fbpx

Cineasta Carlos Reichenbach morre aos 67 anos

Notícia

O Diretor, roteirista, fotógrafo e produtor, Carlos Reichenbach morreu na tarde desta quarta-feira (14), data em que completou 67 anos de vida. O cineasta passou mal em sua casa e morreu na ambulância a caminho da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo.

Carlão, como era conhecido entre os amigos, dirigiu 22 filmes, entre eles Liliam M: Relatório Confidencial (1975), A Ilha dos Prazeres Proibidos (1979), Império do Desejo (1981), Filme Demência (1985), Anjos do Arrabalde (1987), Alma Corsária (1993) e Garotas do ABC (2003).

Um dos principais atuantes do Cinema Marginal e do cinema da Boca do Lixo, o gaúcho de Porto Alegre também foi professor da Escola de Comunição e Arte, da USP, e, desde 2004, comandava a Sessão do Comodoro no CineSesc. Reichenbach ainda foi colaborador do Portal Terra como crítico de cinema.

Entre os cerca de 20 prêmios que Carlos Reichenbach conquistou na carreira estão o prêmio especial do júri no Festival de Brasília por Garotas do ABC (2003) e o Troféu Candango de melhor filme por Alma Corsária (1993); no Festival de Gramado, ganhou o Kikito de Ouro de melhor filme por Anjos do Arrabalde (1987) e o prêmio de melhor diretor por Filme Demência (1986). Entre as congratulações internacionais, Reichenbach já ganhou o prêmio Trentennale na Mostra internazionale del Nuovo Cinema di Pesaro, na Itália, por Alma Corsária (1993) e o Leopardo Dourado, no Festival de Locarno, na Suíça, por Dois Córregos – Verdades Submersas no Tempo (1999).

Ao longo dos últimos anos, Carlos Reichenbach sofreu três infartos, passando por três pontes de safena e uma mamária, dois cateterismos e angioplastia, Ele também passou por uma operação de catarata. Em seu blog (olhoslivres2.zip.net), além de atualizar com análises e críticas de produções cinematográficas, ele relatou seu estado de saúde em setembro de 2011.

Sempre positivo e ativo, Carlos Reichenbach escreveu: “daqui para frente sei que vou precisar diminuir um pouco o ritmo, mas estou vivo, pensando melhor que nunca e eufórico com a espera da chegada, em outubro, de Carolina, minha segunda neta. Além disso, tem um novo projeto de filme – a ser realizado após Um Anjo Desarticulado – que não me deixa mais dormir direito ou morrer, e que vai contar um pouco a história da vinda da minha mãe, da Estônia ao Brasil, na década de 20, e ilustrar uma fantasia pessoal, emocional e afetiva a respeito de Lênin.”

O cineasta, que teve três filhos com a esposa, Lydia Reichenbach, será velado no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, a partir das 23h desta quinta-feira.

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

Qualquer interesse de envio de textos, dúvidas, opiniões, sugestões, acréscimos de conteúdo, relato de erros ou omissão de informações publicadas, entre em contato com a Coordenação Geral do História do Cinema Brasileiro pelo seguinte email: [email protected]

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.