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Dejan Petkovic

Biografia

Nascido em Majdanpek, Dejan Petkovic mudou-se cedo para Niš para jogar nas categorias de base do clube da cidade, o Radnički Niš; seguia os passos do irmão mais velho, Boban, e do pai, Dobrivoje, que também foram jogadores.Tornou-se o mais jovem jogador da história do futebol iugoslavo a atuar numa partida oficial, estreando em 25 de setembro de 1988 (quando tinha 16 anos e 15 dias de idade) em vitória por 4 x 0 sobre a equipe bósnia do Željezničar Sarajevo.

No Radnički, ganhou o apelido pelo qual é conhecido em sua terra natal, Rambo, em referência ao personagem de Sylvester Stallone, por seu físico robusto à época. Até hoje, faz contribuições ao seu primeiro clube, como arranjar material esportivo e dinheiro. Deu seu grande salto ao transferir-se em 1991 para o poderoso Estrela Vermelha de Belgrado, da capital da então Iugoslávia e recém-campeão da Copa dos Campeões da UEFA, atuando por lá até 1995. Em sua primeira temporada, a de 1991/92, o clube foi campeão iugoslavo e faturou também o Mundial Interclubes, mas Petković não chegou a ter participação relevante nos dois títulos; ainda não conseguira espaço no elenco, repleto de jogadores de renome inclusive internacional, como Dejan Savićević, Darko Pančev, Siniša Mihajlović, Vladimir Jugović e Miodrag Belodedici.

Aquela edição, a última do campeonato iugoslavo a ter contado com equipes macedônias e bósnias, marcou também a saída destes astros que, com o agravamento da Guerra Civil Iugoslava, foram jogar no estrangeiro. A equipe do Estrela precisou então ser reformulada e o Rambo finalmente obteve chances. Por dois anos, foi o arquirrival Partizan que faturou o campeonato. Até que, na temporada 1994/95, Petković foi o grande nome no meio-campo do grupo que reconquistou a liga iugoslava, o único campeão a jogar as 36 rodadas, sobressaindo-se em relação a colegas que posteriormente teriam mais respeito que ele, como Goran Đorović, Darko Kovačević e Dejan Stanković.

Após a conquista, foi contratado pelo Real Madrid por já ser considerado uma das grandes promessas européias. O Estrela Vermelha demoraria cinco anos sem ele para ser novamente campeão nacional.

Sua chegada no Real Madrid, foi marcada por contratempos que teriam lhe atrapalhado no clube merengue: contratado em agosto, foi segurado por mais cinco meses pelo Estrela, que classificara para a fase preliminar da Liga dos Campeões da UEFA de 1995-96, no que seria a volta de um time iugoslavo às competições européias após o fim das sanções da FIFA impostas ao país devido às guerras civis. Entretanto, o clube acabou eliminado e Petković só chegou ao Real em dezembro.

Apesar de sua ótima estreia, em que marcou um dos gols na vitória por 3 x 2 no clássico contra o Atlético de Madrid em partida realiza no dia de natal daquele ano, não conseguia chances com o técnico Jorge Valdano, no que seria uma retaliação ao desafeto Lorenzo Sanz, presidente à época do clube e responsável pela contratação do sérvio. A direção dos blancos, então, arranjou um empréstimo de Rambo ao Sevilla para que pudessem contratar o croata Davor Šuker, estrela deste clube. O empréstimo duraria quatro meses e só foi assegurado após Valdano conseguir manter-se no cargo após a equipe arrancar um empate no final de uma partida contra o Real Zaragoza, a despeito de a torcida madridista demonstrar que preferiria o iugoslavo ao técnico.

No Sevilla, Petković era titular, mas costumamente substituído nas partidas, uma vez que só ficaria até o meio de 1996 e o clube necessitava desenvolver um esquema sem ele. Os acasos continuaram a lhe trazer lamentações: na mesma rodada em que estreou na nova equipe, o Real perdeu e Valdano fora demitido. Para piorar, fraturaria o pé pouco depois. Quando o empréstimo terminou e ele voltou ao Real, desentendeu-se com o novo treinador, o italiano Fabio Capello, e Petković foi novamente emprestado, desta vez para o Racing Santander.

Novamente pouco utilizado no clube merengue, após voltar de passagem também infrutífera no Racing, aceitou convite da equipe brasileira do Vitória, que o descobriu após participar de torneio amistoso em que o sérvio se destacou pela equipe B do Real.

O rubro-negro baiano, em parceria com o Banco Excel, contratara também as estrelas Túlio e Bebeto. O “gringo” viera justamente para substituir Bebeto, que fora para o Botafogo, e ofuscaria Túlio, que seria negociado também naquele ano. Inicialmente, seu grande objetivo ao aceitar a proposta do Vitória, para o qual não queria vir, era jogar bem para atrair atenção européia.

