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A Lira do Delírio (1978)

No intervalo entre dois carnavais de um bloco de Niterói, uma ‘táxi-girl’, Ness Elliot, se envolve com um rico e ciumento amante. Para submetê-la à sua vontade, ele tenta os mais diversos artifícios, como a tentativa de transformá-la numa traficante de tóxicos e o sequestro de seu bebê. Desesperada, mas firme, ela procura ajuda de antigos companheiros do bloco de sujos Lira do Delírio.

Os participantes do famoso bloco de carnaval A Lira do Delírio se cruzam num cabaré da Lapa carioca, onde o filho de uma dançarina é sequestrado.

Para descobrir o assassino e as razões do crime, ela conta com a ajuda de um repórter policial, que ao mesmo tempo também investiga um homicídio contra um homossexual.

A Lira do Delírio é um filme brasileiro de 1978, do gênero drama, dirigido por Walter Lima Jr., com músicas originais de Paulo Moura.

Dois momentos na vida de um grupo de personagens cariocas. No bloco carnavalesco A Lira do Delírio, eles vivem o êxtase e a violência. Fora do carnaval, cruzam-se num cabaré da Lapa. Ness Elliot, dançarina e taxi-girl, tem o seu bebê sequestrado e cai nas malhas de Cláudio, misto de malandro e homem de negócios. O repórter de polícia Pereio faz tudo para ajudá-la enquanto também investiga o atentado a fogo contra o homossexual Toni.

Experiência singular no cinema brasileiro, o filme foi realizado em duas etapas. Na primeira, rodada em 16mm no carnaval de Niterói de 1973, os atores envolveram-se em episódios reais de violência nas ruas. Na segunda, três anos mais tarde, improvisaram boa parte da história policial de sequestro e assassinato, usando seus próprios nomes e o temperamento pessoal de cada um. Esses dois tempos articulam-se livremente, mesclando memória, sonho e imaginação.

Walter Lima Jr. conciliou aqui uma liberdade típica do cinema marginal com um acabamento de cinema industrial. Experimentação e emoção em perfeita intimidade. O trágico desaparecimento da atriz Anecy Rocha antes da montagem adicionou outra camada de significados a uma história que já tematizava a fantasia e a morte. O filme tornou-se, então, uma homenagem póstuma a sua estrela, flagrando-a no momento mais intenso de sua carreira.

No elenco, estão: Anecy Rocha (Ness Elliot), Cláudio Marzo (Cláudio), Paulo Cezar Pereio (Pereio), Antonio Pedro, Tonico Pereira, Otoniel Serra, Pedro Bira, Jorge Rocha de Lima (Guri Guri), João Loredo, Lene Nunes, Rosita Tomas Lopes, Álvaro Freire, Jamelão, Isabela Campos, Jorge Mourão, Flávia, Marilza e Olinda Ribeiro.

Elenco

Anecy Rocha …. Ness Elliot
Cláudio Marzo …. Cláudio
Paulo Cezar Pereio …. Pereio
Antonio Pedro …. Médico
Tonico Pereira …. Tonico
Otoniel Serra …. Homossexual
Pedro Bira …. Motorista
Jorge Rocha de Lima (Guri Guri)
João Loredo
Lene Nunes
Rosita Tomas Lopes
Álvaro Freire
Guri-Guri

Participação Especial:
Jamelão
Isabela Campos
Jorge Mourão
Flávia
Marilza
Olinda Ribeiro

