fbpx

Carlos Imperial (1935-1992)

Biografia

Carlos Eduardo da Corte Imperial, em arte conhecido como Carlos Imperial, foi um produtor artístico e personalidade do show business brasileiro nascido na cidade de Cachoeiro de Itapemirim no dia 24 de novembro de 1935. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 04 de novembro de 1992.

Envolvido no lançamento das carreiras de Roberto Carlos, Elis Regina, Tim Maia, Wilson Simonal, Clara Nunes e inúmeros outros artistas, as atividades de Imperial incluem a produção de filmes e peças de teatro, participação em programas de televisão e autoria de músicas de sucesso como A Praça e Vem quente que eu estou fervendo.

Nas notas da biografia póstuma Dez! Nota Dez!: Eu Sou Carlos Imperial, Denilson Monteiro afirma que a cena cultural brasileira dos anos 1960 a 1990 seria muito diferente se não fosse Carlos Imperial, acrescentando que ele foi presença constante na música, no cinema, no teatro, na TV, nos jornais e revistas, e até na política.

Dono de personalidade polêmica, Carlos Imperial se autodeclarava rei da pilantragem e tornou-se célebre por seu estilo de vida irreverente e libertino marcado por incontáveis casos amorosos.

Imperial teve sua primeira experiência no mundo artístico em uma pequena participação no filme O Petróleo é Nosso, de Watson Macedo, e atuou em várias chanchadas até que o gênero entrou em declínio. Em 1957, interpreta um número musical (ao lado de Paulo Silvino) em Sherlock de Araque. Em 1958 compôs em parceria algumas canções rock’n roll para que Eliana e Augusto Cesar Vanucci as interpretassem no filme Alegria de Viver. Sua carreira como produtor cinematográfico começou com O Rei da Pilantragem, lançado em 1969, que tinha as faixas do LP Pilantrália como trilha sonora.

De volta às telas no papel principal da bem-sucedida pornochanchada A Viúva Virgem, Imperial sentiu-se estimulado a produzir novos filmes. Como produtor, ator e diretor, ele se tornou presença constante no cinema brasileiro nas décadas de 1970 e 1980, muitas vezes explorando sua persona de “devasso” e a beleza de suas “lebres”. A experiência resultou em uma série de pornochanchadas de boa bilheteria, mas o resultado geral foi irregular: a versão cinematográfica de Um Edifício Chamado 200 não repetiu o sucesso do teatro, o que agravou os problemas gerenciais da produtora e levou Imperial a uma fase de dificuldades financeiras.

Carlos Imperial foi vítima de miastenia grave, doença desencadeada por uma dose de diazepam no pós-operatório de uma lipoaspiração. Após operação para a retirada do timo, não resistiu e faleceu, aos 55 anos. Antes de morrer, Imperial teria deixado em testamento 25% de seus bens à sua namorada da época, a filha de 17 anos de um funcionário de sua empresa construtora. O documento, porém, foi considerado inválido.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

1999 :: Hi-Fi
1997 :: À Meia Noite com Glauber Rocha
1984 :: Os bons tempos voltaram: vamos gozar outra vez …. Locução
1981 :: Delícias do Sexo
1981 :: Mulheres
1981 :: Meninas querem… os coroas podem
1979 :: A noiva da cidade
1978 :: Amada amante
1977 :: O Sexomaníaco
1976 :: A ilha das cangaceiras virgens
1975 :: O Monstro Caraíba
1973 :: Um Edifício Chamado 200
1972 :: A Viúva Virgem
1972 :: Independência ou morte
1968 :: O Rei da Pilantragem
1959 :: Mulheres à Vista
1959 :: Garota Enxuta
1958 :: Pé na Tábua
1957 :: De Vento em Popa
1957 :: Sherlock de Araque
1954 :: O Petróleo é Nosso

:: Filmografia como Diretor ::

1981 :: Delícias do Sexo
1981 :: Mulheres
1977 :: O Sexomaníaco
1974 :: O Sexo das Bonecas
1973 :: Um Edifício Chamado 200

:: Filmografia como Assistente de Direção ::

1959 :: Mulheres à Vista
1958 :: Pé na Tábua

Bibliografia

Livros:

IMPERIAL, Carlos. Memórias de um Cafajeste. : , .

MONTEIRO, Denilson. Dez! Nota Dez!: Eu Sou Carlos Imperial. Rio de Janeiro: Matrix, 2008.

MONTEIRO, Denilson. Dez! Nota Dez – Eu Sou Carlos Imperial. : Planeta, .

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

Qualquer interesse de envio de textos, dúvidas, opiniões, sugestões, acréscimos de conteúdo, relato de erros ou omissão de informações publicadas, entre em contato com a Coordenação Geral do História do Cinema Brasileiro pelo seguinte email: [email protected]

2 comentários sobre “Carlos Imperial (1935-1992)

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.