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Celso Faria (1932-2014)

José Celso Góes de Faria, em arte também conhecido como Celso Faria e Tony Andrews, foi um ator brasileiro nascido em São Paulo (SP) no dia 07 de abril de 1932.

Com mais de 40 filmes no currículo, ele esteve presente em diversos longas de pornochanchada e atuou também no cinema italiano, como ator coadjuvante mais conhecido por suas incursões no Spaghetti Western, firmou-se a partir dos anos 70 no cinema brasileiro.

Filho do ator José Jorge Faria, na adolescência estuda jornalismo, sempre lendo muito sobre teatro e cinema, sua paixão. Interessou-se por cinema desde a infância, pois seu pai frequentara a Hollywood dos anos 20, fazendo inúmeras figurações, como em Four Horsemem of the Apocalypse, com Rodolfo Valentino.

Trabalhou inicialmente como jornalista e corretor de imóveis. Em 1955, fez uma ponta no filme inacabado Três Destinos, selando ai sua estreia cinematográfica, numa duradoura carreira de mais de 40 anos e muitos filmes.

Atuou em algumas produções da Brasil Filmes, como Ravina. Encarnou a figura do poeta Antonio Gonzaga em Rebelião em Vila Rica, conquistando algum reconhecimento, o que lhe permitiu agarrar a carreira de ator. Bastante requisitado, participou em curto período de Chofer de Praça e Dona Violante Miranda.

Estreou oficialmente no cinema em 1957 em 1958 no filme Rebelião em Vila Rica, numa duradoura carreira de mais de 40 anos e muitos filmes.

Com Mazzaroppi, estrelou Chofer de praça, dois anos depois. Esteve também em Dona Violante Miranda junto a Dercy Gonçalves, além de ser o vilão de Conceição (1960).

Após outros longas, mudou-se em 1962 para a Itália a convite do diretor Wladimir Lundgren, e por lá se tornou presença constantes em faroestes.

Resolveu seguir para a Itália, tal como fez Norma Bengell, com quem filmara Conceição (1960), Antônio de Teffé (Anthony Steffen – o mais bem sucedido no gênero), a atriz baiana Esmeralda Barros, Florinda Bulcão (Florinda Bolcan) e Marília Branco. Atuou com intensidade no cinema italiano, em sua maioria faroestes tipo spaghetti, tornando-se astro internacional. Destes Florinda Bulcão e Marília Branco não fizeram o gênero Western.

Com o próprio nome ou sob o pseudônimo Tony Andrews, Celso Faria fez diversos papéis nos filmes de Django (vividos por Jack Betts e Anthony Steffen, entre outros) e Sartana.

Entre 1964 e 1971, consagrou-se então como bandido neste filme em meio a um pequeno grupo de atores brasileiros que se aventuravam pela Itália. Apesar disso, não participou do clássico filme de 1966, onde o protagonista foi vivido por Franco Nero.

Celso Faria participou de 11 filmes do gênero, ora com o próprio nome ora com seu pseudônimo Tony Andrews. Tornou-se conhecido protagonizando mais de 80 fotonovelas, republicadas em português pela revista “Sonho” e trabalhando na Alemanha, onde fez 4 filmes policiais e um novela para a televisão.

Em 1973, Celso Faria voltou ao Brasil, diretamente para as pornochanchadas, entre elas Café na cama (1973) e Confissões de uma viúva moça (1976), com José Wilker e Sandra Barsotti. Seu estereótipo de mau lhe valeu um papel em Eu matei Lúcio Flávio (1979), de Antônio Calmon; e Escalada da violência (1982).

Embarcou em 1962 com o diretor Fernando de Barros, com indicações de que o diretor Riccardo Freda reservara-lhe um papel em seu próximo filme. Depois de um período sem atuar, desiludido retorna ao Brasil, ocasião em que roda O Anjo Assassino. Recebeu em 1965 o convite do diretor brasileiro Wladimir Lundgreen, radicado em Roma para personificar um vilão em Django não espera…mata. Um novo gênero cinematográfico reinventado pelos italianos, (neste mesmo ano outros clássicos já começavam a serem rodados como os filmes de Ringo com o ator Giuliano Gemma e a Por um punhado de dólares de Sergio Leone).

Volta definitivamente para o Brasil em 1973 desempenhando o tipo Machão em comédias eróticas e atuando em filmes violentos como Eu matei Lúcio Flávio e Terror e Êxtase veículos para sua conhecida personalidade de homem mau.

