e sua vitoriosa carreira cinematográfica teve início, seguindo-se Motorista Sem Limites (1970), A Quadrilha do Perna Dura (1975), Na Trilha da Justiça (1977), Tropeiro Velho (1978), A Filha de Iemanjá (1981), todos produzidos pela Teixeirinha Produções Artísticas, sua própria companhia.

Teixeirinha e Mazzaropi foram os maiores fenômenos populares do cinema sul-americano regional. No caso do cantor gaúcho, seus filmes chegaram a superar 1,5 milhões de espectadores, obtidos apenas nos três estados do sul do país. Eram co-produzidos por distribuidores e exibidores locais, que lhes asseguravam a permanência em cartaz. Sua última produção, A Filha de Iemanjá (1981) foi distribuída pela Embrafilme com fracos resultados de bilheteria e renda. Uma análise mais detalhada dos resultados de exibição pode conduzir a uma melhor compreensão da relação regional da distribuição e da exibição dos filmes nacionais com as mudanças de hábitos de consumo do público àquela época.

Em 26 anos de carreira, Teixerinha gravou mais de 100 discos, com 18 milhões de cópias vendidas em todo o Brasil, na maioria das vezes canções simplórias e com linguajar despojado, mas de enorme identificação com os públicos C e D. Obteve recordes de venda de discos, sendo que até 1983, lançou 70 LPs e vendeu aproximadamente 88 milhões de cópias de seus discos. Estima-se que, até os dias atuais, seus discos tenham ultrapassado a marca de 120 milhões de cópias em todo o mundo.

Teixeirinha teve sete filhas e dois filhos: Sirley; Liria Luisa; Victor Matheus Teixeira Filho; Margareth; Elizabeth; Fátima; Márcia Bernadeth; Alexandre Teixeira e Liane Ledurina.

Após sucessivos enfartes, Teixeirinha, um dos maiores músicos brasileiros, faleceu no dia 04 de dezembro de 1985, aos 58 anos de idade, vítima de câncer. Foi enterrado no Cemitério da Santa Casa em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Teixeirinha levou para o Brasil as coisas de sua terra que ele tanto amava e de onde nunca saiu. Por isso é respeitado e cultuado até hoje.

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Teixeirinha. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/teixeirinha/

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