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Dorinha Duval

Dora Teixeira, em arte conhecida como Dorinha Duval, foi uma atriz, cantora e bailarina brasileira nascida em São Paulo (SP) no dia 21 de janeiro de 1929.

Ingressou no mundo artístico como cantora, nos anos 1940, acompanhando o pianista Moacir Peixoto (irmão do cantor Cauby Peixoto) na extinta Boate Oasis. No mesmo local, também se apresentou ao lado da orquestra do maestro, pianista e compositor Robledo, cantando e tocando maracas – instrumento que lhe valeu, na época, o apelido de Dorah Maraca.

Ainda adolescente, entrou para o grupo de bailarinas do diretor Carlos Lisboa, fazendo apresentações em cassinos do interior de São Paulo. Ao mesmo tempo, começou a se encantar pelo teatro. Descoberta pelos atores Mary e Juan Daniel, pais do diretor Daniel Filho, ingressou no Teatro de Revista. Em 1947, usando o apelido de Chininha, devido a seus olhos puxados, foi uma das girls de Um Milhão de Mulheres, uma revista revolucionária, estrelada pelas vedetes Salomé Parísio e Virgínia Lane.

O sucesso nas revistas levou a atriz para a televisão. Estreou na TV Tupi de São Paulo, no especial Doce Lar Teperman e, depois, acabou participando ativamente de programas como TV de Comédia, a partir de 1957. Nesta época, a atriz casou-se com o diretor de TV Mário Pomponet Júnior.

Na década de 1960, participou da linha de shows da TV Excelsior, fazendo sucesso ao lado de grandes humoristas como Castrinho.

Estreou no cinema em 1952, numa ponta no filme Veneno, produção da Vera Cruz. Fez poucos filmes, com destaque para O Homem que Roubou a Copa do Mundo (1963).

Em 1970, fez sua primeira novela, Verão Vermelho, seguindo-se Irmãos Coragem (1970), Minha Doce Namorada (1971), Selva de Pedra (1972), O Bem-Amado (1973), como uma das irmãs Cajazeira, O Espigão (1974), O Feijão e o Sonho (1976), Maria Maria (1978) e Sinal de Alerta (1978), mas fez sucesso mesmo em 1977, como a Cuca, no seriado Sítio do Pica-Pau Amarelo, tendo depois, pequenas participações nos seriados Malu Mulher e Plantão de Polícia.

Entre 1962/1972, foi casada com Daniel Filho, com quem tem uma filha, Carla Daniel, também atriz.

No dia 05 de outubro de 1980, Dorinha foi a personagem principal de um dos maiores escândalos do cenário artístico brasileiro, ao atirar e matar seu então marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia de Alcântara. Julgada e condenada, ficou muitos anos presa. Libertada alguns anos depois, se afastou totalmente da vida artística.

Em 2006, fez uma pequena participação no último capítulo da novela Belíssima, ao lado de outras veteranas vedetes.

Filmografia

1977 :: Feminino Plural
1971 :: As Quatro Chaves Mágicas
1963 :: O Homem que Roubou a Copa do Mundo
1960 :: As Aventuras de Pedro Malazartes
1958 :: Vou te Contá
1952 :: Veneno

Filmografia

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Dorinha Duval. Disponível no endereço: https://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/dorinha-duval

História do Cinema Brasileiro

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