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Cláudio Cavalcanti (1940-2013)

Biografia

Cláudio Murillo Cavalcanti, em arte mais conhecido como Cláudio Cavalcanti, foi um ator, diretor de TV, produtor teatral, escritor, tradutor, cantor, dublador, radialista e político brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro (RJ) no dia 24 de fevereiro de 1940. Era considerado um dos mais importantes nomes do cenário artístico brasileiro. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 2013.

Iniciou a carreira de ator em 13 de dezembro de 1956, aos 16 anos de idade, no Teatro Brasileiro de Comédias (TBC), sob a orientação de Sérgio Britto e Fábio Sabag, atuando ao lado de Nathália Timberg, Sérgio Britto e Fernanda Montenegro. No mesmo ano, estreou em televisão fazendo teatro ao vivo. Desde então nunca mais interrompendo suas atividades de ator, continuando a atuar em Teatro, Televisão e Cinema, tendo em seu currículo 41 peças, 39 novelas e 35 filmes.

Na TV Tupi, como ator de novelas ao vivo, escritas por Ilza Silveira. Sua primeira novela foi 22-2000 Cidade Aberta, no papel de Carlinhos. Em 1966, transferiu-se para a TV Rio e participa da novela A Mulher que Amou Demais, uma adaptação de Anna Karenina, que acaba sendo tirada do ar antes do seu término.

No ano seguinte fez sua primeira novela na TV Globo, Anastácia, a Mulher sem Destino. Nessa emissora, participa de muitas outras como Véu de Noiva (1969), Irmãos Coragem (1970), O Feijão e o Sonho (1976), Maria, Maria (1978), Pecado Rasgado (1978), Pai Herói (1979), Transas e Caretas (1984), O Salvador da Pátria (1989), A Viagem (1994) e minisséries Labirinto (1998) e Chiquinha Gonzaga (1999). Sua última novela é Roda da Vida (2001), pela TV Record, como Vidal.

Como protagonista, destacaram-se entre seus principais trabalhos de tele-dramaturgia: Anastácia, a Mulher sem Destino; Rosa Rebelde; Véu de Noiva; Irmãos Coragem, O Homem que Deve Morrer, Carinhoso, O Bofe, Cavalo de Aço, Vejo a Lua no Céu, O Feijão e o Sonho, Maria Maria, Terras do Sem Fim, Pai Herói, Dona Xepa, Água Viva, Sétimo Sentido, Roque Santeiro, Hipertensão, Lua Cheia de Amor, A Viagem, Marcas da Paixão, Vidas Cruzadas e Roda da Vida.

Em Teatro, entre outros, protagonizou Era Uma Vez nos Anos Cinquenta (Troféu Mambembe de melhor ator), Fernando Pessoa, Bodas de Papel, O Beijo da Louca, Obrigado Pelo Amor de Vocês (peça com que foi contratado para inaugurar o Teatro do Casino do Estoril, em Lisboa), Disque M para Matar, Estou Amando Loucamente, Vida Nova, O Nosso Marido, A Primeira Valsa, Freud e o Visitante, O Mundo é um Moinho, E Agora o que Faço como o Pernil. Em 2006, retornou aos palcos para atuar na peça O Doente Imaginário, de Molière. Em fevereiro de 2009, encenou Quando se é Alguem, texto inédito de Pirandello.

Estreou no cinema em 1964 no filme Pluft, o Fantasminha. Atuou em muitos outros como Memórias de um Gigolô (1970), Um Marido Contagiante (1978) e, mais recentemente, O Menino Maluquinho 2 – A Aventura e Tiradentes (1999).

Como escritor tem cinco livros publicados dentre os quais três antologias. Como cantor, foi campeão de vendas em 1971 com um Long Play (LP) com seu nome, Claudio Cavalcanti.

Cláudio Cavalcanti foi casado desde 1979 com a psicóloga e atriz Maria Lucia Frota Cavalcanti, com quem dividiu o palco inúmeras vezes. Ambos são vegetarianos e ativistas dos direitos dos animais. Sua mulher foi a criadora da Secretaria Municipal de Defesa dos Animais, na cidade do Rio de Janeiro, exercendo o cargo de Secretária Municipal de janeiro de 2001 a fevereiro de 2005. O casal teve uma filha, Lúcia Frota, nascida em 1976, filha biológica de Lúcia e criada desde os dois anos por Cláudio.

