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Betty Faria

Biografia

FOTO Betty FariaElisabeth Maria Silva de Faria, em arte conhecida como Betty Faria, é uma atriz brasileira nascida na cidade do Rio de Janeiro (RJ) no dia 08 de maio de 1941.

Filha de família classe média carioca – o pai General do exército, Marçal, e a mãe, Elza, dona de casa -, com apenas 4 anos de idade, tentou fugir com um circo que passava pela cidade para virar artista. Foi então que seus pais a matricularam nas aulas de balé clássico no Colégio Pedro II, onde cursou o ginásio.

Contra a vontade dos pais, com dezessete anos, estreou na televisão, no programa Noites de Gala, de Geraldo Casé, na TV Rio. Recém saída da adolescência, começou a fazer testes para corpos de baile dos shows da TV Excelsior.

Em 1959, participou da Gincana Kibon. Em 1960, com 19 anos, foi selecionada pela coreógrafa americana Sonia Shaw para integrar o corpo de baile do musical Skindô, que fez muito sucesso no Golden Room do Copacabana Palace e depois excursionou por São Paulo, Buenos Aires e Montevidéu.

No ano seguinte, a jovem Betty já estrelava em outro musical, Tio Samba. Em 1963, caiu nas graças de Carlos Machado, o mais importante diretor de musicais do Brasil, que a convidou para protagonizar o espetáculo Chica da Silva 63, ao lado de Grande Otelo. O sucesso foi tão grande que a dupla Luis Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli convidou a moça para participar de vários shows que eles montaram. Um deles entrou para a história da TV: o encontro de Betty com o cantor Dick Farney em Dick & Betty, que marcou a inauguração da TV Globo, em 1965.

Não demorou muito para o cinema e a televisão também se renderem ao talento da nova estrela.

Em 1965, fez sua primeira novela, TNT. A partir dos anos 1970, brilhou em novelas clássicas como Pecado Capital (1976), Tieta (1989), A Idade da Loba (1996), A Indomada (1997), Suave Veneno (1999), etc. Fez participações especiais em Sai de Baixo (episódio: Duro de Debutar) (2000) e A Grande Família (episódio: O Filho da Mãe) (2001).

Em 1965, estreou no teatro na peça As Inocentes do Leblon. Na montagem de Os Pequenos Burgueses, de Maximo Gorki, conheceu o ator Cláudio Marzo, com quem nutriu uma enorme paixão e veio a se casar logo depois e com quem teve uma filha, Alexandra Marzo, nascida em 1968.

Cláudio Marzo juntamente com Antonio Pedro fundaram o Teatro Carioca de Arte, mas por causa da ditadura o mesmo foi fechado. Betty e Cláudio também fundaram juntos a própria companhia de teatro, montando as peças O Bravo Soldado Schweik e Falsa Criada.

Estreou no cinema pelas mãos de Flávio Tambellini, no filme O Beijo (1964), baseado em texto de Nelson Rodrigues, desenvolvendo a partir daí uma longa carreira.

Trabalhou em alguns filmes do chamado Cinema Marginal, inspirados pela ideologia da contracultura americana, lançados nas décadas de 60 e 70, como Piranhas do Asfalto (1970) e Os Monstros de Babaloo (1970).

Seus melhores momentos no cinema brasileiro foram ao protagonizar A Estrela Sobe (1974), do diretor Bruno Barreto, e ao atuar em Bye-bye, Brasil (1979), do diretor Cacá Diegues. Em 1986, recebeu um Kikito de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado por Anjos do Arrabalde. Por sua atuação em Romance da Empregada (1989), de Bruno Barreto, foi premiada como melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Havana, Cuba. Em 1992, ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em Brasília por Perfume de Gardênia, de Guilherme de Almeida Prado.

Foi na televisão que Betty alcançou o reconhecimento popular. Graças à interferência da amiga, Leila Diniz, conseguiu ser escalada para a novela da TV Rio, Os Acorrentados, dirigida por Daniel Filho, com quem se casou pela segunda e teve mais um filho, João Daniel.

Pouco tempo depois chegaria à TV Globo, atuando em sucessos como A Última Valsa, A Rosa Rebelde, Véu de Noiva, A Próxima Atração, O Bofe, O Homem Que Deve Morrer, Cavalo de Aço. O estrelato seguramente viria na pele da fogosa Viúva Porcina, em Roque Santeiro, mas a novela foi censurada e Betty e todo o elenco foi reescalado para estrelar outra trama: Pecado Capital (1976), campeã de audiência.

Recusou o convite para protagonizar Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976, abrindo caminho para a contratação de Sônia Braga. De qualquer forma, ainda atuou em um pequeno papel no filme.

Pousou duas vezes para a Playboy no Brasil, em agosto de 1978 e outubro de 1984.

Em 1998, casou-se pela terceira vez com Franklin Thompson.

Em 2005, coproduziu e estrelou o longa-metragem Bens Confiscados, de Carlos Reichenbach. O filme recebeu o prêmio do júri, do público e da crítica no festival Cine-PE.

Na televisão, participou da novela América (2005) pela TV Globo. Em 2007, atuou em Pé na Jaca interpretando Laura. Depois trabalhou em Duas Caras (2008), como Bárbara.

Por interpreta seus papéis com garra e alma, sendo por isso uma das mais talentosas atrizes brasileiras, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, por meio da Coleção Aplauso, lançou em 2006 sua biografia, Betty Faria: rebelde por natureza, de autoria de Tânia Carvalho.

Betty é avó de Giulia, filha de Alexandra Marzo, e dos gêmeos Valentina e João Paulo, filhos de João. A atriz segue os princípios da religião budista.

Filmografia

:: Filmografia como Atriz ::

2013 :: Casa da Mãe Joana 2
2007 :: Chega de Saudade
2005 :: Bens Confiscados
2004 :: Sexo, Amor e Traição
1998 :: For All – O Trampolim da Vitória
1992 :: Perfume de Gardênia
1989 :: Lili – A Estrela do Crime
1987 :: Romance da Empregada
1987 :: Jubiabá (Brasil/França)
1987 :: Um Trem para as Estrelas
1986 :: Anjos do Arrabalde (As Professoras)
1979 :: O Bom Burguês
1979 :: Bye-bye, Brasil
1977 :: O Cortiço
1976 :: Dona Flor e seus Dois Maridos
1975 :: O Casal
1974 :: A Estrela Sobe
1972 :: Som, Amor e Curtição
1970 :: Piranhas do Asfalto
1970 :: Os Monstros de Babaloo
1968 :: As Sete Faces de um Cafajeste
1967 :: A Lei do Cão
1965 :: Amor e Desamor
1964 :: O Beijo

:: Filmografia como Ela Mesma ::

2009 :: Dzi Croquettes

Bibliografia

Livros:

CARVALHO, Tânia. Betty Faria: rebelde por natureza. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.
SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Betty Faria. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/betty-faria/

História do Cinema Brasileiro

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