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Caiçara (1950)

Sinopse

Marina é filha de leprosos e vive num asilo, de onde é levada por Zé Amaro, um viúvo construtor de barcos em Ilhabela, onde passam a morar depois do casamento. Sua nova vida só lhe traz decepções: o marido vive de bebedeiras e ela é cobiçada pelos homens do lugar. Seu único conforto é o menino Chico, cuja avó, dona Felicidade, adepta a bruxarias, torna-se sua conselheira. Dona Felicidade, ex-sogra de Zé Amaro, diz que este matara sua filha. O drama do casal se intensifica quando Marina passa a ser perseguida por Manoel, sócio de seu marido, que tenta conquistá-la à força. No teste de um novo barco, Zé Amaro é derrubado propositalmente ao mar por Manoel. A situação muda após a morte de Zé Amaro e a chegada de Alberto, um marinheiro que se apaixona por Marina, e por ela é correspondido. Enciumado, Manoel ameaça Marina com o segredo dos seus pais, que morreram de lepra. Ciente da situação, Alberto dá uma surra em Manoel. Chico, que assistira à luta, é perseguido por Manoel e morto. Revoltada com a morte de Chico, a população persegue Manoel, que morre durante a fuga. Após a tragédia de Chico e a morte de Manoel, Marina e Alberto seguem suas vidas juntos.

Trata-se da primeira produção da Vera Cruz. O filme narra o drama de uma jovem que se casa com um homem autoritário em uma aldeia de pescadores. Agita-se a vida uniforme do local por conta da moça, mas ela não consegue se relacionar com o marido, provoca ciúmes e antigas hostilidades se acentuam.

Para Almeida Salles, com este filme, “nasce (…) o cinema brasileiro de escala industrial e internacional”, elaborada feitura técnica se mistura a “uma consciência muito clara das exigências de um cinema nacional típico”.

Para Maria Rita Galvão, o filme dá início a uma discussão concreta sobre a “brasilidade”, embora justaponha apenas “uma estrutura emprestada (do cinema estrangeiro) a uma realidade nacional”.

Elenco

Eliane Lage …. Marina
Abílio Pereira de Almeida …. Zé Amaro
Carlos Vergueiro …. Manuel
Sérgio, Mário (Alberto)
Barbosa, Zilda (Diretora do Orfanato)
Fornazari, Venário (Médico do Orfanato)
Almeida, Maísa Pereira de (Amiga no orfanato)
Célia Biar …. Amiga no orfanato
Faro, Eunice (Amiga no orfanato)
Machado, Cecília (Amiga no orfanato)
Carvalho, A. C. (Fotógrafo alemão)
Arima, Tetsamura (Kitaro)
Rocha, Maria Joaquina da (Sinhá Felicidade)
Eugênio, Osvaldo (Chico)
Kadobayashi, Akiyoshi (Pescador Tanaka)
Rocha, Antonio (Preto velho marinheiro)
Ventura, Pedro (Piloto do barco)
Rose, Gabi de (Olívia)
Aparecida, Maria (Garçonete)
Bandeira, Rubem (Empregado do bar)
Zampari, Carlo (Tatuador)
Domingues, Maria Alice (Zazá)
Adolfo Celi …. Genovês
Brentani, Gini (Genovesa)
Campos, Ricardo (Delegado)
Mikuti, Yeyai (Empregada de Marina)
Daqui, Salvador (Homem da praia)
Costa, Lizzie O. (Dona Cecília)
Habitantes da Ilhabela
Congadeiros de Caraguatatuba
Dançadores de Caiapó de Ilhabela