Desconhecido no Brasil, poucas eram as expectativas em cima do iugoslavo, que, logo na sua estréia, contra o União São João, marcou um gol de falta e deu passe para Túlio também marcar no empate por 2 x 2 contra o time paulista. Em sete partidas em 1997, marcou cinco vezes. Em 1998, foi vice-artilheiro e vice-campeão estadual, com 16 tentos. No Brasileirão de 1998, foram 14 gols em 21 partidas, fazendo com que o São Paulo chegasse a oferecer suas promessas França e Dodô por ele, na época.

Seus gols e assistências, em partidas memoráveis, ficaram marcados na memória da torcida leonina, com a boa fase seguindo no ano seguinte, em que ele foi finalmente campeão baiano e artilheiro do estadual, além de participar da campanha vitoriosa na Copa do Nordeste. Com isso, conseguiu seu retorno ao futebol europeu, sendo contratado pelo Venezia, da Itália, transferindo-se no meio do ano para jogar a temporada 1999/2000.
Até hoje é lembrado como um dos grandes jogadores que passaram pelo rubro-negro baiano nos últimos tempos – ele, por sua vez, declara que o Vitória é o seu único clube de coração no Brasil.

Em dezembro de 1995, transferiu-se para o Real Madrid na Espanha, e em 1996, foi emprestado para o Sevilla, onde por motivo de lesão (quebrou o pé esquerdo), acabou retornando ao Real Madrid, ainda em 1996. Em 1997, chegou ao Brasil, para jogar no Vitória da Bahia por duas temporadas até junho de 1999. Conquistando dois títulos Estaduais em 1998 e 1999 e também, a Copa do Nordeste em 1999.
Voltou a Europa ao ser contratado pelo Venezia da Itália, onde esteve de julho de 1999 até janeiro de 2000. Em sua volta ao Brasil defendeu um dos mais importantes times brasileiros, o Flamengo, em 2000 e 2001, e o Vasco da Gama, em 2002, 2003 e 2004, tendo amplo destaque nos dois clubes.

Ainda em 2003, atuou pelo Shanghai Shensshua, por onde foi Campeão Nacional.

Pelo Flamengo conquistou 4 títulos: Campeonato Carioca nos anos de 2000 e 2001, a Copa dos Campeões em 2001 e o Campeonato Brasileiro de 2009.

Nas atuações pelo Flamengo, destaque para suas ótimas cobranças de faltas, sendo que duas foram decisivas em finais contra o Vasco da Gama (Campeonato Carioca) e São Paulo (Copa dos Campeões).

Pelo Vasco da Gama, conquistou o Campeonato Carioca de 2003, ao voltar para o Clube em abril de 2004, ganhou o PRÊMIO BOLA DE PRATA como o melhor jogador “meio campo” do Campeonato Brasileiro.

Em Janeiro de 2005 tranferiu-se para a Arábia, onde atuou pelo Al Ittihad, sagrando-se Campeão da Copa Árabe.

Em agosto de 2005 foi contratado pelo Fluminense, onde permaneceu até janeiro de 2007. Pelo Clube marcou o milésimo gol da história do Campeonato Brasileiro, na partida contra o Cruzeiro, no Estádio do mineirão de 7 de setembro de 2005, teve o feito registrado e foi homenageado pela diretoria tricolor com uma placa comemorativa no Estádio das Laranjeiras (pertencente ao Clube).

Jogando pelo Fluminense ganhou o seu segundo PRÊMIO BOLA DE PRATA, como melhor jogador “meio campo” na temporada de 2005 do Campeonato Brasileiro.

Em janeiro de 2007 foi contratado pelo Goiás, após disputar as primeiras 3 partidas pelo Clube, marcou um belíssimo gol de falta, considerado pela imprensa local e torcedores como o gol mais bonito da rodada. Após 4 meses no Clube goiano, solicitou rescisão de contrato.

Logo depois ele foi para o SANTOS e disputou o CAMPEONATO BRASILEIRO 2007 pelo Clube, onde atuou com a lendária Camisa 10, imortalizado por PELÉ. Foram 21 partidas disputadas e um gol marcado contra o América (RN), no dia 26 de agosto de 2007.

Especialista em cobranças de faltas (foi decisivo em várias conquistas de títulos), escanteios, lançamentos, passes e chutes precisos, Petkovic é um dos jogadores mais técnicos atuando no Brasil.

Em junho de 2009, o craque volta a defender o Rubro-Negro Carioca. A torcida do Flamengo vibra com a volta do grande ídolo.

Filmografia

2011 :: O Gringo

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

Jornais e Periódicos:

Jornal do Brasil
Jornal O Dia
Jornal O Globo
Jornal Tribuna de Minas

Sites na Internet:

http://www.petkovic10.com/ – Petkovic 10 – Brasil

Instituições Consultadas:

Biblioteca da Universidade Salgado de Oliveira de Juiz de Fora


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