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de A Lira do Delírio (1978) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Walter Lima Jr.
Argumento: Walter Lima Jr.
Roteiro: Walter Lima Jr.
Assistência de direção: Pino, Carlos Del
Produção: R.F. Farias e Walter Lima Jr.
Direção de produção: Brunnet, Epitácio; Fairbanks, Elizabeth; Escalero, José Carlos
Produção executiva: Escalero, José Carlos
Assistência de produção: Aimi, José Carlos; Miranda, Ricardo; Villela, Sérgio; Amâncio, Antonio Carlos; Santos, Marcio
Direção de fotografia: Dib Lutfi
Câmera: Dib Lutfi
Assistência de fotografia: Ferreira, Mário
Efeitos especiais de fotografia: Meneses, Wilmar
Fotografia de cena: Freitas, Fernando Teixeira de; Martins, Paulo
Eletricista: Medeiros, Rui; Telles, Aroldo; Telles, José
Maquinista: Paquetá
Direção de som: Vianna, Aloysio
Som direto: Silva, Mário da; Ventura, José Antonio
Mixagem: Vianna, Aloysio
Efeitos sonoros: José, Geraldo
Assistente de som: Marcus Vinicius
Montagem: Tavares, Mair
Edição: Alves, Amauri
Assistente de montagem: Soares, Raul; Soares, Silvio
Assistência de edição: Lacreta, Idê
Cenografia: Monteiro, Regis
Letreiros: Daniel Azulay
Guarda-roupeira: Teixeira, Nazareth
Música original: Paulo Moura
Companhia(s) produtora(s): Walter Lima Junior Produções Cinematográficas Ltda.
Companhia(s) co-produtora(s): Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.
Companhia(s) produtora(s) associada(s): Produções Cinematográficas R. F. Farias Ltda.
Companhia(s) distribuidora(s): Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.

Prêmios
Melhor Direção; Melhor Fotografia para Lutfi, Dib; Melhor Montagem para Tavares, Mair; Melhor Ator Coadjuvante para Pereio, Paulo César e Melhor Atriz para Rocha, Anecy no Festival de Brasília, 11, 1978, Brasília, DF..
Prêmio Golfinho de Ouro de Melhor Direção do Museu da Imagem e do Som, 1978, RJ.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CB/EMB-110.1-00054
CAM/WLJ
FBR/30ACF
CB/FIBRA
Press-release
Guia de Filmes, 76/78
FBR/30ACF
O Estado de S. Paulo, 17.06.1979, 20.01.1980 e 13.02.1980
ALSN/DFB-LM
CA/AF
Programadora Brasil/5

Fontes consultadas:
ACPJ/II
Cine Arte UFF/35 anos
FBR/11
FBR/16

Internet:

ANCINE. Disponível em: http://sad.ancine.gov.br/obrasnaopublicitarias/pesquisarCpbViaPortal/pesquisarCpbViaPortal.seam. Acesso em: 23.01.2018.

Livros:

MATTOS, Carlos Alberto. Walter Lima Junior: Viver Cinema. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.

Observações:
Segundo CAM/WLJ, uma parte do filme foi filmada no carnaval carioca de 1973 em 16mm. Entretanto, o material não possibilitou uma ligação que culminasse em um longa-metragem, sendo então deixado de lado até 1976, quando Walter Lima Jr. retomou as filmagens. Para o novo material, filmado em 35mm, foi elaborado um argumento (o sequestro de Guri-Guri). Porém, a necessidade de um roteiro formal era premente para o pedido de financiamento junto à Embrafilme. Como não havia um roteiro desse tipo sobre a Lira, Walter Lima Jr. apresentou um outro intitulado BALA CERTEIRA EM CORPO FECHADO, baseado numa história ouvida na prisão.
O Estado de S. Paulo de 20.01.1980, noticia a exibição do filme nos dias 28 e 29.01.1980 na 3ª Mostra Anual do Cinema Brasileiro, em São Bernardo do Campo – SP.
O Estado de S. Paulo de 13.02.1980, informa que o filme foi apresentado de 13 a 14.02.1980 no Festival dos Melhores Filmes Brasileiros de 1979, no Cinesesc.
CA/AF informa que o filme foi exibido na mostra promovida pelo CEC – Centro de Estudos Cinematográficos de Belo Horizonte. A mostra aconteceu de 11.08 a 01.09.1979.
Programadora Brasil/5 informa que a obra participa do Programa 84, intitulado A Lira do Delírio.

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3 comentários sobre “A Lira do Delírio (1978)

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