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Braços cruzados, Máquinas paradas (1979)

Filme

Sinopse

POSTER Bracos cruzados Maquinas paradasSão Paulo, maio de 1978. Três chapas disputam a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o maior da América Latina, então com 300.000 trabalhadores associados, e presidido por um pelego, desde o golpe militar de 1964. Em meio à campanha eleitoral sindical, eclodem as primeiras greves operárias que iriam mudar o país. Braços Cruzados Máquinas Paradas revela, em narrativa envolvente, como funciona a estrutura sindical brasileira, de inspiração fascista.

O filme, em sua estrutura documental, discute o movimento grevista daquele período, em seu enquadramento na Legislação Sindical vigente, as propostas das chapas em disputa, bem como as reações dos setores governamentais e empresariais ao movimento. Documenta as eleições sindicais e seu desfecho, com a vitória da chapa da situação. Paralelamente à ação dos metalúrgicos, mostra o surgimento de outras manifestações populares como a do Movimento do Custo de Vida, em setembro de 1978.

É também o primeiro documentário de longa-metragem sobre as chamadas greves espontâneas, ocorridas em São Paulo, 10 anos após a decretação do AI-5. Tais greves, que culminaram em um amplo movimento social que traria de volta a democracia ao país, estão na base dos acontecimentos que levaram à eleição do primeiro presidente operário da América Latina.

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Braços cruzados Máquinas paradas (1979) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Roberto Gervitz e Sérgio Toledo Segall
Roteiro: Sérgio Toledo Segall e Roberto Gervitz
Produção: Ribeiro, Geraldo Botelho; Gama, Hugo Amaral
Direção de produção: Gama, Hugo
Produção executiva: Sérgio Toledo Segall e Roberto Gervitz
Direção de fotografia: Raulino, Aloysio
Câmera: Raulino, Aloysio; Cecato, José Roberto
Assistência de câmera: Cecato, José Roberto
Fotografia de cena: Cecato, José Roberto; Raulino, Berenice; Lima, Luis Paulo L.
Animação: Tassara, Marcelo
Trucagens: Santos, Alex dos
Fotografia adicional: Malzoni, Zetas
Direção de som: Roberto Gervitz
Mixagem: Rogério, Walter
Montagem: Sérgio Toledo Segall e Roberto Gervitz
Letreiros: Kohl, Artur; Segall, Mario L.
Seleção musical: Xavier, Luiz Henrique
Companhia Produtora: Grupo Tarumã
Companhia Distribuidora: Cooperativa Cinematográfica Brasileira

Dados adicionais de música
Título da música: Baiaba;
Música de: Xavier, Louis H.;

Título da música: Joaquim;
Música de: Modesto, Silvio;

Título da música: Batuque;
Música de: Xavier, Luis H.; Claudio e Amaral, Aírton L.;

Título da música: Efeitos musicais
Música de: Xavier, Luis H.

Intérprete(s): Roma, Paschoal; Dalóia, José Carlos; Modesto, Silvio; Maria “Baiana”; Santos, José Lúcio dos; Aírton; Claudio e Amaral, José Maria L..

Prêmios

Prêmio Fomento no Festival de Leipzig, 22, 1979 – DE.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
Guia de Filmes, 79
Correio do Povo, 19.09.1981
O Estado de S. Paulo, 27.05.1979 e 14.12.1979

Fontes consultadas:
MSP/3
SENM/EMPLASA

Livros:

GERVITZ, Roberto; MOCARZEL, Evaldo. Roberto Gervitz: brincando de Deus. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

CINEMATECA BRASILEIRA. http://www.cinemateca.gov.br

Observações:
O Estado de S. Paulo de 14.12.1979, informa que o filme foi indicado para participar do Fórum Internacional do Jovem Cinema do Festival de Berlim e que obteve a quinta colocação na votação do público, na 3ª Mostra Internacional de Cinema no Masp. Por fim indica a produção do Grupo Tarumã.

História do Cinema Brasileiro

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