Vera Holtz

Biografia

Vera Lúcia Fraletti Holtz, em arte mais conhecida como Vera Holtz, é uma atriz brasileira nascida em Tatuí (SP) no dia 07 de agosto de 1952. Em 1971, aos dezoito anos, dá aulas de matemática para colegiais em Piracicaba (SP), mas larga tudo e muda-se para São Paulo, se inscrevendo na Escola de Artes Dramáticas da USP.

Sua vida na cidade grande não é nada fácil. Não tendo oportunidades no meio artístico, trabalha no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Resolve, então, mudar-se para o Rio de Janeiro, transferida pelo próprio IPT, desenhando mapas. Estuda piano e matricula-se num curso de arte dramática na Escola de Teatro da Uni-Rio, além de outros cursos. Logo depois consegue sua primeira oportunidade profissional, estreando profissionalmente na peça Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de José Renato, em 1979. Daí para a frente é só sucesso, quer no teatro, na televisão ou no cinema.

Dois anos após, integra o Grupo TAPA, ainda na fase carioca, com o qual realiza diversos espetáculos: O Anel e a Rosa, de Thakaray, 1981; Tempo Quente na Floresta Azul, de Orígenes Lessa, em 1983, e Caiu o Ministério, de França Jr., em 1985, encenações de Eduardo Tolentino de Araújo.

Para se manter, inicialmente trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP), que a transferiu posteriormente para o Rio de Janeiro, onde desenhava mapas.

Em 1981, está em Na Terra do Pau Brasil, Nem Tudo Caminha, Viu?, ao lado de Ary Fontoura, exercitando sua face de comediante. No ano seguinte, apresenta-se no vaudeville E Agora, Hermínia, de Maugnier, direção de Bibi Ferreira. Nova oportunidade de comédia surge em 1983, com O Dia em Que Alfredo Virou a Mão, de João Bethencourt. Mesmo ano em que integra a produção Motivo Simples, de Celina Sodré. Diretora com quem volta aos palcos, em 1984, em Sem Sutiã, Uma Revista Feminina, também de Celina Sodré, em parceria com Fátima Valença.

Com muito destaque aparece, em 1985, em Theatro Musical Brazileiro – Partes I (1860/1914) e II (1914/1945), um roteiro de Luís Antônio Martinez Corrêa e Marshal Netherland sobre cenas e canções de peças do século passado.

Em 1986, volta a trabalhar com o mesmo diretor em Mahagonny, de Bertolt Brecht, e integra um dos trabalhos mais radicais do encenador Gerald Thomas, Eletra Com Creta. Ópera Joyce, texto de Alcides Nogueira enfocando a vida e a obra do escritor irlandês a tem como estrela, sob a direção de Marcio Aurelio, em 1988, mesmo ano em que integra a equipe de Qualquer Nota, roteiro de Stella Miranda e Flávio Marinho, direção de Flávio Marinho.

De volta ao formato musical, integra o elenco de Lamartine para Inglês Ver, roteiro e direção de Antônio de Bonis, em 1989. Atua em Amor Com Amor Se Paga, de França Jr., direção de Amir Haddad, em 1990. No ano seguinte, com Os Fodidos Privilegiados, sob a direção de Antônio Abujamra, destaca-se, mais uma vez, em Um Certo Hamlet, ganhando Prêmio Shell de Melhor Atriz. No mesmo ano, protagoniza uma controvertida versão de Phaedra, de Jean Racine, novo espetáculo da companhia de Antônio Abujamra, assim como a realização seguinte do diretor, O Retrato de Gertrude Stein Quando Homem, de Alcides Nogueira, em 1992. Na sequência, participa da montagem de A Volta ao Lar, de Harold Pinter, direção de Luiz Arthur Nunes. Com o Bando de Teatro Olodum, numa montagem baiana, capitaneia a produção de Medeamaterial, encenação de Márcio Meirelles para o texto de Heiner Müller, em 1994.

