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Cyll Farney (1925-2003)

Biografia

Cilênio Dutra e Silva, em arte mais conhecido como Cyll Farney, foi um ator e cantor brasileiro nascido no dia 14 de setembro de 1925. Faleceu no dia 14 de março de 2003.

Não há hoje, no cinema nacional, nenhum nome com tanta força de sedução diante do sexo feminino quanto foi o de Cyll Farney na década de 50. Intérprete de 37 filmes em 54 anos de carreira, o carioca Cileno Dutra e Silva fez 22 chanchadas nos estúdios da Atlântida personificando o mesmo tipo. Cyll Farney foi, com Anselmo Duarte, o grande galã da casa. Irmão de Dick Farney, começou como baterista do irmão. Sua bela estampa chamou a atenção do produtor Ademar Gonzaga e ele estreou no cinema, contracenando ao lado de Marlene e Vera Nunes, no filme Um Beijo Roubado, de Leo Marten, ainda nos anos 40. Identificado como um dos maiores galãs brasileiros, Cyll era sempre o bom moço, elegante e bem-vestido. Geralmente vivia nas telas um filho de papai rico que encantava a mocinha-cantora, e tudo acabava em festa numa boate. Não demorou muito para seu rosto ficar conhecido e a carreira deslanchar.

Em 1949 e em 1950, respectivamente, Cyll trabalhou com Fada Santoro em Escrava Isaura e Pecado de Nina. A partir daí, criou-se um ideal de par romântico que iria marcar sua trajetória artística. Quando foi contratado pela Atlântida, em 51, o galã fez oito filme com outra referência das chanchadas: a atriz Eliana. Daí vieram os sucesssos Aí Vem o Barão (51), Vamos com Calma (56) e O Espetáculo Continua (58). “Em 56 aconteceu um fenômeno chamado Colégio de Brotos. O filme foi a maior bilheteria da Atlântida e atingiu o maior faturamento do Grupo Severiano Ribeiro (GSR) daquele ano”. Ao mesmo tempo em que virava um símbolo de beleza entre as adolescentes em filmes como Carnaval em Atlântida (52) e Nem Sansão, Nem Dalila (54) – com Oscarito e Grande Otelo – Cyll procurava atuar em papéis mais complexos. Um deles foi no melodrama urbano Amei um Bicheiro (52), e a co-produção estrangeira Chico Viola Não Morreu (55), de Gilberto Abreu, no qual o ator interpretava Francisco Alves.

Na década de 60, o galã deu um giro na carreira e passou a se dedicar à produção e direção de documentários. Fez duas co-produções com a Alemanha. Produziu Manaus: Glória de uma Época, em 1963 e dirigiu Lana: Rainha das Amazonas, em 1964. Passou muito tempo na Europa e acabou ficando amigo de Roberto Rossellini e Ingrid Bergman. De volta ao Brasil, Cyll Farney ainda atuou na televisão. Mas, nesse veículo, seu trabalho iria se destacar por trás das câmeras; mais especificamente nos 16 anos em que administrou as campanhas publicitárias da Petrobras.

Depois de deixar a carreira de ator, em 1972, continuou ligado às câmeras, trabalhando como produtor em cerca de 14 filmes. Cyll continuou na ativa administrando seu estúdio, Tycoon (locado muitas vezes para a Rede Globo no período anterior à inauguração do Projac), e um projeto pessoal, o Poeira de Estrelas, uma série de documentários biográficos enfocando nomes como Francisco Alves, Orlando Silva e outros grandes da música brasileira, resgatando a memória de artistas de sua geração.

Cyll Farney fez parte da história do cinema brasileiro e veio a falecer aos 77 anos, em 14 de março de 2003.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

1977 :: Este Rio Muito Louco
1976 :: O Pai do Povo
1975 :: Tem Folga na Direção
1974 :: Assim era a Atlântida
1973 :: Um Virgem na Praça
1972 :: A Infidelidade ao Alcance de Todos
1972 :: Janaína, a Virgem Proibida
1969 :: O Impossível Acontece
1969 :: Incrível, Fantástico, Extraordinário
1968 :: Juventude e Ternura
1968 :: O Rei da Pilantragem
1968 :: Rio dos Diamantes
1967 :: A espiã que entrou em fria
1962 :: As Sete Evas
1962 :: Entre Mulheres e Espiões
1962 :: Copacabana Palace
1961 :: Quanto mais Samba melhor
1960 :: Duas Histórias – Cacareco Vem Aí
1960 :: Os Dois Ladrões
1959 :: Pintando o Sete
1959 :: O Homem do Sputnik
1958 :: É a Maior!
1958 :: E o Espetáculo Continua
1957 :: Garotas e Samba
1957 :: De Vento em Popa
1956 :: Colégio de Brotos
1956 :: Vamos com Calma
1956 :: Papai Fanfarrão
1955 :: O Golpe
1955 :: Chico Viola Não Morreu
1955 :: Paixão nas Selvas
1954 :: Guerra ao Samba
1954 :: Nem Sansão, Nem Dalila
1953 :: Carnaval Atlântida
1952 :: Areias Ardentes
1952 :: Três Vagabundos
1953 :: Amei um Bicheiro
1951 :: Barnabé, Tu és meu
1951 :: Tocaia
1951 :: Aí Vem o Barão
1950 :: Um Beijo Roubado
1950 :: O Pecado de Nina
1949 :: Escrava Isaura

:: Filmografia como Produtor ::

1967 :: A espiã que entrou em fria

Bibliografia
Fontes de Referência

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

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