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Berta Loran

Biografia

FOTO Berta LoranBerta Loran, nome artístico de Basza Ajs, é uma atriz e comediante naturalizada brasileira nascida em Varsóvia, na Polônia, no dia 23 de março de 1926.

Em 1937, aos 11 anos, Basza Ajs mudou-se com a família para o Brasil, instalando-se num sobrado na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Ao ingressar no teatro, por incentivo do pai, no início da década de 1940, passou a adotar o nome artístico Berta Loran.

Iniciou a carreira apresentando-se em clubes da comunidade judaica. Aos 19 anos, mudou-se para Buenos Aires, onde morou durante dois anos. Retornou ao Brasil no início da década de 1950. Seu primeiro papel para grandes públicos foi interpretado em uma revista em 1952, aos 26 anos, no palco do Teatro Carlos Gomes, a convite do maestro Armando Ângelo, com quem havia trabalhado anteriormente.

Na televisão, fez sua estreia no programa Espetáculos Tonelux, na TV Tupi. Estreou no cinema em 1955, no período das chanchadas brasileiras, no filme de Watson Macedo: Sinfonia Carioca. Nos dois filmes seguintes, Papai Fanfarrão e Garotas e Samba, foi dirigida por Carlos Manga.

Em 1957, apresentou-se em Portugal com a peça Fogo no Pandeiro. Acabou morando no país durante seis anos. Ao retornar ao Brasil, em 1963, trabalhou na TV Record, na peça Boing, Boing e no musical Como Vencer na Vida Sem Fazer Força, ao lado de Moacyr Franco e Marília Pêra, dirigido por Augusto César Vannucci.

Em 1966, quando trabalhava na TV Tupi, foi convidada por Boni para trabalhar na Rede Globo, em um programa intitulado Bairro Feliz. No mesmo ano, atuou em outro humorístico da emissora, Riso Sinal Aberto, exibido até fevereiro de 1967. No ano seguinte, atuou em Balança Mas Não Cai. Entre 1970 e 1973, participou do programa Faça Humor, Não Faça Guerra; entre 1974 e 1975, do Satiricom; e entre 1976 e 1982, do Planeta dos Homens.

No ano de 1978 voltou a fazer filmes, sendo três no mesmo ano: Como Matar Uma Sogra, O Golpe Mais Louco do Mundo e O Amante de Minha Mulher.

Integrou o elenco fixo de Viva o Gordo em 1981 e participou da segunda temporada de Balança Mas Não Cai, entre 1982 e 1983. No mesmo ano, atuou no humorístico A Festa É Nossa. Em 1984, surpreendeu público e crítica com sua performance de atriz de telenovela, em Amor Com Amor se Paga, de Ivani Ribeiro, em que faz dobradinha com Ary Fontoura. Também fez parte do elenco de Humor Livre.

Durante parte dos anos 80, foi também garota propaganda dos eletrodomésticos Arno.

Em 1991 passou a trabalhar nos programas de Chico Anysio, primeiramente em Estados Anysios de Chico City, em seguida em Escolinha do Professor Raimundo (em que interpretava a imigrante portuguesa Manuela D’Além-Mar) e, finalmente, em Chico Total. Na segunda versão da Escolinha do Professor Raimundo, em 2001 interpretou a judia Sara Rebeca. Em 2004 novamente fez uma personagem portuguesa: Maria, contracenando com Agildo Ribeiro, no papel de Manuel.

Em 2004, apresentou-se na peça Ainda Estou Aqui!, onde homenageou o humorista Costinha. Dois anos depois, integrou o elenco do filme Polaróides Urbanas, dirigido por Miguel Falabella. Em 2008, pela primeira vez trabalhou junto com Bemvindo Sequeira, na comédia Pais Criados, Trabalhos Dobrados, de autoria de Moacyr Veiga, que também compõe o elenco. É a terceira vez que Berta atuou em uma peça escrita por Moacyr Veiga (anteriormente, já havia atuado em Até que os Sogros se Separem e Quem Vai Ficar com a Velha?).

Paralelamente à televisão, Berta Loran atuou no teatro, no cinema e em diversas campanhas publicitárias. Em 1980, estreou o espetáculo autobiográfico Divirta-se com Berta Loran, um show em que a atriz sapateava, cantava, dançava e contava piadas escritas por ela mesma. Ainda naquele ano, gravou um disco ao lado de Elke Maravilha e Cidinha Campos, com textos de Arnaud Rodrigues.

Destacam-se suas atuações em peças como O Peru (1963), de George Feydeau; Alegro Desbum (1973), de Oduvaldo Viana FilhoCinderela do Petróleo, de João Bethancourt; Camas Redondas para Casais Quadrados, dirigida por Zé Renato; Tropicanalha (1989), de Aziz Bajur; Até que as Sogras nos Separem (1999), de Moacyr Veiga; entre outras. Em 2001, Berta Loran dirigiu o espetáculo Gay ou Girls: Eis a Questão, de Ruddy Pinho.

No cinema, destacam-se suas participações em A Ilha dos Paqueras (1966), de Fauzi Mansur, com argumento escrito por Renato Aragão; e Ipanema Toda Nua (1971), de Líbero Miguel. Berta Loran integrou, ainda, o elenco do longa-metragem Polaróides Urbanas (2006), de Miguel Falabella, mais uma vez dando vida a uma judia, dessa vez dona de uma joalheria.

Ainda na década de 1970, Berta Loran participou de três filmes de longa-metragem, todos filmados: Como Matar uma Sogra, de Luiz de Miranda Corrêa; O Amante de Minha Mulher, de Alberto Pieralise; e O Golpe Mais Louco do Mundo, de Luciano Salce.

Depois de 25 anos sem fazer uma novela completa, Berta Loran esteve na novela Cama de Gato, fazendo um papel de uma interna de asilo para idosos, chamada Loló. Ela fez par romântico com Luiz Gustavo. Em 2010, fez uma participação especial na refilmagem da novela Ti Ti Ti, como a Dona Soledad.

Em 2011, a atriz fez o papel da Rainha-Mãe Efigênia, em Cordel Encantado, mãe do Rei Augusto de Seráfia (Carmo Dalla Vecchia) e Duque Petrus (Felipe Camargo).

Em 2013, a atriz fez o papel de Manuela, o grande amor do Tio Olavinho que trabalha no cassino em que Tino gasta toda a herança recebida. Ela realiza o desejo do Tio Olavinho que é ter suas cinzas jogadas no Grand Canyon.

Filmografia

2020 :: Juntos e Enrolados
2013 :: Até que a Sorte nos Separe 2 …. Manuela – O “grande amor” do tio Olavinho
2008 :: A Guerra dos Rocha …. Amiga da Dina
2006 :: Polaróides Urbanas …. Dona da Joalheria
1979 :: O Amante de Minha Mulher
1978 :: O Golpe Mais Louco do Mundo
1978 :: Como Matar Uma Sogra
1971 :: Ipanema Toda Nua
1970 :: Em Busca do Susexo …. Dona Helena
1966 :: A Ilha dos Paqueras
1960 :: O Cantor e a Bailarina …. Amiga de Natália
1958 :: O Barbeiro que se Vira …. Margarida
1957 :: Garotas e Samba …. Ninon Ervilha
1956 :: Papai Fanfarrão
1955 :: Sinfonia Carioca

Bibliografia

Livros:

AZEVEDO, João Luiz. Berta Loran: 90 anos de humor. : , 2016.

Internet:

MEMÓRIA GLOBO. http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/berta-loran/trajetoria.htm

História do Cinema Brasileiro

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