Vera Holtz estreia na televisão no especial Parabéns pra Você, passando a atuar assiduamente em novelas na TV Globo, tais como Que Rei Sou Eu? (1989), Vamp, De Corpo e Alma (1992), Fera Ferida (1993), O Fim do Mundo, Por Amor (1998), Chiquinha Gonzaga (1999), Uga, Uga (2000), A Muralha (2001), Presença de Anita (2001), Desejos de Mulher (2002), Mulheres Apaixonadas (2003), Cabocla, Belíssima (2006), como a impagável Ornella, e Paraíso Tropical.

Em 2000, faz sucesso no teatro com a peça Pérola, texto e direção de Mauro Rasi, montado em 1995, arrebatando os principais prêmios do Rio de Janeiro e São Paulo, num trabalho consagratório, que fica cinco anos em cartaz. Em 2001, volta aos palcos na montagem de Dias Felizes (Felizes Para Sempre), de Samuel Beckett, direção conjunta da dupla Adriano e Fernando Guimarães, com quem volta a trabalhar em 2002, em Não Ficamos Muito Tempo… Juntos, outra pesquisa sobre o universo de Beckett.

Vera retornou à TV em 2008, na novela Três Irmãs como a antagonista central Violeta Áquila, recebendo muitos elogios da crítica por sua atuação. Em 2010, atuou em Passione, de Sílvio de Abreu, onde interpretou brilhantemente a honesta Candê.

Em 2012, interpretou a antológica Mãe Lucinda, personagem que a imortalizou como mãe do lixão, na novela de João Emanuel Carneiro, Avenida Brasil.

Em 2013, interpreta mais um papel de destaque, na novela Saramandaia como a obesa Dona Redonda, considerada histórica na teledramaturgia brasileira. Para caracterizar-se como a personagem, Vera Holtz teve que usar peruca, maquiagem e enchimento no corpo.

Em 2014, interpreta Vic Garcez, no remake de O Rebu. Em 2016, Vera Holtz faz um dos personagens principais em A Lei do Amor, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, a vilã Magnólia.

No cinema, estreou em 1985, numa pequena ponta no filme ítalo/brasileiro Fêmeas em Fuga. Depois, tem carreira regular em produções como Menino Maluquinho – O Filme (1995), Tônica Dominante (2000) e Bendito Fruto (2004).

Vera Holtz não tem filhos. Foi casada com o diretor teatral Caco Coelho entre 1975 e 1991, na verdade, a única vez que casou. Depois, namorou o ator Guilherme Leme por dois anos (1992 e 1993). Recentemente namora o artista plástico Fernando Guimarães.

Em 2006, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, pela Coleção Aplauso, lançou sua biografia, Vera Holtz: o gosto da vera, de autoria de Analu Ribeiro.

Filmografia

2017 :: Malasartes e o Duelo com a Morte …. Cortadeira
2016 :: Maresia – O Filme …. Angelina
2016 :: TOC – Transtornos de uma Obsessiva Compulsiva
2013 :: Meus Dois Amores …. Flausina
2011 :: Família vende tudo …. Cida
2008 :: O que Há de Ficar (CM)
2006 :: O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili …. Rainha Valentina
2006 :: Anjos do Sol …. Nazaré
2004 :: Bendito Fruto …. Virgínia
2003 :: Apolônio Brasil, Campeão da Alegria …. Beggar
2000 :: Tônica Dominante …. Piano
1996 :: Nos Tempos do Cinematógrafo (CM)
1995 :: Menino Maluquinho – O Filme …. Professora
1995 :: Carlota Joaquina, Princesa do Brazil …. Maria Luísa de Parma
1995 :: Vicente (CM)
1994 :: Mil e Uma
1993 :: Capitalismo Selvagem …. Susana
1992 :: Meu Nome é João
1991 :: Assim na Tela Como no Céu …. Patty Shivers
1990 :: Diário Noturno (CM)
1985 :: Fêmeas em Fuga (Femmine in Fuga) (Itália/Brasil)
1979 :: Profissão Emergente

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

RIBEIRO, Analu. Vera Holtz: o gosto da vera. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, .
SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Vera Holtz. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/vera-holtz/

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