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Fábio Sabag (1931-2008)

FOTO Fabio SabagFadolo Sabag, em arte conhecido como Fábio Sabag, foi um ator, escritor e diretor de cinema, teatro e televisão brasileiro nascido em Bariri, cidade do interior de São Paulo, no dia 19 de novembro de 1931.

Seus pais, Salim e Bader Sabag, ambos de origem libanesa, tiveram nove filhos. No começo dos anos 1950, mudou-se para São Paulo e, antes de iniciar sua carreira artística, Fadolo chegou a estudar por três anos na Escola Paulista de Medicina, na cidade de São Paulo, mas logo percebeu não ser essa a sua vocação.

Atuou como figurante em diversas óperas no Teatro Municipal de São Paulo, onde conheceu o grupo de teatro do diretor Antunes Filho, ajudando a fundar o Teatro da Juventude.

No rádio, passou a escrever o programa Quem Sabe Mais, o Homem ou a Mulher?, na Rádio Cultura. Participou ainda de programas de auditório na Rádio Tupi e Difusora de São Paulo, até ser convidado por Helio Araujo para escrever o programa Quem Sabe Mais: o Homem ou a Mulher?, na Rádio Cultura.

No teatro, sua verdadeira vocação e paixão, produziu, dirigiu e atuou em dezenas de peças, ao longo de 60 anos de carreira, como O Imbecil, de Luigi Pirandello; Olá, Seu Nicolau, de Luiz Watson; Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennessee Williams; Fiel Camareiro, de Ronald Harwood, etc.

Fabio Sabag participou da primeira peça televisada, O Imbecil, de Luigi Pirandello, levada ao ar pela TV Tupi, em 1950, sob a direção de Osmar Rodrigues Cruz. Em 1951, participou da montagem de Irmãos das Almas, de Martins Pena, e dirigiu a peça Alô, Alguém Aí?, de William Saroyan. No ano seguinte, participou novamente como ator da peça Volta, Mocidade, de William Inge, e dirigiu, produziu e atuou em O Filhote de Espantalho, de Oswaldo Waddington. Ainda em 1952, produziu a peça Chapeuzinho Vermelho, de Paulo Magalhães, que teve a direção de Antunes Filho, e participou como ator das peças Olá, Seu Nicolau, de Luiz Watson, e Espetáculo Grego, de Alberto Cavalcanti.

Na televisão, a partir de 1951, participou de peças televisionadas e depois de novelas, chegando a diretor das TVs Record, Paulista e depois Globo.

Fabio Sabag trabalhou com Graça Mello e Olga Navarro no Teatro de Alumínio, da atriz Nicette Bruno, ainda em 1952, antes de ingressar como diretor e produtor na TV Paulista, hoje Globo São Paulo. Em seguida, na TV Tupi, participou como ator dos programas infantis de Júlio Gouveia e de Tatiana Belinky.

Entre 1952 e 1956, integrou o elenco do Teatro de Sérgio Britto, e coordenou o núcleo de teatro infantil. Este trabalho com as crianças funcionou como uma espécie de ensaio para o programa Teatrinho Troll, que durante dez anos (de 1956 a 1966) foi ao ar na TV Tupi, sob sua direção.

Estreou no cinema em 1956 no filme O Palhaço o Que É?.

Na televisão, como ator, estreou em 1967, na novela Anastácia, Mulher Sem Destino, seguindo-se muitas outras como O Casarão (1976), Elas por Elas (1982), Que Rei Sou Eu? (1989), A Madona de Cedro (1994), Pecado Capital (1998) e A Lua Me Disse (2005).

Como diretor de tv, estreou em 1964 no especial O Acusador. Assinou a direção de pérolas de nossa teledramaturgia em A Cabana do Pai Tomás (1969), Bravo! (1975), Mandala (1987), Rainha da Sucata (1990) e De Corpo e Alma (1992).

Em 1968, Fabio Sabag dirigiu sua primeira novela na Globo. A Grande Mentira, escrita por Hedy Maia e gravada em São Paulo, foi a primeira produção da emissora a ter forte apelo entre o público daquela cidade. Para sonorizar a trama, o diretor usava os discos que estavam nas paradas de sucesso na Rádio Excelsior. Assim, o público ouvia durante a novela as músicas mais votadas. Com o término de A Grande Mentira, Fabio Sabag voltou para o Rio de Janeiro e assumiu a direção de A Gata de Vison (1968), de Glória Magadan, na qual também atuou. Em seguida, dirigiu as novelas A Última Valsa (1969), de Glória Magadan, e A Cabana do Pai Tomás (1969), de Hedy Maia, Sérgio Cardoso e Walther Negrão.

Em 1971, dirigiu seu primeiro e único filme, O Agente Positivo, no qual também fez a adaptação e escreveu o roteiro.

Entre 1973 e 1977, ocupou o cargo de produtor artístico e executivo da Central Globo de Produção (CGP), trabalhando diretamente com a supervisão de novelas, ao lado de Daniel Filho. Com a divisão das novelas em núcleos, passou a dirigir alguns Casos Especiais e quadros do Fantástico. Logo depois, esteve à frente das novelas Anjo Mau (1976) e Locomotivas (1977), ambas escritas por Cassiano Gabus Mendes. Em 1977, foi convidado pelo diretor Walter Avancini e passou a integrar o núcleo das 22h, dirigindo a novela Nina (1977), de Walter George Durst.