Fora das telonas, também atuou em 80 fotonovelas e, na televisão, esteve na produção da TV Manchete A rainha da vida, de 1987.

Com Hugo Carvana na direção, um de seus último trabalhos foi Vai Trabalhar Vagabundo 2, de 1991.

Celso Faria faleceu, aos 82 anos, de enfisema no dia 13 de outubro de 2014 no Hospital de Clínicas de Niterói (RJ).

Filmografia

1991 :: Vai Trabalhar Vagabundo II – A Volta
1987 :: Johnny Love
1984 :: Amenic – Entre o Discurso e a Prática
1983 :: O Início do Sexo
1983 :: O Bom Burguês
1982 :: Piranha, o Peixe Assassino (Killer Fish) (Itália/Brasil/EUA)
1982 :: Luz del Fuego
1982 :: Escalada da Violência
1982 :: Profissão Mulher
1981 :: Delícias do Sexo
1981 :: Rapazes da Calçada
1981 :: O Sequestro
1980 :: Terror e Êxtase
1980 :: O Bandido Antonio Dó
1980 :: Giselle
1980 :: Um Menino, uma Mulher
1979 :: Eu Matei Lúcio Flávio
1979 :: A Rainha do Rádio
1979 :: O Caso Cláudia
1978 :: A Mulata que Queria Pecar
1978 :: Encarnação
1977 :: Ódio
1977 :: A Festa
1976 :: Quem é o Pai da Criança?
1975 :: Nós, os Canalhas
1975 :: Quando Elas Querem… e Eles Não
1975 :: Confissões de uma Viúva Moça
1973 :: Café na Cama
1971 :: Ficou Um Só / Irmãos Fora Da Lei / Fico Só Mas Mato Todos
1971 :: O Xerife De Rockspring
1971 :: Lo Sceriff o Di Rockspring (Viva Gringo: Deus Perdoa… Eu Não) (Itália)
1971 :: Rimase Uno Solo e Fu La Morte Per Tutti! (Irmão Fora da Lei) (Itália)
1970 :: Giù Lê Mani… Carogna (Uma Balada para Django) (Itália)
1970 :: Quel Maledetto Giorno D’Inverno… Django e Sartana All’Ultimo Sangue (Django e Sartana, Até o Último Sangue) (Itália)
1970 :: Arrivano Django e Sartana… è La Fine (Django e Sartana no Dia da Vingança) (Itália)
1970 :: A Balada De Django / Uma Balada Para Django
1970 :: Django e Sartana Chegaram … É o Fim / Django e Sartana No Dia Da Vingança
1970 :: Django e Sartana Frente A Frente / Django E Sartana Até O Último Sangue / Django Desafia Sartana (Brasil)
1969 :: Eu Sou Sartana, O Anjo Da Morte
1969 :: Quintana
1969 :: Django O Bastardo
1969 :: Os 4 Pistoleiros Para Satana / Os 4 Assassinos De Sartana / Sou Sartana, Venham em 4 Para Morrer
1969 :: Sono Sartana, Il Vostro Becchino (Eu Sou Sartana) (Itália)
1969 :: Quintana (Itália)
1969 :: Django Il Bastardo (Django, o Bastardo) (Itália)
1969 :: E Veneno In Quattro Per Uccidere Sartana! (Sou Sartana, Venham em Quatro para Morrer) (Itália)
1968 :: Prega Pio… e Scavati La Fossa (Reze a Deus… e Cave sua Sepultura) (Itália)
1968 :: Chiedi Perdono A Dio… Non A Me (Peça Perdão a Deus, Nunca a Mim) (Itália)
1968 :: Sua Lei Era O Colt / Reze a Deus e Cave Sua Sepultura
1968 :: Peça Perdão A Deus… Nunca Amim
1967 :: O Anjo Assassino
1967 :: Django Não Espera… Mata / Não Espere Django, Atira (Non Asperatte Django, Spara) (Itália)
1964 :: Copacabana Palace (The Girl Name) (Itália/França/Brasil)
1964 :: Michelino Cucchiarella (Itália)
1960 :: Marido de Mulher Boa
1960 :: Conceição
1960 :: Dona Violante Miranda
1958 :: Ravina
1958 :: Chofer de Praça
1958 :: Rebelião em Vila Rica
1955 :: Três Destinos (Inacabado)

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Celso Faria. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/celso-faria/

História do Cinema Brasileiro

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