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Cine Olympia – Belém – PA

Histórico

Inaugurado no dia 24 de abril de 1912, o Espaço Municipal Olympia Luiz Severiano Ribeiro, ou simplesmente Cine Olympia, comemorou 97 anos. É o mais antigo cinema do Brasil em funcionamento.

Na época da inauguração do Olympia, Belém já tinha doze cinemas, como o do Beco do Carmo, além de contar com as exibições volantes, principalmente no Arraial de Nazaré, durante os festejos do Círio. O Olympia, no entanto, foi o primeiro cinema de luxo da cidade.

Nas lembranças de quem viveu a época, as décadas de 30 e 40 foram especialmente positivas para o cinema, quando funcionou o maior número de salas simultaneamente.

O Olympia fazia parte da firma Teixeira & Martins (de Antônio Martins e Carlos Augusto Teixeira, também donos do Grande Hotel e do Palace Theatre), que mais tarde se tornaria Empresa Cinematográfica Paraense Ltda, do banqueiro Adalberto Marques. Durante a administração dessa empresa, o Olympia tinha grande público, mesmo nas sessões da meia noite, instituídas com sucesso.

A sala foi inaugurada com pompa. Tinha 400 poltronas, 10 ventiladores elétricos, 6 portas e 14 janelas abertas nas laterais do prédio, profusamente iluminado. Na época do Círio, assim como os outros cinemas, o Olympia mudava-se para uma barraca no arraial de Nazaré.

Na década de 50, já sob a administração da Empresa São Luiz (Severiano Ribeiro), o cinema mostrava os primeiros sinais da decadência, virando alvo das campanhas estudantis para melhoria nas instalações. O cinema quase foi fechado, mas permaneceu funcionando firme até 1960, quando veio a tão esperada reforma. A sala ganhou cadeiras estofadas e condicionador de ar central. Na história do Olímpia (o cinema perdeu o y na década de 30) constam o Jornal Olympia, criado ainda nos primeiros anos da sala para divulgar sua programação, e dois filmes realizados sobre sua história.

Atualmente o Cine Olympia não se dedica exclusivamente às exibições de filmes, mas abriga programações de diversos segmentos culturais.

ANIVERSÁRIO – Para festejar a data, a Prefeitura de Belém, via Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), preparou uma programação especial, que começa às 15h, com uma mostra de dança. Bailarinos irão apresentar cenas de filmes que marcaram a indústria cinematográfica internacional.

Logo em seguida, os críticos paraenses Pedro Veriano, Luzia Miranda Álvares, Acyr Castro e Arnaldo Prado Junior receberão homenagens pela dedicação com que escrevem sobre a Sétima Arte.

Para encerrar a programação, os convidados poderão conferir o lançamento do curta paraense “Com uma palavra”. A partir das 17h, o cinema abrirá suas portas ao público do I Amazônia Doc (leia matéria na página 4).

VISITAÇÃO – Muito mais do que um cinema, o Olympia é parte da história do Pará e, por isso, está aberto todos os dias, das 8h às 21h, para visitação. A programação é exibida de terça-feira a domingo, sempre às 18h30. A escolha dos filmes é feita pelo crítico de cinema Marco Antônio Moreira. “Temos parcerias com embaixadas e consulados, e isso garante a exibição de filmes de qualidade, que não sejam comerciais, mas artisticamente interessantes. Além, é claro, das produções locais”, diz ele. Segundo a gerente do Olympia, Nazaré Moraes, nas sessões durante a semana, o público varia entre 80 e 120 pessoas diariamente. Nos finais de semana, esse número sobe para 230, quase a metade dos 420 lugares disponíveis.

Outra atividade do Cine Olympia é o projeto A escola vai ao cinema, voltado a estudantes de bairros da periferia. “Muitas dessas crianças são carentes e não têm oportunidade de ir ao cinema”, explica Marco Antônio, acrescentando que as escolas devem entrar em contato com a administração do espaço para agendar a exibição.

Segundo Nazaré Moraes, quase 16 mil crianças participaram do projeto de abril de 2007 a novembro de 2008. A gerente informou que a última reforma foi feita em 2006, sendo que no ano passado o espaço foi fechado por um curto espaço de tempo para a manutenção de equipamentos. “Temos um gasto muito alto com a manutenção do espaço. Logo no início foi difícil conscientizar o público da conservação do local, mas atualmente as pessoas já tem um carinho muito especial pelo Cine Olympia”, diz. (Diário do Pará)

História do Cinema Brasileiro

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