fbpx

Carlos Egberto

Biografia

Carlos Egberto Rocha Faria da Silveira, em arte mais conhecido como Carlos Egberto, e no meio cinematográfico como Eg, é um diretor de fotografia brasileiro nascido no Rio de Janeiro (RJ) em 25 de janeiro de 1946. Formado pelo London International Film School, em 1971, e M.A. pela London University, em 1975.

Em 1958, aos 12 anos ganha uma Kodak Magazine 16mm e com ela realiza seu primeiro filme, em 16mm reversível, já com trucagens em câmera, em que personagens se transformam em outros, pessoas surgem em meio da fumaça, como ele mesmo diz, uma espécie de Méliès Infanto-Juvenil. Em 1962, então com 16 anos, consegue som, uma enorme responsabilidade para um garoto. Poucos meses depois demite-se da Continental e consegue vaga de estagiário no JB conhecendo as Leicas, as primeiras Nikon, etc.

Depois, no Estúdio JB, que pertencia ao jornal, vai trabalhar como fotógrafo, Nessa época tem a oportunidade de trabalhar por uma semana, como press officer, com a atriz Joan Crawford, que estava de visita ao Rio de Janeiro para lançamento de mais uma fábrica da Pepsi-Cola. Todas as manhãs, às oito em ponto, Eg entrava timidamente em sua suíte no Copa, para, junto com ela, analisar as fotos dos eventos que a atriz participara, antes de liberar para a imprensa.

Em 1964, assina a fotografia de seu primeiro filme, o curta O Parque, de Maria J.S. Alvarez. Depois de mais alguns curtas, ganha uma bolsa para estudar em Londres, onde fica por quatro anos.

Ainda em Londres, recebe o convite de Rodolfo Nanni para fotografar Cordélia, Cordélia. Para trabalhar no filme teve que trancar matrícula no LIFS e, antes de terminar a filmagem volta correndo para Londres, cabendo a Lúcio Kodato rodar a última semana do filme. Sobre sua experiência nesse filme, Eg comenta: Foi um dos últimos filmes rodados na Vera Cruz. Arcos, Mitchell BNC, dollys de 200kg, e um negativo de 100 ASA (ou ISO). Tal como tinha aprendido na escola, resolvi fazer como o Gregg Toland e em vez de fotografar os interiores a f.2.8 ou f.4 como era praxe, usei f.8 e até f.11. Para isso, luz e mais luz e ainda mais luz! Troquei a potência dos refletores, mas não sua posição. Aonde tinha um 2 mil W, coloquei um 5 mil W, onde estava o 5 mil W troquei por um 10 mil W e os 10 mil W foram substituídos por arcos. Em vez de lanternas chinesas o fill light de cima era feito com enormes sky-pans de 2 mil W. Em interior sim, senhor ! Só não morremos de calor porque era inverno. A Mitchell tinha que esquentar o motor antes de começar o dia de trabalho. Altri tempi !!!”.

De volta, vai para São Paulo trabalhar com publicidade, até ser convidado por Bruno Barreto para ser o diretor de fotografia de Menino do Rio. Faz fotografia adicional nos filmes Gabriela (1983), de Bruno Barreto, Águia na Cabeça (1983), de Paulo Thiago, e Tamboro (2008), de Sérgio Bernardes Filho.

Na televisão, sua única experiência é na série Armação Ilimitada, direção de Guel Arraes, pela TV Globo, entre 1985 e 1988, além de vários clips musicais com astros da MPB como Fagner, Fábio Jr., etc. e dezenas de comerciais para clientes de peso como Banco do Brasil, Bradesco, Coca-Cola, etc.).

Dirigiu a fotografia de dois filmes de Ivan Cardoso, As Sete Vampiras (1986) e Escorpião Escarlate (1990).

Após trabalhar no filme Boca de Ouro (1990), de Walter Avancini, afastou-se do cinema, a partir do qual dedicou-se a ver filmes, ler e estudar as novas tecnologias, como a cinematografia digital.

Vinte anos depois, em 2010, retorna para assinar a fotografia do longa Insensatez, filme de Ricardo Bravo.

Filmografia

2010/2011 :: Insensatez
1990 :: Escorpião Escarlate
1990 :: Boca de Ouro
1989 :: Corpo em Delito
1986 :: Artes nas Cidades (CM)
1986 :: As Sete Vampiras
1984 :: Espelho de Carne (cofot. Ney Fernandes)
1984 :: (CM)
1984 :: Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez (episódio: Sábado Quente)
1984 :: Areias Sagradas (Parábola em Ipanema) (CM)
1983 :: Garota Dourada
1983 :: O Trapalhão na Arca de Noé
1982 :: Aventuras de um Paraíba
1981 :: Menino do Rio
1977 :: Finlândia, Um País Quente (Finlândia)
1977 :: A Finlândia Industrial (Finlândia)
1974 :: Relatório de Um Homem Casado (cofot. Fernando Amaral)
1971 :: Cordélia Cordélia
1968 :: Os Vencedores: 1952-1965 (CM)
1967 :: O Velho e o Novo (CM) (cofot. José Carlos Avelar e Fernando Duarte)
1964 :: O Parque (CM)

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antônio Leão da. Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2011.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/carlos-egberto/

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

Qualquer interesse de envio de textos, dúvidas, opiniões, sugestões, acréscimos de conteúdo, relato de erros ou omissão de informações publicadas, entre em contato com a Coordenação Geral do História do Cinema Brasileiro pelo seguinte email: [email protected]

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.