Vanja Orico (1931-2015)

Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Biografia

FOTO Vanja OricoVanja Orico, nome artístico de Evangelina Orico, foi uma Atriz, cantora, produtora, roteirista e cineasta brasileira nascida no Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1931. Morou em diversos países da Europa, por ser filha de um diplomata Oswaldo Orico, escritor paraense que ingressou na Academia Brasileira de Letras aos 36 anos de idade.

Inicialmente apareceu como atriz, descoberta pelos cineastas Alberto Lattuada e Federico Fellini no ano de 1952, quando atuava em Roma no show chamado Macumba, patrocinado pela RAI (Rádio e TV Italiana). Além da vida artística, Vanja Orico ficou conhecida como uma brasileira que lutou contra a ditadura militar e em 07 de novembro de 1968, durante o enterro do estudante Édson Luiz, morto pela repressão, apareceu em uma cena marcante que ficaria na memória de inúmeros brasileiros: de joelhos, lencinho branco na mão, se pôs defronte aos carros do exército aos gritos de “Não atirem, somos todos brasileiros”.

Entre os filmes mais importantes está Mulheres e Luzes, o seu primeiro trabalho, aos 16 anos, enquanto estudava em Roma, na Itália. Sob a direção de Federico Fellini e Alberto Lattuada, apareceu no papel de uma ciganinha e lançou a música Meu Limão Meu Limoeiro. Também compôs Coplas, canção inspirada em refrão de Garcia Lorca. Logo em seguida, já no Brasil, no papel de Maria Clódia, participou do premiadíssimo O Cangaceiro. Além de Sodade Meu Bem Sodade, Vanja canta Mulé Rendêra. Um Clássico do cinema nacional e duplamente premiado no festival internacional de Cannes, além de vários outros prêmios. Na época, foi assistido por um quarto da população brasileira.

Em 1955, Vanja aparece na pele de uma índia Carajá, em Yalis, a Flor das Selvas, uma produção italiana, rodada em Roma e no Rio Araguaia, contando a trajetória de uma índia levada para a civilização. Esse filme a consagra como cantora e dançarina.

No ano seguinte atuou como Conchita, no filme Conchita, Un Der Ingenieur, uma produção alemã com direção de Franz Eishore. No elenco estava o também brasileiro Grande Otelo, Robert Freitag e Cyl Farney. Conchita é uma mestiça, de um país da América Latina, que se apaixona por um engenheiro alemão e, como não é retribuída, por vingança, incendeia os poços de petróleo.

Em 1957, Heitor Villa-Lobos, de Paris, escreveu sobre ela: Os cinco rivais da moreninha, bem brasileira, Vanja Orico: o canário – que aprende com os mestres; o coleiro – que canta nas alvoradas; a araponga – que imita os ferreiros do sertão; o sabiá – que sonoriza as florestas do Brasil e o tico-tico – que espalha fubá…. Alguns anos mais tarde, outro grande brasileiro, Jorge Amado, escreveu sobre ela: Vanja Orico, cantora, artista, cineasta, atuante figura cultural brasileira, presença que se impõe à admiração de todos que amam a arte, a literatura e a democracia.

Falando cinco idiomas, ficava fácil para ela trabalhar em qualquer país. Entre 1956/57, fez Rosa dos Ventos, um filme em cinco episódios, cada qual representando um país: URSS, China, Brasil, Itália e França. O capítulo brasileiro é baseado em uma história de Jorge Amado. Sob a direção de Alex Vianny, Vanja viveu Ana e o filme foi premiado no festival Tcheco de Karlovivary.

Atuou ao lado de Rui Guerra, Fábio Sabag e Eduardo Coutinho, em Os Mendigos, 1964, a primeira comédia do cinema novo. Ainda neste ano, interpretou Maria Bonita, no filme de Carlos Coimbra e Massaini, Lampião Rei do Cangaço.

Em 1993, dirigida por Nelson Pereira dos Santos, apareceu como uma parteira do conto de Guimarães Rosa no filme A Terceira Margem do Rio. Vanja participou em mais de 15 filmes premiados fora do Brasil. O seu último filme foi Impérios, com direção de Joel Barcellos. As Filmagens terminaram recentemente e ainda falta editar. “São três horas de projeção, que conta uma história muito curiosa que se passa entre a China e o Brasil” apresenta a artista.

Além de atriz, Vanja Orico é argumentarista para cinema, e Ele o Boto, filme dirigido por Walter Lima Júnior, em 1986, é produção sua. A artista também teve o prazer de trabalhar, recentemente, sob a direção de seu filho único, o cineasta e produtor de televisão, Adolpho Rosenthal, no média-metragem Maria das Graças, que ainda não foi projetado.

A cantora, atriz e cineasta Vanja Orico faleceu no dia 28 de janeiro de 2015, no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Ela sofria do mal de Alzheimer e enfrentava um câncer no intestino. O enterro aconteceu no dia seguinte no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio.

Filmografia

:: Filmografia como Atriz ::

1997 :: Impérios
1993 :: A Terceira Margem do Rio
1979 :: O Caçador de Esmeraldas
1974 :: O Leão do Norte
1972 :: Independência ou morte
1967 :: Em ritmo jovem
1966 :: O Santo Milagroso
1962 :: Os Mendigos
1962 :: Lampião Rei do Cangaço
1957 :: Rosa dos Ventos
1955 :: Paixão nas Selvas
1955 :: Yalis, a Flor das Selvas …. Índia Carajá
1954 :: Conchita, Un Der Ingenieur …. Conchita
1953 :: O Cangaceiro
1950 :: Mulheres e Luzes

:: Filmografia como Diretora ::

1973 :: O Segredo da Rosa

Bibliografia

SILVA NETO, Antônio Leão da. Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

SILVA NETO, Antônio Leão da. Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro: dicionário de atrizes e atores. São Paulo: Ed. do Autor / Fundação Nestlé de Cultura, 1998.

Fontes de Referência

Internet:

A NOVA DEMOCRACIA. http://www.anovademocracia.com.br/no-3/1354-vanja-orico-a-arte-de-defender-o-povo/.

AGÊNCIA BRASIL – EBC. http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-01/morre-vanja-orico-atriz-do-primeiro-filme-brasileiro-premiado-em-cannes/.

Print Friendly, PDF & Email
Compartilhe em suas Redes Sociais!
  • Twitter
  • Facebook
  • email
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • BlinkList
  • Google Bookmarks
  • MSN Reporter
  • Myspace
  • Posterous
  • Tumblr
  • More

Sobre História do Cinema Brasileiro

Site do História do Cinema Brasileiro.