Fabio Sabag dirigiu ainda as novelas Mandala (1987), de Dias Gomes e Marcílio Moraes; Que Rei Sou Eu? (1989), de Cassiano Gabus Mendes; Sexo dos Anjos (1989), de Ivani Ribeiro, Vamp (1991), de Antonio Calmon, e De Corpo e Alma (1992), de Gloria Perez. Como diretor, também comandou episódios dos seriados Malu Mulher (1980), Plantão de Polícia (1980) e Obrigado, Doutor (1981), estrelado por Francisco Cuoco. Além disso, dirigiu o programa Você decide de 1992 a 1997.

Atuou em várias novelas da TV Globo. Entre os personagens que interpretou, destacam-se: o Bispo, de O Casarão (1976), escrita Lauro César Muniz; Turquinho, de Partido Alto (1984), de Aguinaldo Silva e Gloria Perez; Olívio, de Cambalacho (1986), escrita por Silvio de Abreu; Lourival, de Brega & Chique (1987), de Cassiano Gabus Mendes; Castro, da minissérie O Primo Basílio (1988), de Gilberto Braga e Leonor Bassères; Roger, de Que Rei Sou Eu? (1989), escrita por Cassiano Gabus Mendes; e Quindoca, da segunda versão de Pecado Capital (1998), escrita por Gloria Perez.

Em quase 60 anos de carreira no teatro, trabalhando como diretor, ator ou produtor, participou de mais de 70 peças. Entre as quais, Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennesse Williams; A Bela Madame Vargas, de João do Rio; O Fiel Camareiro, de Ronald Harwood, e O Silicone, de Gugu Olimecha.

No cinema, desenvolveu longa carreira cinematográfica, com mais de 50 filmes, entre os quais destacam-se: Um Morto ao Telefone (1964); Mineirinho Vivo ou Morto (1967), de Aurélio Teixeira; Os Raptores (1970); Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade; Ópera do Malandro (1985), de Ruy Guerra, etc. Retornou ao cinema em 2003 para participar dos dois filmes produzidos pelo Padre Marcelo Rossi, Maria, Mãe do Filho de Deus (2003) e Irmão de Fé (2004).

Fabio Sabag foi também colunista dos jornais O Tempo, Edição Final, Revista Polichinelo e Rio by Night. Além disso, é autor de O Solteiro na Cozinha, livro de receitas nacionais e internacionais publicado em dezembro de 1995, pela editora Brasil-América.

Fabio Sabag morreu em 31 de dezembro de 2008, aos 77 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer na próstata.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

2006 :: O Veneno da Madrugada
2004 :: Irmão de Fé
2003 :: Maria, Mãe do Filho de Deus
2002 :: Ensaio (CM)
2000 :: A Máquina do Tempo (CM)
1998 :: Policarpo Quaresma – Herói do Brasil
1998 :: Resumo (CM)
1989 :: Jorge, um Brasileiro
1986 :: Ópera do Malandro (Brasil/França)
1984 :: Memórias do Cárcere
1982 :: Profissão Mulher
1982 :: Tensão no Rio
1982 :: Luz Del Fuego
1981 :: O Homem do Pau-Brasil
1979 :: O Peixe Assassino (Killer Fish) (Itália/Brasil/EUA)
1979 :: Teu Tua
1979 :: Eu Matei Lúcio Flávio
1979 :: O Preço do Prazer (Onde Andam Nossos Filhos?)
1976 :: Um Homem Célebre
1975 :: O Casal
1975 :: As Aventuras de um Detetive Português
1975 :: O Roubo das Calcinhas
1974 :: Relatório de um Homem Casado
1973 :: Tati, a Garota
1973 :: Os Condenados
1972 :: Os Inconfidentes
1971 :: Os Devassos
1971 :: Edy Sexy, o Agente Positivo
1970 :: Memórias de um Gigolô
1970 :: O Donzelo
1969 :: Incrível, Fantástico, Extraordinário
1969 :: O Matador Profissional
1969 :: Os Raptores
1968 :: Svarta Palmkronor (Palmeiras Negras) (Suécia)
1968 :: Cristo de Lama (A História de Aleijadinho)
1968 :: Por Um Amor Distante (Pour Un Amour Lointain) (França/Brasil)
1968 :: A Doce Mulher Amada
1968 :: Os Viciados (Episódio: Favela)
1968 :: O Sabor do Pecado
1967 :: Mineirinho Vivo ou Morto
1967 :: Jerry – A Grande Parada
1967 :: Jerry em Busca do Tesouro
1966 :: Essa Gatinha é Minha
1966 :: Cristo de Lama
1964 :: Pluft, o Fantasminha
1964 :: Os Mendigos
1963 :: Um Morto ao Telefone
1963 :: Gimba – Presidente dos Valentes
1962 :: O 5º Poder
1959 :: Ladrão em Noite de Chuva
1959 :: O Palhaço o Que É?

:: Filmografia como Diretor ::

1971 :: Edy Sexy, o Agente Positivo

:: Filmografia como Roteirista ::

1971 :: Edy Sexy, o Agente Positivo

Publicações

SABAG, Fábio. O Solteiro na Cozinha. : Brasil-América, 1995.

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Fábio Sabag. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/fabio-sabag/
MEMÓRIA GLOBO. Fábio Sabag. Disponível no endereço: http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/fabio-sabag/

História do Cinema Brasileiro

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4 comentários sobre “Fábio Sabag (1931-2008)

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