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Anjo do Lodo (1951)

Sinopse

POSTER Anjo do LodoAmor impossível entre o engenheiro Paulo e a prostituta Lúcia na pequena cidade de Campo Verde. Após serem apresentados na porta da igreja local, eles irão protagonizar uma conturbada aproximação. Aos poucos, Paulo tem a oportunidade de conhecer a ‘alma de anjo’ de Lúcia. Todavia, o seu orgulho masculino é espezinhado nas seguidas conversas com amigos e pela crescente fofoca na cidade. Afinal, Lúcia sempre ‘explora’ os homens ricos, a exemplo de Couto, mas aceita de bom grado e presta obediência ao seu amante apenas remediado, provocando suspeitas e maledicência.

Elenco

Virgínia Lane …. Lúcia
Nonelli, Cláudio (Paulo)
Vieira, Manoel (Sr. Couto)
França, Geny (Zuzu)
Cotrim, Carlos (Amigo Janjão)
Amorim, Alexandre (Amigo Antonio)
Carlito
Macedo Netto (Amigo Benedito)
Costa, Mario
Anibal, Augusto (Chico)
Trindade, Zé (Que faz comentários maldosos)
Dandrea !!!!! D’Andreia Netto (Farmacêutico)
Oliveira, Tacy de (Dona Mariquinha)
Carmem, Del (No bar)
Lamar, Neide (Moça no bar)
Nogueira, Santa (Moça no bar)
Ferreira, Nilza (Moça no bar)
Costinha (Maneco, efeminado que serve no bar)
Barbosa, Carlos (Delegado, de chapelão)
França, Octávio (Bêbado)
Deleo Jr. (Farmacêutico)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Anjo do Lodo que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Luiz de Barros
Roteiro: Luiz de Barros
Estória: Baseada no romance Lucíola, de José de Alencar
Adaptação: Barros, Zita de
Pesquisa: Assaf, Alice Gonzaga
Assistência de direção: Barros, Alípio de
Produção: Adhemar Gonzaga
Direção de fotografia: Pecqueux, Maurice
Assistência de fotografia: Schoenracher, Henrique
Assistência de câmera: Monni, Ângelo
Chefe eletricista: Marchelli, Amadeo
Eletricista: Pinto, Napoleão Santos; Abreu, João de; Menezes, Sidney
Direção de som: Bashera, Ercole; Leenhardt, A.
Montagem: Macedo, Wilson
Carpinteiro: Almeida, Jayme de
Maquiagem: Campensato, Raymundo
Empresa Produtora: Cinédia S.A.
Empresa Distribuidora:

Bibliografia

Livros:

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
AG/50 CIN
CCBB/CIN 75
CENS/I
ALSN/DFB-LM

Fontes consultadas:
FCB/FF
CS/FF
LB/MMC
JN/Imigrantes – Franceses I
FCB LOTE 2/FF
AV/ICB
ACPJ/I

Observações:

AG/50 CIN informa ainda que Maurice Pecqueux, o melhor diretor de fotografia do cinema brasileiro na época, esperou o último dia da filmagem para se suicidar.
Fontes consultadas indicam Luiz Braga Jr. como responsável pelo som e LB/MMC acrescenta ainda Alfredo Sternheim na mesma função.
Costinha, na época, assinava Mário Costa.
AG/50 CIN informa: “‘Anjo do lodo’ foi liberado para exibição, com aprovação dada pelos censores Eloi Cordeiro e José Montojos, contra o voto da censora Iracema Meirelles. Os dois liberaram o filme com a restrição de proibido para menores de 18 anos, enquanto que o voto da censora, vencido, o impugnava totalmente. Em virtude do clamor o público contra o filme, resolveu o Dr. Melo Barreto Filho, chefe da censura cinematográfica do DFSP, suspender a licença para a exibição de ‘Anjo do Lodo’. Evocou a revisão da censura e nomeou novos censores. Após o corte de uma sequência, a fita foi liberada. O deputado Jânio Quadros, do PDC de São Paulo, liderou campanha pedindo a interdição da película, mas encontrou em intelectuais e jornalistas, José Lins do Rêgo, Vargas Netto, Antônio Olyntho, Prudente de Morais Netto, Edmundo Liz, entre outros – defensores da exibição sem cortes (…) os censores cortaram apenas meio metro de filme: a cena onde a silhueta nua de Virgínia Lane, em pé sobre a mesa, era refletida na parede (…)”.
Críticas: “(…) Tudo nele, a começar pelos que o interpretam, nos convida à revolta. E o pior é que até colegiais, mocinhas inexperientes têm ido assistí-lo. Assistem-no e aplaudem-no, sem que nada lh’as impeça de fazê-lo. As piadas mais incovenientes tomam conta do filme do começo ao fim, num atestado de nossa inclinação para o sujo, o obsceno, o puramente imoral. Não é que classifiquemos o nu, a obra de arte, como imoral. Mas, aquele que se vê em ‘Anjo do Lodo’, numa sórdida casa de mulheres públicas, após liberações alcoólicas, é um nu que é um acinte aos bons costumes da sociedade brasileira. Que filme inclassificável!” (A Manhã, RJ, 28 de fevereiro de 1951).

Críticas: “Censores de bom senso viram ‘Anjo do lodo’, explorando um tema corajoso de José de Alencar, e souberam aceitá-lo sem arrepios e pseudomoralidade. Agiram bem, com acerto, mas o resultado foi para eles desastroso. Por quê? Vozes têm-se levantado verberando a ‘audácia’ dos realizadores do filme brasileiro. Fosse estrangeira a película ‘Anjo do lodo’ e ninguém a combateria. Coisas nossas. Infelizmente nossas. A eterna mania de arrasar qualquer produção desde que seja de brasileiros, fechando os olhos a toda espécie de podridão, vinda do exterior” (Adolfo Cruz, A Notícia, 30 de abril 1951).

Distribuido pela Cinédia e Polifilmes, em 1958.
Os letreiros do filme examinado são curtos. As demais informações foram retiradas das fontes utilizadas indicadas. Não constam nos letreiros as seguintes informações: Zita de Barros na produção executiva; Luiz de Barros no roteiro; Ângelo Monni como assistente de câmera; os eletricistas e o chefe-eletricista; a montagem de Wilson Macedo; o carpinteiro; e no elenco não incluem: Costinha como Maneco, efeminado que serve no bar Barbosa; Carlos como Delegado, de chapelão França; Octávio como Bêbado e Deleo Jr. como Farmacêutico.

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