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A Marcha (1971)

Sinopse

POSTER A MarchaO cidadão Edson Arantes do Nascimento é o que se convencionou chamar de fora-de-série: rei do futebol, embaixador da simpatia e agora astro do cinema nacional. Não um jogador de futebol que toma parte, encabeça o elenco de um filme (mas um jogador de futebol – longe dos aplausos e de suas atuações nos gramados dos estádios – que, consciente de suas possibilidades artísticas, transforma-se em astro cinematográfico. Decide-se por uma nova carreira que julgamos lhe dará as mesmas e merecidas glórias ante as mais exigentes e ardorosas platéias de todo o mundo.

É o fora-de-série, que mais uma vez se repete genial, figura ímpar de nosso mundo contemporâneo, num contato mais direto com a mais nobre e eclética de todas as artes, o cinema. Pelé ator, enfrentando as câmeras com a classe e a garra de um veterano.

Chico Bondade é o personagem que lhe cabe como uma luva: ele que libertou o jogador de futebol, elevando a profissão aos píncaros em que se encontra hoje, é o escravo abolicionista que luta para salvar os seus irmãos de cor do grilhão da escravatura.

Oswaldo Sampaio trabalhou dois anos na preparação deste filme, lendo e relendo o livro de Afonso Schmidt, do qual foi extraído o enredo cinematográfico de A Marcha. A reconstituição de época, os trajes e os personagens obedecem a uma realidade histórica que coloca nosso cinema em plano internacional, projetando-o às telas de todo o mundo.

A Cinedistri, que se orgulha de ter no rol de suas apresentações ao longo de 12 anos de vida inteiramente dedicados à produção e distribuição de filmes brasileiros – um filme como o O Pagador de Promessas, premiado com a Palma de Ouro do Festival Internacional de Cannes – orgulha-se também de apor o seu sinete a esta produção de Oswaldo Sampaio que traz Edson Arantes do Nascimento – pela primeira vez em sua vitoriosa carreira – como astro cinematográfico.

A Marcha passa-se num período que se estende de novembro de 1887 a março de 1888. Sua ação – verídica historicamente, romanceada em seu desenrolar dramático – concentra-se na cidade de São Paulo (capital) e na então Província de São Paulo (interior), e em locais e lugares como: Estação da Luz, Largo de São Gonçalo, Teatro São José etc., que sobrevivem ainda na memória de gerações passadas, de homens e netos paulistas. É uma reconstrução de hábitos e costumes de uma época em que todas as classes, sem distinção de cor, credo religioso ou posses, lutaram pela libertação da escravatura no Brasil.

A Marcha é uma adaptação-livre do livro homônimo de Afonso Schmidt. É uma síntese de como o povo brasileiro – e em especial o paulista – resolve seus problemas sociais, sem lutas fratricidas ou derramamento de sangue, com que, com amor e simplicidade, à maneira brasileira, sadia e boa, foram perpetuados todos os nossos eventos.

No pórtico-de-introdução ao filme, define-se, em seu desenrolar-romanceado, essa evidência histórica:

“O nome Boaventura (Paulo Goulart) e de Chico-Bondade (Edson Arantes do Nascimento), segundo as crônicas da época, eram perigosos abolicionistas. A eles cabia o desempenho de missões que exigissem longa e cuidadosa dissimulação. No caso de Boaventura, seu nome já era quase lendário. Senhor de vários nomes e inúmeros disfarces, conhecedor de vários ofícios, aceitava freqüentemente a tarefa de embarcar para o interior e infiltrar-se nesta ou naquela fazenda. Conseguia trabalho com facilidade e, apenas entrado na fazenda, começava a obra de propaganda entre os pretos. Depois era o trabalho silencioso de dias, de meses. Certa manhã, inesperadamente, o fazendeiro acordava com a senzala amotinada, e a partida, em massa, dos escravos para terras onde mais fácil se tornava a conquista da liberdade.

“Por essas alturas, já o Boaventura havia feito uma madrugada a fim de fugir às iras do patrão. Voltava a São Paulo, passava, disfarçado numa nova identidade, alguns dias no Consistório da Igreja dos Remédios, em conspiração e planos secretos, na casa de Antônio Bento, ou escondido nos diversos ninhos de caifazes e depois, de um dia para o outro, partia para zona distante, a fim de repetir a façanha em nova fazenda.

“Em torno de Boaventura e de Chico-Bondade ou Antônio-Paciência corria uma lenda com ressaibos de mistério. Duvidava-se até de sua existência. Afirmavam alguns escravagistas que eles não existiam, eram um mito apenas, criado pelos abolicionistas. Outros, poucas pessoas, e entre elas Antônio Bento, estavam ao par de sua verdadeira identidade” (A Marcha, de Afonso Schmidt).

Elenco

Pelé …. Chico-Bondade
Paulo Goulart
Nicete Bruno …. Boaventura

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de A Marcha que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Oswaldo Sampaio
Roteiro:
Produção Executiva:
Produção:
Produtor Associado: Oswaldo Massaini
Assistente de Produção:
Direção de Fotografia:
Operador de Câmera:
Assistente de Câmera:
Diretor de Arte:
Desenho de Produção:
Figurinista:
Cenografia:
Montador:
Som:
Edição de Som:
Empresa Produtora:
Empresa Coprodutora:
Empresa Distribuidora: Cinedistri

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