Ficha Técnica

Direção: Adolfo Celi
Argumento: Adolfo Celi
Roteiro: Cavalcanti, Alberto; Adolfo Celi e Jacobbi, Ruggero
Diálogos: Nonnemberg, Gustavo; Schimidt, Afonso
Assistência de direção: Pereira, Agostinho Martins; Trigueirinho Neto; Katalian, Oswaldo
Diretor adjunto: Payne, Tom; Waterhouse, John
Continuidade: Brentani, Gini
Produção: Cavalcanti, Alberto
Direção de produção: Zampari, Carlo
Assistência de produção: Rodrigues, Geraldo; Consorte, Renato
Direção de fotografia: Fowle, Chick
Câmera: Huke, Nigel C.; Deheinzelin, Jacques; Kemeny, Adalberto
Assistência de câmera: Guglielmi, Carlos
Chefe eletricista: Thomas, Ronald
Assistente de eletrecista: Goloki, Steven; Nakonechny, Erik
Maquinista: Alarcon, José; Cruz, H. Batista da
Engenharia de som: Rasmussen, Erik; Randall, H.
Assistente de som: Schirm, Ove; Novaes, Álvaro de Lima
Operador de microfone: Stoll, Michael
Montagem: Hafenrichter, Oswald
Assistente de montagem: Almeida, Lúcia Pereira de
Montagem de som: Endsleigh, Rex
Guarda-roupa: Petersen, Suzana
Cenografia: Calvo, Aldo
Assistencia de cenografia: Leifert, Horácio
Contra-regra/acessórios de cenografia: Azevedo, Osny
Maquiagem: Fletcher, Horace C.
Assistência de maquiagem: Merinov, Victor
Música: Mignone, Francisco
Companhia(s) produtora(s): Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia(s) distribuidora(s): Universal Filmes S.A.; Marte Filmes Ltda.

Financimento/patrocínio: Banco Sul Americano do Brasil S.A.

Dados adicionais de música
Orquestra: Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo
Regente Maestro: Mignone, Francisco

Locação: Ilhabela – SP

Prêmios

Melhor filme Sul-Americano no Festival de Punta del Este, 1951, UY; Melhor Produtor para Cavalcanti, Alberto; Prêmio Governador do Estado de São Paulo, 1952 SP; Melhor Diretor, Melhor Atriz para Lage, Eliane e Atriz Secundária para Rocha, Maria Joaquina da, Prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos, 1950 RJ.

Bibliografia

Fontes de Referência

Fontes utilizadas:

CB/Transcrição de letreiros-Doc
Press-sheet
Certificado de Censura Federal
MRG/VCFS
CENS/I
CCSP/LMP

Fontes consultadas:

CS/FF
FSN/MCB
FCB/FF
AV/ICB
ACPJ/I
ALSN/DFB-LM

Livros:

LAGE, Eliane. Ilhas, Veredas e Buritis. São Paulo: Brasiliense, 2005.

Internet:

ANCINE. Disponível em: http://sad.ancine.gov.br/obrasnaopublicitarias/pesquisarCpbViaPortal/pesquisarCpbViaPortal.seam. Acesso em: 17.01.18.

Observações:

CB/Transcrição de letreiros apresenta, nos letreiros iniciais, as seguintes grafias: e não ; e não Trigueirinho Neto; Ove Scherin e não Ove Schirm. Nos letreiros finais, em elenco, apresenta Yayoi Kikuti e não Yeyai Mikuti.
Certificado de Censura Federal, relativos à re-censura, indicam nova distribuição a cargo de Marte Filmes Ltda..
CS/FF inclui no elenco Verah Sampaio, Maria Alice Domingues e Kitaro (confirmação integral em FCB/FF e parcial em AV/ICB). Por fim complementa o nome do técnico de som como .
SM/VCIHCB informa, em comentário de Carlos Augusto Calil, que a “primeira tarefa que a Vera Cruz se impôs foi filmar Caiçara. A decisão já estava tomada quando se juntou ao grupo (…) Adolfo Celi havia sugerido a história com a intenção de dirigir o filme, mas como ele não tinha experiência em cinema, ficara de supervisionar (…) Cavalcanti segue para a Europa onde pretende arregimentar mão-de-obra de alto nível”.

História do Cinema Brasileiro

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