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Célia Biar (1918-1999)

Biografia

Célia Raphaella Martins Biar, em arte conhecida como Célia Biar, foi uma atriz e apresentadora brasileira nascida em São Paulo (SP) no dia 10 de março de 1918.

Filha de um industrial e da modista Beatriz Biar, foi integrada ainda muito jovem no Grupo de Teatro Experimental, dirigido por Alfredo Mesquita. Sua primeira montagem no grupo foi a peça Pif-Paf, de Abílio Pereira de Almeida, em 1947.

Em 1949, profissionalizou-se no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), quando foi convidada por Cacilda Becker para substituir uma atriz que havia faltado. A partir daí teve participação ativa nas comédias sofisticadas. Estreia então – ao lado de Leonardo Villar – na peça Weekend. Em seguida, atuou com Cacilda Becker na peça Inimigos Íntimos, em 1952. Teve rápidas participações na Companhia Brasileira de Comédia, no Pequeno Teatro de Comédia e na Companhia Nydia Lícia. Aos poucos, Biar tornou-se uma atriz característica da alta comédia.

Em 1960, brilhou no teatro com a peça Pic-Nic, dirigida por Antunes Filho, ao lado de Armando Bógus e Felipe Carone. Em 1962, ganhou o Prêmio Saci por sua atuação em A Terceira Pessoa, dirigida por Walmor Chagas, com Sérgio Cardoso e Cacilda Becker.

Fez filmes de relativos sucessos. Estreou nas telonas em 1950 com o filme Caiçara, contratada pela recém-fundada Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Atuou em muitos outros, destacando-se Uma Pulga na Balança (1953) e As Cariocas (1966), sendo seu último filme O Descarte, de 1973, direção de Anselmo Duarte, com Tarcísio Meira e Glória Menezes.

Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro e acaba sendo a primeira atriz a ser contratada pela recém fundada TV Globo. No dia da inauguração da emissora em 26 de abril de 1965, Célia Biar estava lá apresentando o programa feminino Edna Savaget.

Durante a década de 60 foi apresentadora de variados programas, dentre eles Sempre Mulher, Oh, Que delícia de Show, ao lado de Ted Boy Marino; Quem é quem? e Sessão das Dez, este produzido e exibido pela recém-inaugurada Rede Globo e dirigido por Walter Clark. O programa exibia filmes apresentados por Célia, que aparecia sempre com uma longa piteira na mão e um gato angorá no colo — o famoso Zé Roberto.

Sua primeira novela acontece em 1970, quando Célia Biar estreou como atriz em Pigmalião 70, produzida pela TV Globo, única emissora para qual trabalhou. Seguiram-se Minha Doce Namorada (1971), Carinhoso (1973), Estúpido Cupido (1976), Brega & Chique (1987), Gente Fina (1990) e Suave Veneno (1999), sua última novela, onde teve participação especial como uma freira do orfanato. Em sua carreira, interpretou personagens sofisticados e chiques que caíram no gosto do público.

Faleceu no dia 06 de novembro de 1999, de câncer no pulmão, aos 81 anos, em São Paulo (SP), por complicações decorrentes de câncer pulmonar.

Não se casou e nem teve filhos. Morava sozinha em um apartamento no bairro de Ipanema (RJ), tendo declarado que sua maior frustração na vida foi não ter tido um filho.

Filmografia

1973 :: O Descarte
1973 :: O Marido Virgem
1968 :: Uma Rosa para Todos (Una Rosa Per Tutti) (Itália)
1967 :: O alegre mundo de Helô
1967 :: Garota de Ipanema
1966 :: As Cariocas
1962 :: As Sete Evas
1954 :: É proibido beijar
1953 :: Uma Pulga na Balança
1951 :: Terra é Sempre Terra
1950 :: Caiçara

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Célia Biar. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/celia-biar/

História do Cinema Brasileiro

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