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Divina Luz (2017)

Sinopse

Filme sobre a trajetória de Luz del Fuego, uma dançarina e bailarina naturista que balançou as estruturas morais do Brasil nos anos 50, que rompeu barreiras para fazer valer sua filosofia de vida. Sua bandeira principal era o naturalismo. Mas ela ficou mais conhecida como a mulher das cobras, devido a seus números de dança envolvendo jiboias. Filme produzido a partir de materiais audiovisuais e iconográficos de arquivo.

O roteiro concentra-se no período do auge de sua fama, que ocorreu no final dos anos 40 e início dos anos 50. Um momento em que ela deixou a vida luxuosa na cidade do Rio de Janeiro, para viver nua numa ilha, na Baia de Guanabara, onde criou o primeiro Clube Naturalista da América Latina, a Ilha do Sol.

O filme é narrado em tempo presente, como um cinejornal da época. Uma atriz interpreta em off os textos de Luz del Fuego (reportagens e trechos de livros que ela escreveu) enquanto locutores, também em off, interpretam repórteres.

Era preciso fazer um filme onde o espectador pudesse estar nos anos 50, sentindo na pele o que esta mulher passou para viver seus ideais. Acredito que este objetivo foi alcançado na forma com que o roteiro foi estruturado, diz o diretor Ricardo Sá. Ele conta que o roteiro inicial previa entrevistas de pessoas que conviveram com ela, ou que tinham pesquisa sobre ela. Mas que após algumas destas entrevistas, percebeu que não conseguiria fazer do filme um espelho do que viveu Luz del Fuego. Foi quando decidiu radicalizar na forma, construindo este cine jornal. Aproveitou as entrevistas gravadas para montar o doc TIA DORA, a ser exibido durante o evento CEM ANOS LUZ, em comemoração aos 100 anos de Luz del Fuego.

A pesquisa foi feita em arquivos públicos e particulares, como Arquivo Nacional, Arquivo do Estado de São Paulo e ES, Biblioteca Nacional, Cinemateca Brasileira, entre outros.

Em 2 anos de pesquisa, reunimos cerca de 200 fotografias e 190 jornais da época, além de anotações de familiares, livros que ela escreveu ou que escreveram sobre ela. Um vasto material capaz de transformar a imagem que foi cristalizada sobre Luz del Fuego, de uma mulher incoerente e confusa, afirma o diretor.

A equipe de pesquisa contou com o historiador Alberto de Oliveira, que escreveu, em parceria com Alberto Camarero, o livro Cravo na carne, e abriu portas importantes para o recolhimento de materiais sobre a personagem. Um dos locais foi o Arquivo do Estado de São Paulo, que dispõe de um acervo de fotografias de Luz del Fuego, do jornal Última Hora. Além de Alberto de Oliveira, também participaram da pesquisa Monica Nitz e o próprio diretor do filme.

DIVINA LUZ foi feito com a colaboração da família Vivacqua, que ajudou na busca de informações e autorizações. O nome de batismo de Luz del Fuego é Dora Vivacqua. Ela nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, no ano de 1917. Em 2017 ela completaria 100 anos de seu nascimento.

Para comemorar o centenário de Dora Vivacqua, a produção do filme criou o evento CEM ANOS LUZ, composto por uma exposição iconográfica (fotos e recortes de jornais), sarau, exibição de filmes e debates sobre a contribuição de Luz del Fuego para o naturismo e o feminismo no Brasil.

Elenco

Leticia Braga
Severino Dada

GUTTO BELLUCCO
MARCIO ANDRICO

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Divina Luz (2017) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Ricardo Sá
Roteiro: Ricardo Sá
Pesquisa: Alberto de Oliveira, Monica Nitz e Ricardo Sá
Produtor Executivo: Monica Nitz e Ricardo Sá (com a colaboração de Letícia Braga)
Diretor de Produção: Monica Nitz
Direção de Fotografia: Diego Navarro
Tratamento de Cor: Diego Navarro
Montagem: Lucas Bonini
Animação: Lucas Bonini
Som: Cons buteri
Edição de Som: Cons Buteri
Mixagem: Cons Buteri
CRIAÇÃO E DIREÇÃO MUSICAL: CARLOS FERNANDO SECOMANDI
EXECUÇÃO TRILHA: RONDINELLY MENDES (SOPRO),JOÃO LUIZ BOARATO (METAIS), SAGRILO E CARLOS FERNANDO SECOMANDI(PERCUSSÃO)
DIREÇÃO DE GRAVAÇÃO DE TRILHA SONORA: ARMANDO SINKOVITZ (SCALLA ESTÚDIO)
CAPTAÇÃO DE VOZES: LEANDRO SALGUEIRINHO
TRADUÇÃO INGLÊS: LOBO PASOLINI
TRADUÇÃO FRANCES: MARIE CLAUDE SCHEUN HENRY
Trilha sonora original: Carlos F Secomandi
Empresa Produtora: Interferencias Filmes e Projetos

REALIZADO COM RECURSOS DO FUNCULTURA – ES, ATRAVÉS DO EDITAL DE DOCUMENTÁRIOS DA SECULT-ES

CURTA METRAGEM DCP 4k | PXB e COR | 14 min. | 2017 | SOM ESTÉREO

Bibliografia

Livros:

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Internet:

13ª FEST ARUANDA. Divina Luz. Disponível no endereço: https://www.festaruanda.com.br/mostra-competitiva/filme/divina-luz
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Divina Luz. Disponível no endereço: http://historiadocinemabrasileiro.com.br/divina-luz/

História do Cinema Brasileiro

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