Concomitantemente com suas atividades artísticas, Cumpriu dois mandatos como Vereador do Rio de Janeiro, entre 2000 e 2008. Em outubro de 2000 foi eleito vereador da Cidade do Rio de Janeiro, pelo então PFL, atual DEM, com a plataforma Por uma política de respeito aos animais. Reeleito em 2004, cumpriu dois mandatos. Em oito anos de atividade legislativa, criou e teve aprovadas 29 leis, consideradas pioneiras em relação a defesa dos direitos animais, entre as quais a que proíbe o extermínio de animais abandonados e introduz a esterilização gratuita como método oficial de controle populacional e de zoonoses. Também, entre outras, proibiu rodeios, circos com animais, estabeleceu multa para maus-tratos e crueldade contra animais e conseguiu a aprovação da lei que proibia a utilização de animais em experiências cinetíficas, recebendo maciço apoio nacional e internacional e criando enorme polêmica. Posteriormente, entretanto, a Lei foi vetada pelo então prefeito, César Maia.

Em 2006, candidatou-se a deputado estadual, tendo obtido 39742 votos e sendo diplomado em dezembro de 2006 como suplente, durante licença de um dos titulares. Não conseguiu se reeleger vereador em 2008, porém após a cassação do deputado Natalino, tornou-se titular em definitivo da vaga na ALERJ. No entanto, ainda não se sabe porque, a assembleia empossou outro deputado menos votado. Entrou com um Mandado de Segurança contra a Mesa Diretora da ALERJ, mandado esse que tramitou no Órgão Especial do TJ-RJ.

Ao longo da vida, foi homenageado com várias condecorações, entre elas a Medalha Tiradendes (ALERJ) e a Medalha General Zenóbio da Costa (Exército Brasileiro), e foi Comendador do Exército Brasileiro com a Medalha do Pacificador.

Morreu no início da noite do dia 29 de setembro de 2013, no Rio de Janeiro, com 73 anos. O ator estava internado na UTI do Hospital Pró-Cardíaco desde a semana de 22 de setembro, e no dia 24, havia passado por um cirurgia por conta da falência de uma vértebra. Segundo seu cardiologista e familiares, o ator sofreu um choque cardiogênico, que evoluiu para uma insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, ocasionando o falecimento.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

1999 :: Tiradentes, direção: Oswaldo Caldeira
1998 :: O Menino Maluquinho 2 – A Aventura, direção: Fernando Meirelles e Fabrízia Pinto
19 :: A Agressão
1984 :: Mutirão de Amor, direção: Mario Civelli
1983 :: Bacanal do Terceiro Grau
1983 :: Caminhos Cruzados, direção: Almir Giorgio
1979 :: Uma Estranha História de Amor, direção: John Doo
1977 :: Um Marido Contagiante, direção: Carlos Alberto de Souza Barros
1977 :: Contos Eróticos (Episódio: Vereda Tropical), direção: Joaquim Pedro de Andrade
1975 :: Ipanema, Adeus, direção: Paulo César Martins
1974 :: Como nos Livrar do Saco, direção: César Fronzi Ladeira
1972 :: O Grande Gozador, direção: Victor Di Mello
1971 :: Quando as Mulheres Paqueram, direção: Victor Di Mello
1970 :: Ascensão e Queda de um Paquera, direção: Victor Di Mello
1970 :: Memórias de um Gigolô, direção: Alberto Pieralisi
1969 :: A Cama ao Alcance de Todos (Episódio: A Segunda Cama), direção: Daniel Filho
1966 :: Cuidado! Espião Brasileiro em Ação, direção: Vítor Lima
1966 :: Nudista à Força, direção: Vítor Lima
1966 :: Engraçadinha depois dos trinta, direção: J.B. Tanko
1965 :: A um Pulo da Morte, direção: Vítor Lima
1965 :: A História de um Crápula, direção: Jece Valadão
1965 :: 22-2000 Cidade Aberta, direção: Vítor Lima
1965 :: Um Ramo para Luísa, direção: J.B. Tanko
1964 :: Pluft, o Fantasminha

:: Filmografia como Ele Mesmo ::

2008 :: Paulo Gracindo, o Bem-Amado

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Cláudio Cavalcanti. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/claudio-cavalcanti/

História do Cinema Brasileiro

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