Vai Trabalhar, Vagabundo (1973)

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Sinopse

Dino, típico malandro carioca, sai da prisão e dedica seus primeiros momentos a admirar sua bem-amada cidade do Rio de Janeiro. As ruas fervilham de gente alegre e desinibida. Sem nada mais estimulante a fazer, Dino dirige-se para o Jockey Club Brasileiro onde reencontra um velho amigo, Tainha, que lhe entrega mil cruzeiros para serem jogados numa ‘barbada’, no páreo seguinte. Ao se dirigir às apostas com o dinheiro na mão, Dino esbarra com Shirley, doméstica da Zona Sul e mulata do tipo ‘exportável’, que mexe com todos os seus estímulos, fazendo-o negligenciar a aposta. Programa traçado, os dois vão parar numa gafieira. E a noitada gloriosa tem seu epílogo no apartamento onde Shirley trabalha, em boa hora desocupado de patrões impertinentes.

Hugo Carvana de Hollanda já havia estabelecido sua reputação como ator quando decidiu se exercitar pelo “outro lado”, o da direção, estreando com um exercício etnográfico sobre o jeitinho brasileiro de driblar as dificuldades… e a caretice. Virou cineasta em 1973 com uma comédia sobre a única forma de heroísmo pícaro possível no Brasil da ditadura militar: a malandragem. Como nem Pedro Malasartes, nem João Grilo, dois dos mais afamados símbolos da resistência pícara de DNA ibérico, teriam fôlego para resistir à mordaça dos anos de chumbo, Carvana resolve fazer de Secundino, o personagem central de seu Vai trabalhar vagabundo, um malandro escolado dos tempos da farda e dos (falsos) milagres econômicos, evocando toda a tradição física dos ícones de seu passado (Oscarito, Zé Trindade e Mesquitinha) para criar uma interpretação toda calcada na ginga corporal, num gestual engraçado. Dino (interpretado pelo próprio Hugo Carvana), picareta de carteirinha, ao sair da prisão, quer reunir os velhos amigos, salvar a sinuca da qual era fã e ter os dois comparsas de taco a seu lado: Babalu (Nelson Xavier) e Russo (Paulo César Pereio). Mas a vida tem sido madrasta para ambos. Porém, a lábia de Dino pode reverter a situação. E, graças a ela, Carvana ganhou prêmios (entre eles o Kikito de melhor filme em Gramado), conquistou vaga em Cannes (na Semana da Crítica) e se fundou como um diretor autoralíssimo cuja forma de expressão é a crônica. Uma crônica safada, crítica, bem-humorada e, acima de tudo, poética.

Elenco

Hugo Carvana …. Secundino Meireles
Lara, Odete (Granfina)
Pereio, Paulo Cesar (Ex-malandro internado para curar-se do alcoolismo)
Godoy, Valentina (Amiguinha de Secundino, moradora da Prado Júnior)
Xavier, Nelson (Ex-malandro, vendedor de balas e confeitos na zona norte)
Lacreta, Rose (Dona Vitória)
Dantas, Nelson (Gerente de um velho salão de sinuca)
Grey, Wilson
Augusto, Otávio
Landim, Renato
Dias, Sônia
Guerreiro, Joseph
Maia, Roberto
Mota, Zezé
Luis, Lutero
Magna, Licia
Cândido, Jorge
Souza, Ivan de
Reski, Fernando
Souza, Ginaldo de
Rios, Zenaider
Negro, Quim
Figueiredo, Roseli
Coelho, Ligia Morais

Participação especial:
Fregolente
Tavares, Neila
Arena, Rodolfo

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Vai Trabalhar, Vagabundo (1973) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Hugo Carvana
Argumento: Hugo Carvana e Armando Costa
Roteiro: Hugo Carvana e Armando Costa
Diálogos: Hugo Carvana e Armando Costa
Direção de produção: Nunes, Abigail Pereira; Escalero, José Carlos; Tierry, Milton; O. Neto, Luís Antônio; Medeiros, Reinaldo
Equipe de produção: Espro
Assistência de direção: Loureiro, Gilberto Viana
Continuidade: Ohana, Nazareth
Direção de fotografia: Medeiros, José
Assistência de câmera: Nunes, Ronaldo
Fotografia de cena: Aquino, Ângelo; Ventura, José Antonio
Eletricista: Medeiros, Rui; Pintinho
Maquinista: Araújo, Roque
Técnico de som: Tavares, José
Som guia: Barbosa Filho, Osvaldo de Assis
Montagem: Ohana, Nazareth
Assistente de montagem: Soares, Raul
Figurinos: Monteiro, Regis
Guarda-roupa: Cerino, Nazareth
Cenografia: Monteiro, Regis
Letreiros: Alencar, Martha
Companhia(s) produtora(s): Alter Filmes Ltda.
Companhia(s) distribuidora(s): Ipanema Filmes Ltda.

Título: Vai trabalhar vagabundo;
Autor da canção: Hollanda, Chico Buarque de e Menescal, Roberto;
Intérprete: Hollanda, Chico Buarque de;

Título: Flor de idade;
Autor da canção: Hollanda, Chico Buarque de e Menescal, Roberto
Intérprete: Hollanda, Chico Buarque de;

Título: Mágoas;
Intérprete: Bandolim, Jacó do;

Título: Goldfinger;
Intérprete: Bassey, Shirley;

Título: That old black magic;
Intérprete: Fitzgerald, Ella;

Título: Nostalgias
Intérprete: Ortiz, Marcus

Prêmios

Melhor Filme no Festival de Gramado, 2, 1974, RS..
Prêmio Especial, para Hugo Carvana, no Prêmio Air France, 1973, RJ..
Prêmio Coruja de Ouro, 1973, do INC – Instituto Nacional de Cinema de Melhor roteiro para Costa, Armando e Carvana, Hugo..
Prêmio Cariddi de Ouro no Festival de Taormina, 1974, Sicília – IT..
Melhor Argumento para Costa, Armando e Carvana, Hugo, e Melhor Música, para Hollanda, Chico Buarque de e Menescal, Roberto no Festival de Messina, 1974 – IT.

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