fbpx

Cinema Brasil – Além Paraíba – MG

Histórico

FOTO Cinema Brasil - Alem ParaibaConstrução do Prédio do Rex Club em Porto Novo aproximadamente 1946. Aos que gostam de história – história do Brasil, história do Estado de Minas, história das Civilizações, é interessante narrar certo trecho da história de Além Paraíba.

Aí, pelo ano de 1912 (ou pouco menos) foi adquirida a Estrada de Ferro Central do Brasil, então dirigida pelo Conde de Frontin, graças aos esforços do Agente Executivo, farmacêutico José Venâncio Augusto de Godoy e do Senador mineiro Francisco Salles, então Ministro da Fazenda, um terreno para nele construir uma fábrica de tecidos. Efetuada a compra pela Câmara Municipal de Além Paraíba, foi decidida a extinção do brejal ali existente, povoado de sapos, atestando a presença de água estagnada, em cuja decomposição de insetos nocivos ao homem encontrava vasto campo para sua proliferação. Traçam-se os planos, tendo em vista a construção, além da fábrica, da abertura de duas ruas e de uma praça. As vias públicas foram dadas os nomes que até hoje conservam, isto é, Capitão Godoy e Conde de Frontin. Quanto à praça, foi-lhe dado o nome do Senador Francisco Salles.

Erguida a Fábrica de Tecidos, o Dr. Acácio Castello Branco traçou a planta do jardim, iniciando-se os trabalhos de edificação do mesmo. As dificuldades foram superadas com o auxílio dos bancos, de doações de árvores e flores, tubos velhos pintados transformados em postes. Surgiu o jardim, depois o coreto. As retretas tomaram conta do logradouro. Os namorados. No ato da inauguração, em 1917, o Prefeito Cel. Antônio Castello Branco, respondendo a saudação de Marietta Faria, filha da saudosa professora Emília Faria, que falou em nome da população, frisou, em certo trecho do discurso: “um jardim onde, à tarde, as crianças pudessem folgar como bando de encantadoras borboletas e nós pudéssemos desfrutar manhãs ou tardes amenas, ou suavizar os rigores dos dias calmosos”.

Infelizmente o jardim durou relativamente pouco: em 1947 ou 1948, com a construção dos dois edifícios – Rex Club e Cinema Brasil – naquela área, desapareceu o logradouro.

Cousas da administração municipal: aqueles que respondiam pelos destinos da Prefeitura de doarem a velha Praça Senador Francisco Salles. E com isto, ao invés de prestarem um benefício à Cidade, cometeram um erro, conforme o tempo (sempre ele) veio demonstrar. Com efeito: cinema e clube poderiam ter sido levantados em outro local, jamais à custa do sacrifício de um jardim, situado em ponto tão aprazível.

Estreita, a cidade pequena, apertada entre morros e o Paraíba, crescendo a população, diminuindo os espaços vazios, Porto Novo – bairro mais populoso – ficou sem o que, com muita razão se chama de seu “respiradouro”. Enquanto São José conserva sua praça ajardinada e Vila Caxias se orgulha da “Conde das Neves”, os portonovenses, de coração e cheios de razão, quedam-se inconformados sem o seu jardim. Que inveja lhes faz, por exemplo, Varginha com suas 12 ou 13 praças, cada qual mais bonita! E Cataguases! Leopoldina! E Três Rios! E Carmo – Carmo, com aquela maravilhosa praça. Ó, uma praça para os filhos. Para os velhos! Para os eternos e românticos namorados! Uma praça amenizante das nossas canículas! Acontece que, com a queda de movimento dos trens, a retirada da Estrada de Ferro Central do Brasil, abriu-se um grande espaço, onde antes havia um dos armazéns de bagagens.

Fazemos-lhe um apelo senhor prefeito: acerte a doação dessa área com a Prefeitura. Está vazia, mas pode ser preenchida dignamente. Não lhe pedimos para “fazer” o jardim. Queremos o terreno, cedido, trocado, vendido, não importa, o terreno. Deixe o resto por nossa conta. Verá como se juntarão todos os poderes, repetindo o exemplo de 1917 quando, José Pagano Brundo e José Silveira à frente (ambos os vereadores) deram tudo, pelejaram como heróis até verem o jardim construído. A generosidade de nosso povo doará postes, cimento, árvores, flores e tudo.

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

Qualquer interesse de envio de textos, dúvidas, opiniões, sugestões, acréscimos de conteúdo, relato de erros ou omissão de informações publicadas, entre em contato com a Coordenação Geral do História do Cinema Brasileiro pelo seguinte email: [email protected]

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.