Tonico Pereira

Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More
Print Friendly, PDF & Email

Biografia

Antônio Carlos de Souza Pereira, em arte Tonico Pereira, nasceu em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, no ano de 1948. Ator. Intérprete de personagens cômicos como Harpagão, em Molière, e o Bobo Feste, em Shakespeare, Tonico Pereira transita da comicidade popular à tragicidade patética presente em Amado Ribeiro de Nelson Rodrigues.

Suas primeiras experiências como ator são no Grupo Laboratório de Teatro, da Universidade Federal Fluminense, UFF, em 1968. Nos primeiros anos de profissão, atua em: O Futuro Está nos Ovos, de Eugène Ionesco, 1969 – pelo qual recebe o Prêmio Governador do Estado como ator coadjuvante; Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, 1970; Huis Clos, de Jean-Paul Sartre, 1971; Rua do Lixo 24, de Vital Santos, 1972. Sob a direção de Luiz Mendonça, interpreta duas peças de Altimar Pimentel: Lampião no Inferno (1973); e Canção de Fogo (1974). Em 1975, novamente com direção de Luiz Mendonça, atua em Viva o Cordão Encarnado, de Luiz Marinho. Nessa fase, torna-se conhecido pelo talento para a criação de personagens típicos da comédia popular. Em 1979, sua interpretação de Pablo Mariz em Papa Highirte, de Oduvaldo Vianna Filho, merece diversos elogios da crítica, que o vê pela primeira vez em um trabalho técnico de interiorização e de contenção emotiva. Flávio Marinho escreve: (…) Tonico Pereira joga com tal carga dramática que se torna quase impossível ficar alheio ao sofrimento do seu Mariz. Macksen Luiz identifica brilho e inteligência na construção da personagem e considera que o ator é a grande revelação do espetáculo.

Na década de 80, Tonico Pereira atua, entre outros, em: O Último dos Nukupyrus, de Ziraldo, direção de Luiz Mendonça, em 1980, – que lhe vale o inusitado prêmio do Oscar Gay; Afinal uma Mulher de Negócios, de Fassbinder, direção de Sergio Britto, 1981; A Noite dos Assassinos, de José Triana, direção de Roberto Vignati, 1982; Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, direção de Cláudio Torres Gonzaga, 1988. Sobre sua atuação na peça de Triana, o crítico Flávio Marinho considera que, apesar de deslocado no universo do autor, ele coloca seus nervos à flor da pele e, quase em carne viva, defende os longos ‘bifes’ de sua personagem.

Nos anos 90, o ator entra em cena, entre outros, com O Cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), 1993; Noite de Reis, de William Shakespeare, direção de Amir Haddad, 1997; Nostradamus, de Doc Comparato, sendo dirigido por Renato Borghi, 1999, e protagoniza O Avarento, de Molière, 2000. Na peça de William Shakespeare, Tonico se destaca pela comunicabilidade da criação do ardiloso Bobo Feste, em que, segundo o crítico do Jornal do Brasil, o ator se transfigura. O desempenho lhe vale o Prêmio Cultura Inglesa. Sobre sua atuação na peça de Molière, Macksen Luiz escreve: “Tonico Pereira é um Harpagão astucioso, sem a carga patética que muitas vezes se atribui ao personagem, mas que encarna as suas fraquezas com a exuberância de um cômico popular. Mesmo sacrificando um certo desenho mais real de Harpagão, Tonico Pereira é presença catalisadora do humor no palco”.

O mesmo crítico considera que em Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, 2001, o ator desenha, com sentido trágico e patético, a pusilanimidade do repórter. O desempenho lhe confere o Prêmio Qualidade Brasil como melhor ator de drama. Atua em seguida em Por Mares Nunca Dantes, de Geraldo Carneiro, na encenação de Moacir Chaves, 2002.

Seu trabalho é mais assíduo no cinema, tendo atuado em aproximadamente cinqüenta filmes. Pela atuação em O Cego que Gritava Luz, recebe, em 1996, o prêmio do Festival de Cinema de Brasília e do Sesc. Está, entre outros, em Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos SantosA Lira do Delírio, de Walter Lima JuniorO Primeiro Dia, de Walter Salles Jr.; Guerra de Canudos, de Sergio Rezende; O Rei do Rio, de Fábio Barreto; e Romance da Empregada, de Bruno Barreto.

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

BUENO-RIBEIRO, Eliana. Tonico Pereira: um ator improvável, uma Autobiografia não autorizada. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.

PEREIRA, Tonico. Primeiro (e talvez o último) almanaque à mão das Toniquices do Pereira. Rio de Janeiro: Multiufoco, 2012.

Artigos de Jornais:

LUIZ, Macksen. Do realismo intenso ao melodrama. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 06 ago. 2001.

LUIZ, Macksen. Vibração permanente. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 10 jun. 2000.

LUIZ, Macksen. Em ‘Papa Highirte’ o testemunho de uma prática cultural. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 18 jul. 1979.

MARINHO, Flávio. Papa Highirte: América Latina em cena. O Globo, Rio de Janeiro, 01 ago. 1979.

MARINHO, Flávio. A noite dos atores. O Globo, Rio de Janeiro, 18 ago. 1982.

Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Sobre História do Cinema Brasileiro

Site do História do Cinema Brasileiro.