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Canção da Primavera (1932)

Sinopse

Affonso Pontes, dono do Syndicato Industrial Affonso Pontes, tem uma filha, Leonor. Affonso lembra-se de sua esposa Stella, morta quando do nascimento de Leonor, no dia em que Leonor completa 18 anos. Nesse mesmo dia, Leonor, guiando um automóvel e desviando-se de uma criança numa estradinha, sofre um acidente e fica cega. Affonso leva a filha para uma fazenda. Lá, Leonor consola-se com o canto e a amizade de Roberto, filho da caseira D. Lúcia, com quem passa a se encontrar diariamente no bosque. Roberto tem um defeito muito grande no rosto, que o torna muito feio. Affonso descobre o namoro, mas nada faz. Ricardo, estudante de medicina, rapaz brincalhão, acompanha seu irmão Moraes, médico e amigo da família Fontes, para operar Leonor na fazenda. Operam-na com sucesso. No dia seguinte, em passeio, Ricardo encontra o violão de Roberto e canta. Leonor, ainda convalescente, de olhos vendados, confunde as vozes e pensa que a voz de Ricardo é a de Roberto. Affonso, aproveitando-se do engano de Leonor, pede que Ricardo se passe por Roberto, para evitar uma decepção a sua filha. Pressionado por Affonso e por Moraes, Ricardo aceita. Começa o namoro Ricardo-Leonor, assistido de longe pelo atormentado Roberto que se suicida, colocando o braço num caixote onde está uma cobra. Ricardo apaixona-se por Leonor que, pensando estar lidando o tempo todo com Roberto, estranha não estar Ricardo usando o anel que ela dera às vésperas da operação, para minorar a saudade. Ricardo dá-lhe uma desculpa. Ao procurar água para beber, quando passeiam a cavalo pelo bosque, Ricardo e Leonor batem à porta da caseira. São recebidos por um padre que está ali para dar a extrema-unção a Roberto. Ricardo e Leonor assistem a morte de Roberto que ainda tem tempo para desvendar o engano e ‘abençoar’ a união de Ricardo-Leonor. Roberto tem no dedo anular o anel recebido de Leonor. Ela revolta-se com a mentira. Affonso assume a responsabilidade e explica o sucedido, isentando Ricardo. Leonor volta para Ricardo.

Elenco

Rubens, Liliam
Alencar, Ronaldo de
Conde, Arnaldo
Alvarado, Álvaro

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Fábio Cintra
Produção: Potyguar Medeiros e Francisco Campos
Fotografia: Francisco Campos
Operador: Francisco Campos
Cenografia: Wal P. Zornig
Companhia Produtora: Alfa-Capitol
Companhia Distribuidora: Paramount

Dados adicionais de música:
Título da música: Olhos verdes;

Título da música: Canção da primavera

Locação: Casarão de D. Veridiana Valéria da Silva Prado, São Paulo – SP; Horto Florestal, São Paulo – SP; Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, São Paulo – SP

Brasil | 35mm | BP | 90 min. | 24q | Vitaphone

Bibliografia

Fontes utilizadas:
Material examinado
CB/Descrição plano a plano
MRG/CCP
AV/ICB
JCB/OESP
CB/Jornada 1

Fontes consultadas:
ACPJ/I
ACPJ/75
ACPJ/CB: 1906-1968
CB/FI
Cinearte

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Canção da Primavera (1932). Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/cancao-da-primavera-1932/

Observações:
Fábio Cintra é o pseudônimo de Potyguar Medeiros. Assim como Lillian Rubens é o pseudônimo de Paula Hoffmann e Álvaro Alvarado é o de Álvaro Alambert.
Em entrevista, a atriz Paula Hoffmann afirma que Vitoria Lambertini fez o papel da caseira, mãe de Roberto. Cf. CB/Jornada, 1.
Cinearte, de 22.06.1932, indica uma sessão especial, embora o filme ainda não estivesse terminado. Em 02.11.1932, também afirma que houve uma outra exibição especial, sem especificações de salas ou datas. Cinearte de 01.04.1933, indica ainda a exibição no Eldorado, do Rio de Janeiro.
ACPJ/I indica que Fábio Cintra teria sido também o argumentista do filme.
Cinearte de 23.09.1931 informa que Augusto Campos seria diretor e operador da fita. A mesma fonte de 16.09.1931 e 01.07.1933, chama a companhia produtora de Alfa Filmes e Laboratórios Capitol, separadamente.
Fotografias: Cinearte, 18.11, 25.11, 16.12, 23.12.1931, 03.02, 10.02, 04.05 e 10.08.1932.

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