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Ary Barroso (1903-1964)

Biografia

Nasceu em Ubá, MG, em 7 de novembro de 1903. Estuda na cidade natal e muda-se para o Rio de Janeiro em 1920. Toca piano em cinemas e forma-se em Direito, mas populariza-se como compositor, radialista e locutor esportivo, havendo sido também vereador. Compõe verdadeiras joias do nosso cancioneiro como Aquarela do Brasil, Na Baixa do Sapateiro e Os Quindins de Iaiá, entre outras. Ary luta muito para ordenar o direito autoral no Brasil e faz o samba dar um passo à frente. No cinema, estreia em 1935 no filme Alô, Alô, Brasil. Morre em 9 de fevereiro de 1964, um domingo de carnaval, no Rio de Janeiro, aos 60 anos de idade, deixando incalculável legado para nossa cultura musical, com quase 300 músicas compostas, temas de filmes no mundo inteiro.

Ary Evangelista de Resende Barroso, em arte mais conhecido como Ary Barroso, foi um compositor, ator, apredentador e locutor de rádio, além de cronista esportivo, brasileiro nascido na zona rural de Ubá (MG), na Fazenda da Barrinha, no dia 07 de novembro de 1903. Ficou famoso por seus sambas, sendo conhecido como autor de Aquarela do Brasil, considerada uma expressão dos chamados samba-exaltação, foi também indicado ao Oscar de Melhor Canção Original com a música Rio de Janeiro do filme Brasil (1944).

Órfão de pai e mãe, foi criado pela avó materna e por uma tia. Aos 12 anos já tocava piano no cinema de sua cidade, fazendo fundo musical para filmes mudos. Em 1920, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou-se em direito. Só em 1928, durante uma temporada em Santos-SP e Poços de Caldas-MG, lançou-se decisivamente à composição. As primeiras produções, “Eu vou à Penha” e “Vamos deixar de intimidade”, foram bem recebidas e constituíram seu primeiro disco. Ary venceu o concurso carnavalesco de 1930 com a marcha “Dá nela”. Entretanto, foi com o samba “Aquarela do Brasil”, em 1939, que Ary Barroso inovou a música popular brasileira, incorporando ao acompanhamento células rítmicas até então só conhecidas em instrumentos de percussão. O mesmo iria ocorrer com outras composições suas, como “Na Baixa do Sapateiro” (1938), “Brasil Moreno” (com Luís Peixoto, 1942) e “Terra Seca” (1943).

Em 1944, convidado por Walt Disney, fez nos Estados Unidos a música do filme Você já foi à Bahia?, e recebeu o diploma da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood.

Paralelamente à música, Ary Barroso trabalhou como locutor e cronista esportivo, na Rádio Tupy. Também criou vários programas na emissora, entre eles a “Hora do calouro”, onde surgiram grandes nomes da música popular. Em 1946 foi eleito vereador e, em 1955, teve seu nome inscrito na Ordem Nacional do Mérito. Foi considerado por críticos de todo o Brasil como o mais inventivo e patriota dos nossos compositores de todos os tempos.

Ary Barroso morreu no Rio de Janeiro, num domingo de carnaval, em 09 de fevereiro de 1964.

Sérgio Cabral conta no livro No tempo de Ari Barroso que:

“…Nos seus últimos dias Ary telefona do hospital
para o amigo David Nasser:
-Estou me despedindo. Vou morrer.
-Como é que você sabe, Ary?
-Estão tocando as minhas músicas no rádio. ”

Filmografia

:: Filmografia como Compositor ::

:: Você já foi à Bahia?

:: Filmografia como Ator ::

1977 :: Tudo É Brasil
1961 :: Três Colegas De Batina
1939 :: Joujoux Balangandãs
1937 :: João Ninguém
1935 :: Alô, Alô, Brasil

Filmografia: 1935 – Alô, Alô, Brasil; 1936 – João Ninguém; 1939 – Joujoux Balangandãs; 1961 – Três Colegas de Batina (como ele mesmo).

Bibliografia

Livros:

ALBIM, Ricardo Cravo e KASS, Leonel e HORTA, Luis Paulo e SOUZA, Tarik de e MÁXIMO, João. Brasil rito e ritmo. : Aprasivel Edições, .
CABRAL, Sergio. No tempo de Ary Barroso. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, 1993.
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CARVALHO, João Antero de. Louvado seja ele em nome do Brasil. Novembro, 2003.
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CHEDIAK, Almir. Songbook (vol. 1 e 2). Rio de Janeiro: Lumiar Editora, .
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LOBO, Fernando. À mesa do Vilarino. : Editora Record, 1991.
______. Histórias de Sandro Moreyra. : Editora JB, 1985
______. Ary Barroso Um Turbilhão (vol 1, 2 e 3). Rio de Janeiro: Freitas Bastos , 1970.
LUPICCIRELLA, Roberto. Antologia musical popular brasileira – As marchinhas de carnaval (Vol 1 e 2). Editora Musa, .
MELO, Gloria Souza. 200 Músicas Inesquecíveis – Vol. IV. Rio de Janeiro: COPIM Rio Prefeitura da Cidade, 1991.
MORAES, Mario de. Recordações de Ary Barroso. Brasília: Funarte/Ministério da Cultura, .
MORAES, Mario de. Recordações de Ary Barroso: Último Depoimento. 2 ed. Rio de Janeiro: Funarte/Ministério da Cultura, s/d.
OLINTO, Antonio. Ary Barroso. A história de uma paixão. : Editora Mondrian, 2003.
REZENDE, Nilza. Pão de Açucar a marca do Rio. : Editora Clio, 2004.
SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Antonio Maria. : Editora Relume-Dumará, 1996.
______. Flamengo uma emoção inesquecível. : Editora Relume-Dumará, 1995.
SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. Rio de Janeiro: Editora 34, 1997.

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