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Cinema 1 – Rio de Janeiro – RJ

Histórico

Foto: Sérgio Borges (06-07-1990).

O Cinema 1 era uma sala de cinema de rua carioca localizado na Avenida Prado Júnior, entre as ruas Barata Ribeiro e Ministro Viveiros de Castro, no bairro de Copacabana, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Seu imóvel era uma referência da atividade cinematográfica no bairro desde sua inauguração, em setembro de 1972, até agosto de 2005, quando passou a funcionar ali outro negócio.

Surgiu como um cinema diferenciado no panorama exibidor carioca na década de 1070, ganhando fama por sua sofisticada seleção de filmes, com a exibição de clássicos ou obras contemporâneas que dificilmente chegavam ao circuito tradicional. A sala foi fundada por Alberto Shatovsky, onde antes funcionava o Cine Paris Palace, e disputava com o Cine Paissandu, no Flamengo, a preferência da intelectualidade carioca.

Alberto Shatovsky administrou a sala, de 600 lugares, até 1977. A programação privilegiava o que hoje seria tratado como cinema independente. São Bernardo (1972), de Leon Hirszman, ficou dez semanas em cartaz. Encurralado, do estreante Steven Spielberg foi outro sucesso. Na telona do Cinema 1, os cariocas puderam assistir a clássicos do sueco Ingmar Bergman, como O sétimo selo. Ou Pele de asno, do francês Jacques Demy, cuja exibição também se estendeu por dez semanas.

Em 1998, o Cinema 1 encerrou suas atividades. Em 2005, um hortifruti foi inaugurado no lugar. Ao longo das últimas décadas, Copacabana perdeu outros cinemas importantes, como o Cine Ricamar, o Cine Rian, o Bruni e o Metro Copacabana. Restaram apenas o Roxy — fundado em 1938 e que foi dividido em três salas — e o Cine Joia.

Outros bairros tradicionais do Rio que também ganharam fama por suas salas de exibição sofreram com o fechamento de cinemas. O Centro, a Tijuca e o Méier são exemplos. Em meio à chegada dos cinemas nos shoppings da cidade, a especulação imobiliária, o aumento da violência nas ruas e a oferta de filmes pela TV fechada ajudaram a esvaziar salas importantes, que acabaram fechando ou sendo vendidas para empresas e até igrejas.

Na Cinelândia, por exemplo, já não existem mais o Cinema Império, o Pathé e o Capitólio. Na Tijuca, a antiga Cinelândia da Zona Norte do Rio, que chegou a ter mais de dez salas frequentadas por gerações de cariocas, fecharam as portas cinemas memoráveis como Metro Tijuca, Olinda, Cinema Carioca e Cinema América. Também na Zona Norte, o Bruni Méier foi outro cinema que desapareceu.

Galeria

Bibliografia

Internet:

O GLOBO. Cinema 1, reduto da intelectualidade do Rio, exibe clássicos como os de Bergman. Disponível em: http://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/cinema-1-reduto-da-intelectualidade-do-rio-exibe-classicos-como-os-de-bergman-8901131. Acesso em: 04 de junho de 2017.

História do Cinema Brasileiro

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